O destaque das escolas militares no Ideb

Do G1

Escolas militares se destacam entre as 30 melhores do país no Ideb

Das 30 melhores escolas públicas do país, dez são militares. Na capital mineira, uma estrutura pouco comum nas escolas públicas do país: academia, quadra, piscina, pista de atletismo e até aulas de equitação.

Desigualdade se combate com educação de qualidade para todos. Entre os resultados do Ideb, divulgados na semana passada, um chama a atenção. Das 30 melhores escolas públicas do país, dez são militares.

A escola com maior nota em Goiás aposta na disciplina. Os estudantes precisam estar devidamente uniformizados e passam pelos olhos atentos de uma policial militar.

“Não pode ser esmalte escuro, tem que ser cores discretas, maquiagem tem que ser discreta”, conta.

Até dentro das salas eles são monitorados para que nada saia do controle. “No começo não gostava de usar farda. Mas acaba gostando. Se não tiver regra, não vai ser um colégio com disciplina”, explica a estudante Christielly Ramos.

A organização ajudou a colocar o Colégio da Polícia Militar de Anápolis entre as melhores escolas públicas. A meta prevista no último Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, era 5. Mas o grupo atingiu média de 6,7.

Os colégios da Polícia Militar, mantidos pelos estados, oferecem vagas para filhos de PMs e para a comunidade. Em Manaus, a escola da Polícia Militar foi a melhor do Amazonas.

Instituições ligadas ao Exército Brasileiro também se saíram bem na prova que avalia o Ensino Fundamental. Três colégios militares ficaram entre os 10 melhores, do sexto ao nono ano.

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Curitiba foi um dos destaques, com nota 7. Salvador e Belo Horizonte conseguiram 7,2. Na capital mineira, uma estrutura pouco comum nas escolas públicas do país. Academia, quadra, piscina, pista de atletismo e até aulas de equitação.

Toda essa estrutura é importante para o desenvolvimento e desempenho dos alunos. Mas a escola também investe, e muito, na parte pedagógica: 85% dos professores são pós-graduados e muitos têm mestrado ou doutorado.

“Têm processos rigorosos de montagem de aulas, de planejamento do ano letivo, avaliações, apoio pedagógico”, explica o Cel. Marco Antônio Souto de Araújo, diretor de ensino Colégio Militar de BH.

A disciplina é rígida. O processo seletivo também. Fora os filhos de oficiais – que têm vaga garantida -, a população civil tem que passar por um teste. A média é de 70 candidatos por vaga.

“Além dessa questão de estudo, tem a questão disciplinar e tem a questão que o colégio tem muita abrangência na arte, esporte. Então, é um colégio que te envolve de todas as maneiras”, conta Maria Fernanda Brito Pimenta, estudante.

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4 comentários

  1. Importância dessa matéria

    É tamanha a importância do significado disso, que afirmo: o chefe do Poder Executivo Federal, que não trabalhar muito no sentido de ampliar isso para todos os cantos do Brasil, deve ser processado.

  2. Bobagem. Estes alunos serão

    Bobagem. Estes alunos serão apenas mentolados pelo sistema status quosificado, repetiitivo, alienante e conservador em favor de uma minoria rica. A gente precisa ter uma escola civil, demcoratica e antenada pra resolver as mazelas do Brasil. Pegar bizarrices isoladas é muito non sense. A Coreia do Sul forma “gênios” o tempo todo todo com sua rigidez pseudoeducacional e o que eles criam? Só reproduzem tecnologia. Intelgencia não tem nada ver com isso ai acima. Claro, que a parte da infraestrutura e da valorização do profesor é óbvia para uma boa edcuação e aprendizagem. mas falta algo mais além. Os colégios de Aplicação e Instituo federais públicos tem jovens ganhado premios internacionais. EDucação é vontade politica e principalmente espirito livre para transformar o mundo num lugar pluralmente melhor.

    • Educação

      O que produz a Coréia do Sul? Ora: Sansung, LG, Hyunday, Daweoo, etc, etc, etc… Alunos de Colégios de Aplicação ganhando prêmios internacionais? Quais? Ano passado, só o Colégio Militar do RJ mandou dois alunos para Harvard, com bolsas integrais bancadas pelo Tio Sam. O Colégio Militar de JF mandou um para Stanfort, também com bolsa bancada por eles. Roubam nossos talentos à troco de alguns dólares de bolsa. Sugiro à leitora ir um dia a um Colégio Militar. Irá rever seu preconceito.

  3. São 17 escolas militares com 13.000 alunos matriculados em todo o país. As escolas públicas recebem a média de 17 milhões de estudantes, sendo 14 milhões do 1º ao 9º ano com a conclusão do ensino fundamental e 3 milhões no ensino médio.Cada aluno da escola militar tem custo de 16.000,00/ano em contrapartida cada aluno da escola pública tem despesas média de 6.000,00. Considerando que o Brasil tem 5.400 municípios e apenas uma escola em cada município, seriam então 5.400 escolas públicas. O governo federal não tem como bancar o investimento e transformar escolas públicas no mesmo padrão das escolas militares. Serão implantas apenas nas capitais e algumas cidades de maior porte. Entra governo, sai governo, cada um tem um plano de governo para educação. No governo de Fernando Henrique Cardoso, adotou as diretrizes da ONU/UNESCO de “Universalização do Ensino”para formar jovens em condições de ser aceito no mercado globalizado. FHC, convocou renomados educadores, gestores públicos, entidades ligadas à educação para reformular a Lei de Diretrizes de Base da Educação. – LDB – aprovada em 1986.Ruth Cardoso, esposa de FHC, professora universitária, antropóloga, doutora, assessorada pelo engenheiro eletrônico, mestre e doutro em públicas públicas, idealizador do programa Bolsa Família para atender as famílias carentes, Paes de Barros, prepararam pauta para a implantação de educação de tempo integral nas escolas públicas brasileira até 2030 com horário das 7 h às 16 h, 4 refeições básicas, aulas de reforço para os alunos com déficit de aprendizagem, atividades culturais e esportivas. A redação era um compromisso e obrigação a ser adotada conforme o modelo as escolas de tempo integral implantadas no Japão e na Coréia do Sul, após o fim da 2a guerra. FHC tomou conhecimento da proposta através de Ruth Cardoso, gostou foi aprovada por ele.A equipe econômica não aprovou a proposta de implantação de escola de tempo integral como um compromisso e obrigação governamental,alterando o texto original com a seguinte redação atual do artigo 34: “as escolas de tempo integral ficarão a critério dos sistemas de ensinos”. Sistemas de ensino significa, governos estaduais e municipais. “Ficará” não é obrigatório. Ou seja, se os governos estaduais tivessem interesse em implantar escolas de tempo integral, teriam que elaborar projetos se houvesse verbas suficientes poderiam ser aprovadas. A equipe econômica justificou que a prioridade era a implantação do Plano Real e combate à inflação.Não tinha recursos para implantar a escola de tempo integral. O Japão e a Coréia do Sul, devastados pela guerra, implantaram a educação de tempo integral como prioridade principal a ser seguido por todos os 1º ministros. Não poderia haver desvio de recursos para outras áreas. Decepcionada e desgostosa, Ruth Cardoso, afastou-se da política e cumpriu apenas a funções protocolares de 1a dama. Tinha como sonho e legado a sua contribuição para melhorar a combalida educação brasileira.

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