País terá pelo menos mais 2,5 milhões de pobres neste ano, diz Banco Mundial

 
Jornal GGN – Segundo estudo do Banco Mundial, o Brasil deverá ter um aumento de 2,5 milhões a 3,6 milhões de pessoas vivendo na pobreza até o final do ano. A instituição classifica estas pessoas como “novos pobres”, já que eles estavam acima da linha da pobreza em 2015. Em sua maioria, são adultos jovens, que moram em áreas urbanas e tem escolaridade média e que foram afetados pelo desemprego. 
 
O Banco Mundial aponta que o governo terá de aumentar o orçamento do Bolsa Família para R$ 30,4 bilhões para parar o crescimento da pobreza em um cenário econômico mais otimista. Em um quadro mais pessimista, o os recursos teriam de ser aumentados para R$ 31 bilhões. Para este ano, o programa tem R$ 29,8 bilhões.

 
Segundo o jornal O Globo, os técnicos da instituição realizaram uma análise levando em conta as variações do benefício do Bolsa Família, segundo composição familiar, número e idades dos dependentes e a presença ou não de gestantes. Entre 810 mil a 1,1 milhão de famílias se tornarão elegíveis para receber o benefício neste ano, apontam os especialistas
 
Caso o programa não tenha incrementos, o país terá um aumento de 4,2% na proporção de brasileiros em situação de miséria em um cenário otimista, e de 4,6% no cenário pessimista. Com a ampliação do benefício, a taxa teria um crescimento para 3,5% e 3,6%, ante 3,4% em 2015. 
 
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O Banco Mundial estima que 8,7% da população, ou 17,3 milhões de brasileiros, viviam abaixo da linha da pobreza em 2015, contra 7,4% em 2014. Este foi o primeiro aumento da pobreza depois de dez anos com quedas seguidas. 
 
No cenário otimista, o número de pobres pode chegar a 19,8 milhões de pessoas em 2015, com 8,5 milhões na extrema pobreza. Já o quadro pessimista aponta para 20,9 milhões de pobres com 9,4 milhões em estado de miséria.
 
Ao contrário daqueles que são classificados como “estruturalmente pobres”, as pessoas que deverão se tornar pobres em 2017 vivem majoritariamente em área urbana, com idade média de 37,9 anos dos chefes da família. 38,2% estudaram pelo menos até o ensino médio, 33,5% são brancos e eles estarão concentrados no Sudeste (39,7%) e Nordeste (35,2%). 58,8% trabalhava na área de serviços em 2015. 
 
Já os estruturalmente pobres são menos escolarizados, com 17,5% com pelo menos o ensino médio, média de 41 anos do chefe de família e maior presença na área rural. O Banco Mundial crê que, devido ao perfil, as políticas sociais podem beneficiar os novos pobres mais facilmente. 
 
Com informações do O Globo
 
 

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