Políticos e ruralistas acusados de assassinar índios no MS

Deu na Folha de S. Paulo: vereador do PSDB e presidente do sindicato ruralista, mais outro político-empresário de Paranhos são acusados pelo assassinato de dois professores índígenas, num ataque de seus jagunços a uma comunidade guarani-caiuá, alvo de genocídio no Mato Grosso do Sul.

Da Folha.com

Justiça aceita denúncias por morte de índios no MS

A Justiça Federal em Ponta Porã (MS) aceitou denúncia contra seis pessoas –entre elas dois políticos locais— acusados de matar os professores indígenas Jenivaldo Vera e Rolindo Vera em outubro de 2009 no município de Paranhos (extremo sul do Estado).

Segundo o Ministério Público Federal, os índios desapareceram durante a desocupação da fazenda São Luís. Eles estavam com um grupo de índios guarani-caiuá que reivindicava a área como de ocupação tradicional da comunidade Ypo’i.

Vários homens armados chegaram em caminhões e caminhonetes para expulsá-los da propriedade na época.

Testemunhas disseram que os dois professores foram mortos a tiros e levados do local. O corpo de Jenivaldo foi encontrado em novembro de 2009, no rio Ypo’i, próximo da área de conflito.

De acordo com a Procuradoria, a perícia comprovou que a morte foi causada por um tiro nas costas. Rolindo Vera nunca foi encontrado.

Entre os acusados estão o vereador e presidente do sindicato Rural de Paranhos, Moacir João Macedo (PSDB), e o empresário Joanelse Tavares Pinheiro, que foi candidato a prefeito da cidade em 2004.

Os demais acusados são produtores rurais e comerciantes.

Os seis réus irão responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, disparo de arma de fogo e lesão corporal contra o idoso.

A Procuradoria protocolou a ação em dezembro de 2009 e a denúncia foi acatada no dia 9 de dezembro do ano passado, na 1ª Vara Criminal da Justiça Federal em Ponta Porã.

OUTRO LADO

O vereador Moacir João Macedo disse à Folha que não sabia que havia sido denunciado pela Procuradoria.

Ele disse que foi chamado apenas uma vez para prestar depoimento sobre o caso, na Polícia Federal em Naviraí, e, na ocasião, negou qualquer envolvimento no desaparecimento dos professores.

Joanelse Tavares Pinheiro também disse que não sabia da decisão da Justiça Federal. Pinheiro foi interrogado pela PF em 2009 e disse que participava de uma corrida de cavalos no dia do conflito.

Os outros réus não foram localizados para comentar a denúncia.

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