Após mudar previdência, governo vai partir para privatizações

"Com as privatizações, vamos travar essa despesa que é uma vergonha para o Brasil”, defendeu o ministro da Economia de Jair Bolsonaro

Foto: ABr

Jornal GGN – A Reforma da Previdência não é o único, mas o primeiro empreendimento de Paulo Guedes no governo de Jair Bolsonaro. Porque após reduzir os benefícios aos aposentados em uma tática de obtenção de mais recursos à União, será a vez de privatizar a maior parte das empresas nacionais.

“Com essa reforma, abrimos os portões para uma fase nova”, afirmou o próprio ministro da Economia, ao fazer referência sobre as suas intenções durante uma palestra de abertura de um seminário promovido pelos jornais Estadão e Correio Brasiliense.

Porque, em sua lógica, a reforma ira permitir um aumento dos investimentos, uma vez que se trata de uma pauta de interesse do mercado e de investidores buscando menos países com menos obstáculos – diga-se custos – para as contratações.

Segundo os cálculos de Guedes, a economia irá crescer entre 2,5% e 3,5% ao ano durante a vigência do novo modelo de pagamentos de aposentadoria.

Ainda, nos cálculos do economista, a maior despesa do país é com relação à Previdência, e a segunda é com juros, que segundo ele hoje consomem cerca de R$ 350 bilhões ao Orçamento da União. E, sobre este ultimo, para ele, será possível liquidar com as privatizações anunciadas.

O objetivo do ministro da Economia é gerar US$ 20 bilhões de lucro ao país com as privatizações das estatais. Porque destes, US$ 11 bilhões já teriam sido obtidos por meio das concessões. “Por enquanto não tem peixe grande. Daqui a pouco vão entrar os grandes também. Com as privatizações, vamos travar essa despesa que é uma vergonha para o Brasil”, assim descreveu.

Sobre a reforma da previdência, Guedes a descreveu como uma “cirurgia necessária”. “A forma de financiamento da Previdência é uma arma de destruição de emprego. O trabalhador ganha pouco e custa muito, custa o dobro para a empresa”, tentou defender. E maquiando o discurso das consequências desastrosas do modelo proposto ao Brasil – já vivenciadas, por exemplo, no Chile, defende veementemente o sistema de capitalização.

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“No regime de poupança garantida [capitalização], o jovem está levando poupança para o futuro. O custo de transição não é para todo mundo. É só para os jovens. Vamos democratizar a poupança, vamos levar o país a crescer. As vantagens são extraordinárias. O Brasil vai crescer mais rápido, quando se acumula capital, se aumenta produtividade da mão de obra”, afirmou, ainda.

Abaixo, a íntegra do seminário:

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5 comentários

  1. É o sinistro b.. nova….de uma nota só……

    Saúde, educação, emprego, renda, disso sabe nada, mas ao que interessa ao mercado……

    Bizarro e a altura desse governo, ou seja, ao res do chão…… incrível aturarmos essa figura folclórica que deveria estar nas catacumbas da história, não no governo……

  2. Alguém precisa explicar para este Neanderthal que empresas que dão DEZENAS DE BILHÕES ANUAIS de lucro para a União (e também pagam impostos) não são despesas…
    Alguém precisa explicar para este Cro-Magnon que vender estatais que custaram centenas de bilhões aos contribuintes não geram “lucro” por venda.
    Alguém precisa explicar para este australopithecus que se vender TODAS as estatais, incluindo as lucrativas, ele não paga nem 1 ano de previdência e muito menos de juros, que mentirosamente diz que é a “segunda” maior despesa”, quanto mais o principal da dívida.
    Alguém precisa explicar para este “homo-INabillis” que os lucros que hoje ficam no Brasil, irão para o exterior, assim como o know-how, empregos, fornecedores e decision-making
    Alguém precisa explicar para este “homo-ridiculus” que ele estará se desfazendo de GERADORES DE RECEITA para o governo que não mais existirão para ajudar no orçamento e nos investimentos.
    Alguém precisa parar este desatre que deixará este braZil definitivamente aleijado.

  3. Não é após.
    É agora, já.
    O Sinistro é esperto e pró ativo, encurta o caminho para o brejo!
    O ocupante da cadeira presidencial não sabe se é tango ou se é rumba. -Deve ser roque, talquei?
    Lá vem o Brasil descendo a ladeira! (os freios entregamos, terceirizamos ou doamos)
    Os homens de bens do pais, os remediados que pensam que são ricos, os pobres que se acham classe média, os miseráveis que pensam que vai melhorar aonde? Vendo novela!
    Os senhores de toga fazendo de conta que não é com eles. Os militares da ativa, com medo.
    Os miliardários esfregam as mãos ao se aproximarem do butim.
    Isso vai dar melda!
    https://www.brasil247.com/pt/247/economia/394224/Privatiza%C3%A7%C3%A3o-dos-'peixes-grandes'-come%C3%A7ar%C3%A1-em-breve-diz-Guedes.htm

  4. Por que o governo e a autoridade monetária brasileiros não aumentam os redimentos das cadernetas de poupança de forma que eles fiquem atraente para o investidor de todos os níveis, pois certamente contribuirá para aumentar o volume de aplicações no sistema bancário e parte desses recursos poderiam ser destinados ao financiamento da Previdência Social, assim como ocorre com os recursos provenientes dos prognósticos de loterias. Na medida em que toda a sociedade, de algum modo participa para o financiamento, o modelo é plenamente sustentável.

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