Reforma da Previdência deve ser aprovada pelo Senado em 15 dias

Após uma reunião entre líderes partidários, senadores decidiram colocar o texto para a segunda votação na semana de 22 de outubro

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Jornal GGN – A reforma da Previdência deve ser aprovada em 15 dias no Senado. É o que avaliam os próprios senadores, após uma reunião de líderes partidários nesta terça-feira (08).

O vice-presidente do Senado, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), um dos interessados na aprovação do texto que modifica as regras de aposentadoria, afirmou que está “confirmada a votação da Previdência para o dia 22” deste mês. “Tudo acordado, houve a aquiescência geral dos líderes para essa votação”, disse o tucano.

A informação foi confirmada pelo vice-líder do DEM na Casa, senador Marcos ROgério (RO), que acrescentou que a pauta só não será levada à Plenário antes porque na próxima semana muitos parlamentares estarão de viagem a Roma, para a canonização da Irmã Dulce.

Durante a reunião, os líderes partidários concordaram que o texto deve ser analisado em segundo turno, a última fase antes de ser levada à sanção do presidente Jair Bolsonaro, com a “casa cheia”.

“É uma matéria que o país precisa dela e tem pressa, mas não dá para votar em um ambiente de risco, é preciso votar com a segurança de que o texto será aprovado e teremos a promulgação do texto conforme saiu do primeiro turno”, manifestou Marcos Rogério.

A visão, ainda, é que o projeto deve ser aprovado sem modificações, em comparação ao que já foi votado no primeiro turno, antes do final deste mês de outubro. “Já não cabem mais emendas de mérito”, explicou a parlamentar Simone Tebet (MDB-MS), em referência à impossibilidade de aprovar acréscimos no texto votado.

Mais cedo, o relator da Reforma na Casa, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), havia indicado que o que estava “atrapalhando” a última votação da PEC era as discussões sobre cessão onerosa. Isso porque alguns dos parlamentares teriam negociado aprovar a reforma da Previdência caso outros temas sejam também levado adiante pelo Senado.

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O caso da cessão onerosa é a divisão dos recursos do megaleilão do pré-sal, já marcado para ocorrer no dia 6 de novembro, que foi aprovada no Senado, mas retornou à Câmara. Pelo texto, estados e municípios devem ficar com 30% dos recursos, e o Rio de Janeiro com mais 3% por ser o estado produtor.

Nessa divisão, estados como Norte e Nordeste, que têm menor renda per capita, recebem uma maior porcentagem de recursos em comparação a outras regiões, o que vem desagradando os senadores e deputados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Mas para o relator, esse tema não deve impedir a votação em segundo turno da Reforma. “Eu acho que está atrapalhando. Acho que a Previdência é uma prioridade absoluta, não só do ponto de vista econômico, mas também em consideração à opinião pública, ao povo brasileiro que está todo nessa expectativa. Adiar essa votação em função de outros interesses, que possam até ser importantes, mas não são impeditivos”, disse Jereissati.

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4 comentários

  1. É o Brasil que precisa desta trolha ou o mercado financeiro, ao qual essa turma é vendida?????

    Não vou esquecer o nome desses traidores do povo…..

  2. Bando de canalhas. Pulhas e escoria. Politicos de partidos como Dem, psl, psdb se associaram criminosamente para formar facções como a da bala, agronegócio e evangelica formando o congresso mais escroto e venal de toda a república.
    Grupos que nem o chorume da historia será capaz de suportar.

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