Considerações sobre o poder de compra das aposentadorias e pensões, por Diogo Costa

AS APOSENTADORIAS E PENSÕES PERDERAM VALOR COM O PASSAR DO TEMPO? – Um hipotético cidadão conseguiu o benefício da aposentadoria em 1º de julho de 1994.

O benefício a que ele fez jus na época equivalia a 25 salários mínimos.

O salário mínimo era de R$ 64,79 naquele período¹. O cidadão então se aposentou com um benefício de R$ 1.619,75.

Passados 20 anos e 04 meses (entre julho de 1994 e novembro de 2014), o valor do benefício aumentou de R$ 1.619,75 para R$ 7.805,57 (aumento obtido através de reajustes que tem como base legal o INPC).

Proporção entre a aposentadoria e o salário mínimo:

-Em julho de 1994 o benefício equivalia a 25 salários mínimos;
-Em novembro de 2014 o benefício equivalia a 10,78 salários mínimos.

O índice que é utilizado para corrigir as aposentadorias é o INPC. O índice da inflação oficial no Brasil é o IPCA.

Variação acumulada INPC/IPCA (julho de 1994 – novembro de 2014)²:

-INPC: 381,90%;
-IPCA: 369,90%.

Cumpre lembrar que a partir de julho de 1991 houve a desvinculação dos reajustes das aposentadorias e pensões, que não acompanharam mais a variação dos reajustes do salário mínimo.

O valor do salário mínimo passou de R$ 64,79 em julho de 1994, como já foi visto, para R$ 724,00 em 2014 (atualmente o valor é de R$ 788,00).

Ou seja, no período de julho de 94 a novembro de 2014 o salário mínimo recebeu reajustes acumulados equivalentes a 1.017,45%.

Há uma sensação, um tanto quanto ilusória, de que os benefícios de aposentadoria e pensão sofreram redução com o passar do tempo.

O caso hipotético que citei é um desses exemplos onde se tem a percepção, errônea, de que o valor da aposentadoria perdeu seu poder de compra.

Leia também:  Senadores articulam PEC paralela incluindo Estados e Municípios na reforma da Previdência

O cidadão citado se aposentou em 1994 com um valor de 25 salários mínimos e em novembro de 2014 a proporção da aposentadoria havia caído para 10,78 salários mínimos.

Esse fenômeno (redução da aposentadoria como proporção do salário mínimo) ocorre, como foi demonstrado, porque em julho de 1991, no governo Collor, houve a desvinculação do salário mínimo como indexador para reajustes previdenciários.

Como vimos também, o salário mínimo cresceu 1.017,45% no período analisado enquanto a inflação oficial acumulada ficou em 369,90% e o reajuste dos aposentados e pensionistas, que recebem acima do piso, ficou em 381,90%.

Conclui-se, portanto, que não houve perda de poder aquisitivo das aposentadorias e pensões desde a implantação do Plano Real no governo de Itamar Franco.

O que houve foi um substancial aumento no valor do salário mínimo, que desde 1991 deixou de ser o parâmetro para o reajuste dos benefícios.

As aposentadorias e pensões tem mantido o seu poder aquisitivo, em que pese estarem diminuindo como proporção do valor do salário mínimo com o passar do tempo.

Quem recebe 01 salário mínimo de aposentadoria ou pensão (ou os dois benefícios somados), que é o piso que legalmente se pode pagar a título de benefício previdenciário, como se vê, não tem do que reclamar.

Aquela pessoa que com muito custo se aposentou com apenas 01 salário mínimo, em julho de 1994, teve até novembro de 2014 um reajuste acumulado de mais de 1.000%. Bem acima, portanto, da inflação verificada no mesmo período.

Leia também:  Texto aprovado na Câmara permite continuidade da Previdência Pública, avalia Laura Carvalho

O que está acontecendo é que a base dos beneficiários da previdência social, que recebe 01 salário mínimo de benefício (69,7% do total de beneficiários), está conseguindo reajustes significativos nos últimos tempos, graças a valorização do salário mínimo.

Na parte de cima da pirâmide de benefícios, como não há vinculação com o salário mínimo desde 1991, o poder aquisitivo não se deteriora mas não acompanha o aumento do poder aquisitivo de quem recebe apenas o piso exigido pela lei.

 

¹ http://www.dieese.org.br/analisecestabasica/salarioMinimo.html#1994 

 

² http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/ipca-inpc_201411_3.shtm

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54 comentários

  1. Pois é…

    Graças ao bom serviço prestado pelo PIG ao PSDB, jamais consegui convencer meu finado Pai de que os 3 salários mínimos que ele recebia em 2013 era muito mais dos que os 8 que ele recebia em 2.002. E tem também o outro fator… Se reclamar do Governo é uma espécie de esporte nacional, para os idosos isso é levado às raias da perfeição. Enfim… alguns não entendem o que acontece por falta de boas informações e outra boa parte porque não quer entender. Vida que segue…

    • Seu pai está certo, e você errado

      Você propôs a ele uma falsa questão. A verdadeira questão é a seguinte: ele descontou em SMs e tem de receber em SMs. Tem mais, seu pai está empobrecendo relativamente, pois foi escolhido por você e por gente como você para ser excluído do enriquecimento da sociedade que beneficia a todos (trabalhadores na ativa, rentistas, banqueiros, aposentados do serviço público etc.) menos a classe de seu pai. Seu pai tem toda a razão e você está completamente equivocado.

      • Caro Ramalhete, volte ao

        Caro Ramalhete, volte ao fundamental e reaprenda a fazer conta “de mais, de menos e de dividir…”. Vai te ajudar a entender…

        • Interpretação de texto

          O que tem a ver matemática básica com esta questão, meu querido? Respondo-lhe: NADA. A questão aqui é política, não é matemática. Se você acha realmente que é matemática, precisa aprender um pouco mais a interpretar texto e, também, a introjetar criticamente a realidade.

          E deixe de ser preconceituoso, mané. O que você tem contra velho? Por acaso bate em seus pais, humilha-os, toma dinheiro deles, ou de seus avós.

          PS: um probleminha para você que é “bom” em matemática: prove que quando n é um inteiro, n > 2, a equação x^n + y^n = z^n não tem solução para x, y, z inteiros positivos.  Vamos ver se você é bom mesmo, onde “^” significa elevado a.

          • Sim, claro, é uma questão

            Sim, claro, é uma questão política. E desde a década de 90 a política no Brasil, nos mais diversos governos, foi manter o poder de compra da aposentadoria, e aumentar o poder de compra do salario mínimo. Uma política clara de diminuição de desigualdade. O que vc quer é manter as desigualdades. Quanto custaria a previdencia baseada em salários mínimos hoje? E então passa a ser também uma questão de matemática. Simplesmente não haveria dinheiro que pagasse. O que provavelmente aconteceria se tivessemos prosseguido com a indexação das aposentadorias ao salario mínimo? Hoje o míimo seria muito menor, pode ter certeza absoluta.

            Indexar a aposentadoria ao salario mínimo é o típico abraço dos afogados.

             

          • A questão é exclusivamente política

            Bonzão em matemática, você não fez a demonstração.

            Quem disse que não haveria dinheiro para pagar os aposentados? De onde você tirou isso? Leia os diversos comentários, pois, pelo jeito, você não os leu, e entenderá que há dinheiro, sim, para pagar o que os aposentados têm o direito de receber.

            Trata-se de questão política, não tem nada de matemática.

      • Concordo. Mas, como você,

        Concordo. Mas, como você, infelizmente cresceu acreditando que a missão dos jornais seria informar. Ninbguém é perfeito…

  2. Que “veshame”!

    Nem poderia ser diferente, Diogo Costa fazendo diabrites para defender o Governo Popular da tunga de 18 bilhões nos bolsos dos mais desgraçados dos cidadãos: os desempregados, os viuvos e os doentes.

    Que vergonha!

    Se o governo PT fazer “correção de rumo” ajustando o BF à nova realidade socioeconomica internacional, não duvidem, Diogo Costa dirá que as medidas são justas, pois tem muito vagabundo se locupretando do Bolsa Família asim como agora tem muito vagabundo desempregado se utilizando do Seguro Desemprego.

     

     

    • O seu apelido em inglês revela tudo…

      O seu apelido em inglês revela tudo sua a relevância do seu comentário e tambem sobre sua cultura geral e conhecimentos. Como uma pessoa que acha “chique” colocar um nome em inglês que não significa absolutamente nada ( Free Walker = Andador livre ??!!!) se acha o tal a ponto de criticar um artigo que com dados e informações para expor uma opinião vazia e carregada de preconceitos. É mesmo triste ver a mente limitada que fica se escondendo atrás de falsos apelidos em Inglês que revelam não uma mente vazia de ideias e reflexões mas uma subserviencia absoluta à mídia predominantemente americanizada. Parece até um daqueles publicitários idiotas que põe em letras garrafais “sale” na porta de sua loja num chique shopping center achando que assim ele agrega valor ao produto medíocre que está vendendo a preços caros na sua lojinha mequetrefe.

      Dá até pena de tanta ingnorância contida nestes duas palavrinhas que você com sua mente restrista e manipulada escolheu para se nomear. Triste burguesinho vazio na pele de um coxinha inútil!!

      • Uso de estrangeirismos (tenho

        Uso de estrangeirismos (tenho bom gosto, inglês é mais chique)  com vocês se utlizam de estrangeirosmos bregas sulamericanos como Viva la Revolucion! No Passarám, Hay que endurecer…..kkkkk 

        Medíocres!!!!!

        Si Fulizamos? fulizamos sin, e contuaremos a fuzilar enquanto for necessário.

         

  3. Corrija os dados.

    Põe hipótético nesse troço. Ninguém jamais se aposentou no INSS com 25 salários mínimos:

    “Um hipotético cidadão conseguiu o benefício da aposentadoria em 1º de julho de 1994. O benefício a que ele fez jus na época equivalia a 25 salários mínimos. O salário mínimo era de R$ 64,79 naquele período¹. O cidadão então se aposentou com um benefício de R$ 1.619,75. Passados 20 anos e 04 meses (entre julho de 1994 e novembro de 2014), o valor do benefício aumentou de R$ 1.619,75 para R$ 7.805,57… Em novembro de 2014 o benefício equivalia a 10,78 salários mínimos.”

    Nos seus melhores tempos, nos anos 1970, o teto da previdência ficava em vinte salários mínimos. Desde os anos 1980 o teto vem sendo implodido. Em junho de 1994, o teto era de R$  582,86, menos de dez salários mínimos. Quem se aposentou por esse teto na época recebe hoje alguma coisa em torno de R$ 2800,00, um pouco a mais de três e meio salários mínimos.

    Fonte: Dados históricos do teto da previdência podem ser baixados aqui.

    P.S.: Só para recordar, quem trabalhou o projeto no Congresso, da desvinculação do teto do benefício do INSS do salário mínimo,  chama-se: José Serra.

    • Grato pela contribuição

      Obrigado pela contribuição, caro Almeida. 

       

      O ‘caso hipotético’ citado no texto serve apenas, e este era o objetivo inicial, para testar e demonstrar a tese de que de julho de 1994 até hoje não houve perda de poder aquisitivo das aposentadorias e pensões, visto que as mesmas foram reajustadas no período por um índice superior ao da inflação verificada.

       

      A hipótese é meramente ilustrativa e poderia ser mudada para alguém que em julho de 1994 se aposentou com um benefício equivalente a 10 salários mínimos. Hoje essa mesma pessoa estaria com um benefício equivalente a 4,3 salários mínimos, em que pese não ter sofrido perda de poder aquisitivo ao longo do tempo. Esse é o sentido do texto e a tese defendida independe dos valores percebidos (pode-se montar qualquer exemplo, com qualquer valor).

       

      Para àqueles que recebem apenas o piso mínimo exigido em lei (01 salário mínimo), além de não haver perdas ainda houve um substancial ganho material, de mais de 1.000 por cento de reajuste no período analisado, bem superior, portanto, ao índice inflacionário.

       

      O caso hipotético, no texto em questão, serviu apenas para ilustrar e defender a tese descrita logo acima. Não é um estudo de caso concreto, mas sim um exemplo hipotético que serve para defender que não houve, como se pode verificar, perdas no valor das aposentadorias e pensões de 94 para cá. 

       

      Abraço. 

      • Entendi o espírito do seu artigo.

        A correção que sugeri é para torná-lo mais próximo do real, para que não tenha uma aparência fantasiosa que provoque reações de descrédito. A desvinculação do teto da previdência do salário mínimo abriu o caminho para a recuperação deste último, não deve ser entendida como uma medida pérfida, associada a algumas personagens funestas da república.

        Sou favorável a uma previdência universal, associada ao desenvolvimento de uma sociedade de cuidados, defensor radical da socialização imediata da medicina. As aposentadorias e pensões vão melhorar muito, se nossos gastos individuais e familiares com medicina diminuirem. A população brasileira está envelhecendo, o sistema de saúde é a grande reforma social urgente a ser feita.

        Digo aos meus amigos idosos de esquerda, que não temos tempo de esperar a revolução e o socialismo, para termos  um sistema socializado de medicina; aos mais radicais eu procuro convencer para serem pragmáticos, a aceitarem o reformismo imediato nesse campo. Os amigos liberais de direita também sabem que, assim como os velhos comunas não podem esperar a revolução para terem saúde, eles não podem esperar que o “mercado” venha a dar uma solução no curto prazo que eles dispõem, o AVC e o cancer chegarão antes; eles sabem perfeitamente, sentem o drama no pagamento dos seus planos de saúde, que medicina liberal capitalista funciona no seguinte esquema: a bolsa, ou a vida!

        Ninguém precisa ser ou se sentir comunista, para defender a medicina socializada; nem precisa se sentir reformista, por defender a socialização da medicina dentro do capitalismo. Deixemos esses dilemas de reforma ou revolução, socialismo versus mercado, para a garotada cheia de saúde dos seus vinte anos, eles têm tempo para resolverem suas diferenças ideológicas, nós não; temos de deixar as ideologias de lado e sermos pragmáticos diante do tempo que urge e ruge. Nós temos de promover a reforma imediata do sistema de saúde, criar a nova sociedade de cuidados, para sermos cuidados por ela. Por isso eu proclamo:

        – Idosos do mundo, vós não tendes tempo e nada a perder, a não ser a saúde debilitada e a vida quase moribunda que já se esvai. Socialização da medicina já!

        Um abraço.

         

    • Roubalheira com ares de bom-mocismo

      Pois é, Almeida, e o teto hoje é R$ 4.390,24 que, na prática, diminui a cada ano: o infeliz se aposenta com esse valor de aposentadoria, o teto, e, no ano seguinte, já está abaixo do teto.

      Só para se explicitar o tamanho da tunga contra os velhos: se o teto fosse 20 SM, como deveria ser, corresponderia, em reais, a R$ 15.760,00!

      E ainda tem gente com coragem de defender esta roubalheira contra os velhos. Que sacanagem…

  4. O PT TRATA MAL APOSENTADOS

    Os trabalhadores inativos que se aposentaram pelo Regime Geral ganhando mais de um 1 SM vêm sendo há anos punidos injustificada e incompreensivelmente pelos governos tanto petistas, quanto psdbistas. Nos governos psdbistas foram alvos de estelionato previdenciário, com a história do redutor de aposentadorias apelidado de “fator previdenciário”. Nos governos petistas, com a eleitoralmente estúpida política de redução das aposentadorias (quando medidas em SM). Ao longo do tempo, todos os aposentados do Regime Geral passarão a receber 1 SM de aposentadoria. Isto é justo?

    Os trabalhadores que se aposentaram percebendo mais de 1 SM descontaram para a aposentadoria com base em SMs, logo teriam de receber seus proventos em valores constantes medidos em SM. Se a unidade de desconto é SM, a unidade de pagamento também tem ser. Porém, não é assim: a cada aumento do SM, os aposentados cujos proventos são maiores do que 1 SM têm sua aposentadoria reduzida em SMs.

    Não se vê essa política absurda que o PT pratica em desfavor dos trabalhadores aposentados pelo Regime Geral,  nas empresas: quem percebe 20 SM numa empresa  não tem seu salário reduzido em SMs a cada dissídio coletivo, por exemplo. Não se vê essa política estúpida e cruel posta em prática contra o funcionalismo inativo de nenhum poder e de nenhuma instância (federal, estadual, municipal). 

    A política do PT contra os aposentados do Regime Geral que se aposentaram ganhando mais de 1 SM  (política que herda as maldades do governo psdbista, maldades praticadas quando as condições da economia eram muito mais adversas do que agora) é injustiça cruel, flagrante e persistente com os trabalhadores que têm, mesmo sem essa política absurda, as piores condições de aposentadoria dentre todos os trabalhadores. A alegação de que tal política absurda é legal (pois a correções são feitas com base na inflação), não é suficiente frente a injustiça, estelionato e ilegitimidade inerentes a essa política.

    A política do PT contra os aposentados do Regime Geral que se aposentaram ganhando mais de 1 SM é, também, uma estupidez eleitoral. A crueldade contra pessoas idosas esmagadas pela indústria médica-farmacêutica, crueldade que o PSDB parece ter notado, tanto que a está explorando eleitoralmente, tendo o PSDB ideário neoliberal, fala muito mal do PT, um partido, em tese, mais preocupado com os trabalhadores do que o PSDB.

    Na questão dos aposentados do Regime Geral, o PT está pisando na bola tanto eticamente quanto eleitoralmente.

    24/08/2014

    • “Não se vê essa política

      “Não se vê essa política absurda que o PT pratica em desfavor dos trabalhadores aposentados pelo Regime Geral,  nas empresas: quem percebe 20 SM numa empresa  não tem seu salário reduzido em SMs a cada dissídio coletivo, por exemplo.”

      Ninguém tem mais salario indexado ao salário mínimo. voltem pros século XXI. Indexação ao salário mínimo, fazem 20 anos que já acabou. Não viaje na maionese.

  5. Desculpa aí.
    Mas…

    Desculpa aí.

    Mas… (hipoteticamente) se eu me aposentei com 10 salários mínimos, com o salário mínimo, hipoteticamente a R$ 100,00, e em meu primeiro vencimento recebi R$ 1.000,00; Agora que o salário mínimo vale, hipoteticamente, R$ 1.000,00, eu deveria receber R$ 10.000,00! Pra mim, a conta é simples assim.

    Qualquer coisa fora disso, é “quebra de contrato”, inclusive a falácia do poder aquisitivo. Ou você vai querer me convecer que se o poder aquisitivo do salário mínimo voltar ao padrão anterior (toc toc toc), eles irão aumentar a minha aposentadoria para 10 salários mínimos novamente?!

    • Sim.

      É questão de aritimética simples: se o hipotético salário mínimo voltar aos R$ 100,00, sua aposentadoria, mesmo que tenha permanecido todo esse tempo no valor de R$ 1.000,00, voltará a equivaler a 10 salários mínimos!

  6. O excelente artigo de Diogo

    O excelente artigo de Diogo Costa deixa claro o motivo do desespero para a atual base do aumento do salário mínimo

    Os que defendem uma mudança no atual formato não querem distribuição da riqueza

    Como diz Diogo:

    O cidadão citado se aposentou em 1994 com um valor de 25 salários mínimos e em novembro de 2014 a proporção da aposentadoria havia caído para 10,78 salários mínimos.

    O índice que é utilizado para corrigir as aposentadorias é o INPC. O índice da inflação oficial no Brasil é o IPCA.

    -INPC: 381,90%
    -IPCA: 369,90%

    Portanto, tiveram aumento maior que a inflação, e mesmo assim não estão satisfeitos.

    • APOSENTADORIA E PENSÕES DO INSS (FATOR PREVIDENCIÁRIO)

      E quem se aposentou aos 53 anos depois de haver contribuído por 35 anos e viu seu benefício reduzido em 40% , com a aplicação do FATOR PREVIDENCIÁRIO????  O que me diz o autor desse texto ao perceber que esse segurado que perdeu 40% do que realmente teria direito, corre o risco de falecer e deixar a sua companheira com apenas 50% dessa miséria???????? SUA MÃE SOBREVERIA COM  ESSA ÍNFIMA QUANTIA ??????

  7. Aposentados do INSS, a Geni do PT

    O salário-mínimo, medido na única unidade que faz sentido, e que é a cesta básica (cb) – tomei o preço da cb de São Paulo –, passou de 1,55 cb em 01/04/2002 para 2,18 cb em 01/01/2012. Aumentou 40,65% nesses 10 anos. Portanto, o SM NÃO TRIPLICOU como falsamente afirmam por aí  (http://umhistoriador.files.wordpress.com/2013/01/historico-salario-minim…).

    Há os que dizem que os trabalhadores velhos, aposentados, não podem ter aumento real porque tal não acontece em nenhum país do mundo (falácia ad populam). Mas a falácia nem se constrói em seus falsos termos, pois, no Brasil mesmo, aposentados do serviço público têm aumentos reais de suas aposentadorias. Não os têm os aposentados do Regime Geral (INSS).

    O aumento real do SM é fruto do aumento da produtividade (do fator trabalho) na economia como um todo. O aumento da produtividade é consequência, também, do esforço dos trabalhadores aposentados, pois, no passado, criaram as condições básicas para que a melhoria da produtividade fosse possível (é por isto que ainda se estudam Newton, Maxwell, Pitágoras, Einstein, toda essa “velharia”, como os “jovens” – os estúpidos egoístas – de hoje diriam).

    Mesmo que não tivessem construído obras das quais os que os sucederam se aproveitam, os aposentados deveriam ser excluídos da partilha dos bens sociais de uma sociedade eventualmente mais rica, pois mais produtiva? Aposentados são párias que merecem empobrecer relativamente (pois se todos passam a ganhar mais na sociedade, e eles não, empobrecem em relação aos outros)? E esse empobrecimento deve flagelar apenas os que se aposentaram pelo Regime Geral? Claro que não. Apesar de Adam Smith, nenhuma sociedade se sustenta apenas no egoísmo desbragado, injusto e cruel. Não leve Smith tão a sério, defensor da miserabilidade econômica dos velhos, pois ele poderá vitimá-lo futuramente, se é que já não o vitima. Triste de se ver o PT, conscientemente, ou não, usar princípios de Smith para flagelar velhos despossuídos.

    Há ainda o detalhe do qual muitos fingem não se aperceberem: a aposentadoria foi PAGA lá atrás pelo inativo, quando na ativa, e em SMs. Não caia na historieta maquiavélica, pois contrapõe trabalhadores na ativa a inativos (dividir para governar), de que os trabalhadores na ativa pagam os inativos. Não pagam: os hoje inativos formaram um fundo de aposentadoria, como fariam ao contribuir para um desses fundos privados de aposentadoria que pululam por aí. Aliás, a contribuição para a previdência pública era, e é, compulsória, mais uma razão para o Estado cumprir seu contrato com o trabalhador (pagar em SM).

    Se o Estado malbaratou os fundos de aposentadoria (como, segundo denúncias, faz agora com o FGTS) que culpa tem o aposentado?  Aposentadoria NÃO é favor, é DEVER da previdência, quer pública, quer privada, pois ambas foram e são pagas pelos que desejam ter a segurança, na velhice, da aposentadoria. E pagas em SMs, pois os descontos foram em SMs.

    O PT, com sua carta no início de seu governo, cumpriu “contratos” com todo mundo (banqueiros, funcionários de alto escalão, mídia, rentistas etc.), só não honrou os que acertou com trabalhadores aposentados que ganham mais de um SM (provavelmente vistos por Lula como nababos). A aposentadoria contratada com os aposentados que descontaram com base no SM tem de ser paga com base no SM.

    • Absolutamente nada a ver

      O texto fala de um caso hipotético apenas para ilustrar a tese de que não houve perda real no poder aquisitivo das aposentadorias e pensões de 94 para cá. Mesmo falando num caso concreto a tese não muda, aliás, é ratificada plenamente.

       

      Vamos então para o caso concreto (que não muda nada em relação ao hipotético): o cidadão que se aposentou em julho de 94, com o teto legal de 09 salários mínimos da época, recebia em novembro de 2014 um benefício equivalente a 3,52 salários mínimos. 

       

      NÃO HOUVE nenhuma perda de poder aquisitivo em relação a 1994. O que houve, e está escrito no texto, é que o INPC, que reajusta as aposentadorias e pensões, ficou em 381,9 por cento no período. O IPCA, que mede a inflação, ficou em 369,9 por cento no mesmo período e os reajustes do salário mínimo aumentaram em 1.017,45 por cento. 

       

      O que houve, portanto, e isto é óbvio, foi uma valorização imensa do salário mínimo entre 1994 e 2014 (mais de 1.000 por cento). Para os que ganhavam acima do piso de 01 salário mínimo, houve um aumento acumulado de 381,9 por cento (acima da inflação de 369,9 por cento do período).

       

      O que o ilustre missivista propõe? Propões que se volte a vincular os aumentos das aposentadorias e pensões aos reajustes do salário mínimo, algo que não existe mais desde 1991?

       

      Se a proposta é essa, tudo bem. Que a defenda e que diga de onde sairão os recursos para retomar a vinculação entre salário mínimo e aposentadorias e pensões. E que diga também quais serão as consequências para a economia como um todo com a volta dessa indexação. 

      • Concordo com o Diogo.
        Só para

        Concordo com o Diogo.

        Só para colocar um pouco mais de môlho nessa discussão pode-se transformar o SM em dólares, que na implantação do Real valia exatos 67 dólares e a relação Dólar /Real era bem inferior a 1, quando foi fixado o valor superior da “banda”. Em 1995 já existia a paridade entre as duas moedas.

        Ou seja em 1994 tínhamos 67 dólares de SM e hoje temos aproximadamente 292 dólares, mesmo considerando  o aumento atual da moeda americana.

        Enganam-se também os que pensam que o desconto sobre o teto do INSS para assalariados do setor privado era de 10 SM. Na realidade era de aproximadamente 10 Salários Mínimos de Referência (termo cunhado à época) cujo valor em 1988/1989 era praticamente igual à metade do SM.

        Hoje o teto para descontos e pagamentos do INSS, vale 4.390,24 e o SM Federal vale 788,00. Ou seja equivale a 5,57 Salários Mínimos.

      • O que não tem nada a ver é a sua posição

        Se a sociedade toda enriquece, se a riqueza é distribuída a todos, menos a um segmento dela, que, no caso, são os infelizes que se aposentaram pelo INSS ganhando mais de um SM, este segmento empobrece relativamente, é disto que se trata. Não se cogita, aqui, da legalidade da tunga, mas da ilegitimidade. A tunga é legal, e todo mundo sabe disto, mas é injusta. A tunga é um estelionato estatal contra um grupo de infelizes idosos, por isto é legal. Mas é roubo, por isto ilegítima.

        O aumento do SM é referência para o aumento de todas as categorias. Exemplo emblemático são os aumentos concedidos a juízes, desembargadores e ministros do STF. Em verdade, aumentaram na mesma proporção dos aumentos do SM as remunerações de praticamente todas as categorias, com a notável exceção das dos infelizes que se aposentaram pelo INSS (sistema previdenciário que lhes foi imposto, pois compulsório) ganhando mais de um SM.

        Pois é, o missivista propõe, sim, que se volte a vincular os aumentos da aposentadoria ao SM (e o fato disto não ser assim desde 1991, como você diz, só mostra que está mais do que na hora do absurdo ser corrigido).

        Quanto a onde buscar os recursos, sugiro os seguintes: 1 – reduzindo a sonegação, pois como o ilustre articulista deve saber, sonega-se hoje no Brasil quase 10% do PIB por ano. 2 – Recuperando dos empregadores rurais o que deixaram de recolher para a previdência quando os trabalhadores rurais não tinham direitos previdenciários (quem paga o que os empregadores deveriam pagar são os aposentados urbanos). 3 – Ressarcindo os fundos previdenciários que foram roubados pelo Estado para criar empresas e, até Brasília, bem como pagando os juros das aplicações feitas com dinheiro roubado dos aposentados. 4 – Reduzindo os juros básicos que sangram a economia. 5 – Praticando um câmbio decente que não estimule importações desbragadas e que não extinga empresas nacionais, pois isto reduz empregos e, principalmente, arrecadação de impostos. Estas são algumas sugestões, mas há ainda muitas outras fontes de recursos. Quem deveria, porém, descobri-las, se essa terra fosse um país minimamente justo, não seria eu, mas o assaltante dos aposentados, e por imposição judicial.

  8. Outra visão do sistema previdenciário

    Tomo a liberdade de reproduzir o excelente comentário do colega Paulo de Souza Castro, publicado neste sítio em http://jornalggn.com.br/comment/545372. Com a tolerância que espero Paulo tenha comigo, grifei alguns pontos de seu texto. De se notar que tungaram o fundo de previdência (fizeram, dentre outras coisas, a capital do país com ele) e o retorno das aplicações feitas jamais voltou para o fundo previdenciário. Qual é o valor de Brasília, por exemplo? Quanto de retorno deveria estar a produzir para o fundo previdenciário?

    A verdade é que os aposentados foram e estão sendo roubados.

    ***********************

    Seguridade Social, por Paulo de Souza Castro

     

    Segundo meu avô, contador e primeiro funcionário oficial do Estaleiro Caneco, o regime da Previdência no Brasil começou utilizando a capitalização das contribuições, utilizando para isto o antigo e eficiente Cálculo atuarial, para o cálculo dos benefícios.

    No início, o sistema era altamente superavitário, muitos contribuintes para poucos beneficiários, aquela quantidade de recursos sobrando logo aguçou o apetite dos políticos da época e transformaram o regime de capitalização, na época dos diversos institutos previdenciários, em regime de repartição como é até agora, os ativos pagam todo ano a contribuição recebida pelos inativos, se existe saldo positivo, o sistema é dito superavitário, caso contrário deficitário.

    No longo tempo dos Superávits previdenciários, estas sobras de recursos foram utilizadas para inúmeros projetos, capitalização de empresas estatais, construção de Brasília, auxílio nos programas de saúde popular. Os médicos de antigamente eram bem remunerados pelo Estado Brasileiro, não raro nas pequenas cidades estes cidadãos eram os mais ricos.

    À medida que o sistema foi envelhecendo e se universalizando, e a população aumentando sua expectativa de vida, o sistema deixou de ser superavitário para ir tornando-se crescentemente deficitário, alguns dizem que retirando as transferências, (das aposentadorias rurais e outras de sentido social, para aqueles que pouco contribuíram, ou pouco oficialmente contribuíram, porque tiveram suas contribuições sonegadas), o sistema do regime geral da previdência ainda é superavitário.

    É claro que para isto muito contribuiu, as medidas criativas tais como a do fator previdenciário, que na pratica é a utilização das ferramentas do cálculo atuarial para contornar o aumento da idade mínima para aposentadoria.

    Na época das privatizações do governo FHC, houve quem defendesse a criação de uma grande Holding da Previdência, que seria formada pela utilização de moedas podres para aquisição de ativos das empresas estatais. Estas moedas podres, na realidade espelhariam o quanto ao longo dos governos foi retirado dos cofres da previdência, na época dos gordos superávits, para a composição de um Patrimônio que financiasse os benefícios previdenciários, no mesmo modelo dos Fundos de |Previdência Privados.

    Um dos grandes defensores deste modelo foi justamente o Sr. Nassif, obviamente esta opção foi ignorada, pelos donos do poder na época, a maioria privatizantes, febrilmente afetados pelas possibilidades negociais da privatização.

    Quem conhece um pouco de cálculo atuarial, sabe que o valor presente de uma serie de 35 anos é pouco diferente de uma serie infinita, isto significa que o valor acumulado para fazer face a uma expectativa de vida não é muito diferente do valor que precisaria para fazer face a um beneficio perpétuo, permitindo que o beneficio da aposentadoria fosse eternizado pelas famílias, e repartido pelos herdeiros.

    A contribuição não tem ao longo do período contributivo qualquer capitalização no regime da repartição, e este valor deveria ser aplicado nas principais empresa do país, fazendo com que o trabalhador se beneficiasse do maior retorno dessas empresa.

    No Brasil, o dinheiro do trabalhador, seja através do FGTS ou do FAT, é uma das fontes mais baratas de crédito. É o pobre financiando o rico. Este modelo pode ser mudado, servindo-se das ferramentas do capitalismo, mas com um sentido social.

    Nassif, que tal voltar com esta bandeira, usando todo o seu conhecimento para convencer os incrédulos, que isto é possível.

  9. Aposentadoria em salários mínimos?

    A utilização do salário mínimo como indexador não existe.

    Ninguém recolhe X salários mínimos, paga-se tantos Reais.

    Desde a promulgação da Constituição de 1988 deixou de existir a vinculação entre o valor recolhido para a previdência e o salário mínimo em vigor no momento.

    O que importa é a manutenção do valor de compra da aposentadoria e não quantos SM ela representa.

    Para os que sonham com uma velhice dourada com reajustes reais anuais: como seria possível conciliar a política de valorização do salário mínimo e o desejo de alguns em receber uma aposentadoria inflada artificialmente a cada ano? Afinal de algum lugar devem sair os recursos…

    Outra coisa que necessita ser revista: os critérios para a concessão da aposentadoria, com a inclusão de uma idade mínima para ter direito ao benefício, levando em consideração a expectatva de vida.

    Outra coisa urgente: igualar o tempo de contribuição e a idade entre homens e mulheres, afinal, por quê elas podem ser aposentar mais cedo e com menos tempo de contribuição, por acaso sofrem de alguma deficiência?

     

    • Aposentadorias em salários mínimos

      A utilização do salário mínimo como indexador não existe? Claro que existe, meu caro, pois o SM indexa (pois é um indexador), ao menos, o SM (que é, também, uma remuneração). Reflita.

      Você se refere à desvinculação do SM do valor recolhido à Previdência. Diz que tal foi estabelecido na Constituição de 1988. Poderia fazer a gentileza de dizer onde isto está estabelecido na Constituição de 1988? Antecipadamente, agradeço.

      Não vejo as demais classes abdicarem dos ganhos de produtividade nacionais. Todo mundo quer aumentar o seu “poder de compra” com base no crescimento do PIB, que indicaria o aumento da produtividade nacional considerando todos os fatores de produção (e, não apenas, como deveria ser, o fator trabalho). Como você acha que o que importa é, apenas, a manutenção do poder de compra, sugira ao país uma nova política de aumento do SM e dos demais salários, vencimentos e honorários, baseada apenas na manutenção do poder de compra. Claro, sua teoria tem de se aplicar a todos, não é? Talvez, quem sabe, você consiga convencer alguém, coisa na qual não acredito absolutamente.

      Não há razão para que os salários não se apropriem dos ganhos de produtividade, não se apropriar é contrassenso que está na contramão dos avanços democráticos. Acho que até você concordaria com isto. Porém, segundo sua inusitada teoria “restrita”, Rebolla, todos se apropriariam dos ganhos de produtividade, menos os aposentados, pois, para estes, o que interessa apenas é “manter o poder de compra”. Ora, é óbvio que os ganhos de produtividade nacionais têm de ser apropriados por todos os segmentos sociais, inclusive os aposentados do INSS que se aposentaram ganhando mais de 1 SM. Qualquer coisa diferente disso é discriminação odiosa, roubo de velhos, crime hediondo.

      Você deve ser muito jovem, meu caro. Nenhuma velhice é dourada, mais ainda numa sociedade em que existem pessoas como você. Quanto às fontes de recursos, já indiquei algumas em outro comentário.

      Ah, em relação ao título de seu comentário, saiba que as aposentadorias no Brasil foram indexadas pelo SM por pelo menos tanto tempo quanto indexadas pelo INPC/IPCA. Não há porque se espantar com isso. Seu espanto, sim, é estranho.

  10. Cruel, muito cruel !

    Como diria o narrador Januário de Oliveira.

    Diogo Costa segue a linha lulo-petista que trabalhador bom é trabalhador da ativa. Aposentados, velhinhos, velhinhas, pensionistas, inválidos e todo o resto que não produz, que se fodam.

    A renda per capita do brasileiro em 1994 era de 4 ou 5 mil US$, hoje é de 12 mil, mas fodam-se os velhinhos e inválidos, eles não tem que enriquecer junto com os outros.

    A divisão do crescimento atual só deve ser feita entre os produtivos. 

  11. Parece que quem contesta o

    Parece que quem contesta o artigo é incapaz de contestar os dados de aumento real no periodo, INPC e IPCA. Então temos posto que concordam com os dados. Vamos hipoteticamente admitir que não houve inflação, posto provado que esta foi reposta com bonus, se a contribuição do INSS é 20% do SM, em uma conta de padeiro, a cada ano trabalhado o segurado acumula 2,4 SM, logo um homem que se aposenta aos 35 anos terá uma poupança de 84 SM o que daria 7 anos de beneficios. Vejamos, se uma pessoa tem 15 anos de contribuição ela já garante o direito a 1 SM, acontece que muitas pessoas começaram a trabalhar com 14 ou 15 anos e ao atingir 53 anos por exemplo podem se aposentar. A média de sobrevivencia é de 76/77 anos. VAmos arredondar para 10 anos de beneficios, ao completar 63 anos ela vai receber uma poupança que não é dela. Um esqueminha de piramide me parece, pois o ultimo paga a conta. Se os trabalhadores da ativa não têm garantidos seus aumentos nos dissidios e nas demandas salarias porque isto deveria ser uma garantia para os aposentados?. Está provado que os aposentados têm uma redução de 30% em despesas. Não pagam onibus, não precisam comprar roupas da moda para ir trabalhar, já têm filhos criados e no mercado de trabalho. Parece que a lógica de impor a governos as mazelas que a matemática mais comezinha é incapaz de resolver é ilógico e afirmo hipócrita da parte dos críticos. SM não é indice que possa ser usado para avaliar mais do relativamente as questões previdenciárias. É publico e notório que quem garante as aposentadorias é o ESTADO e os novos contribuintes trabalhadores, o resto é falácia. A civilização tem um preço e um custo seja em direitos, seja em retirar recursos das pessoas e da natureza. Nosso planeta não suporta nossa matemática, crescer PIB é equivalente a desmatamento, poluição, degradação ambiental e comer vivo nosso planeta. Quem paga esta conta? Faço uma aposta, aqueles que estão nascendo e aqueles que nem poderão nascer. Até lá os aposentados já usufruiram muitos direitos, à vida, ao trabalho e à aposentadoria. E o futuro que se lasque. Pra quem deu razão ao pai do comentarista, digo e afirmo o pai e os seus defensores estão errados e loucos mesmo.

  12. .

    A tese central do texto é sobre o poder de compra das aposentadorias e pensões.

    Utilizei, para defender a tese de que não houve perda de poder aquisitivo, um caso hipotético, meramente ilustrativo.

    Recebi reclamações de que o caso utilizado não poderia ser utilizado porque o teto dos benefícios em julho de 1994 era menor. Ora bolas, mas é justamente por isso que o caso é HIPOTÉTICO!

    É um caso que se presta apenas para testar e defender a tese de que não houve perda de poder aquisitivo dos beneficiários que recebem acima de 01 salário mínimo!

    A tese central não muda um milímetro sequer se utilizarmos um caso hipotético qualquer ou um caso concreto, com base no teto de julho de 1994.

    No caso hipotético que citei, o cidadão se aposentou com 25 salários mínimos em julho de 1994 e em novembro de 2014 rebebia um benefício equivalente a 10,78 salários mínimos.

    Examinando um caso concreto, com base no teto legal de julho de 1994 (09 salários mínimos), a tese central do texto não muda.

    O cidadão que se aposentou com o teto de 09 salários mínimos em 94 teria um benefício equivalente a 3,52 salários mínimos em novembro de 2014.

    O poder aquisitivo, no caso hipotético ou concreto, não muda. Não houve perda de poder aquisitivo pois em ambos os casos o cidadão em questão recebeu um reajuste acumulado de 381,9 por cento (INPC de julho de 94 a novembro de 2014).

    A inflação acumulada do mesmo período ficou em 369,9 por cento (IPCA) e o salário mínimo teve um reajuste de 1.017,45 por cento no mesmo período.

    Logo, o que houve foi a manutenção do poder de compra dos benefícios maiores que 01 salário mínimo.

    Manutenção esta que, obviamente, ficou bem abaixo dos reajustes de mais de 1.000 por cento que os beneficiários que recebem apenas o piso legal receberam no mesmo período. Só isso.

    Se as pessoas imaginam que se deveria voltar com a indexação do reajuste do salário mínimo em relação às aposentadorias e pensões (abolida em 1991), tudo bem. Então que digam isso claramente e que defendam essa tese, ora pois.

     

    • Como faz ?

      RIO – A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta quinta-feira o teto para reajuste dos planos de saúde individuais contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à lei do setor, a 9.656/98. As empresas poderão aumentar os valores em 9,65%, percentual que vale para o período de maio de 2014 a abril de 2015 e incide sobre os contratos de 8,8 milhões de consumidores, segundo a agência — 17,4% do total de 50,3 milhões de beneficiários de planos no Brasil. O percentual utilizado como teto é o maior desde 2005, quando fora de de 11,69%, segundo a agência. O reajuste autorizado pela ANS este ano supera a inflação média pelo 11º ano seguido. Desde 1994, o serviço subiu 652,7% contra 359,9% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

       

      • reajustes aposentado Como Faz
        Esse é o ponto. Parabéns! O resto é a baboseira tiípica dos economistas de plantão, pra justificar o impossível, que é o que aprendem na faculdade e na vida profissional.
        PARABÉNS!

      • .

        Não perdeu porque todos os teus reajustes, anuais, foram feitos com base no INPC, como determina a legislação brasileira. O INPC, como está demonstrado no texto, ficou inclusive acima da inflação medida pelo IPCA nas últimas duas décadas.  

         

        O que ocorreu é que o salário mínimo aumentou 506% de dezembro de 1998 até janeiro de 2015 (passou de R$ 130,00 para R$ 788,00). 

         

        Esse substancial aumento, de mais de 500% no valor do salário mínimo, entre 98 e 2015, é que causa a impressão, erronea, de que o teu poder aquisitivo diminuiu. Não diminuiu, apenas não acompanhou a grande elevação do salário mínimo no mesmo período. 

  13. Mas esse é o ponto aqui, não

    Mas esse é o ponto aqui, não importa se o poder de compra está mantido, o que quer se manter é o poder do status de receber 25 salários mínimos, ou seja, ao invés de receber R$ 7.805 alguns aposentados acreditam ter direito a receber R$ 18.100, assim a distância dos demais se manteria e assim o status quo, também.

    É por isso, e apenas por isso que se discute essa política de reajuste do salário mínimo, apenas por uma questão de status, afinal, não podemos ser todos iguais ou tão próximo dos iguais.

    • Discriminação odiosa

      Não meça os outros com a régua que mede você. Não tem nada a ver com status. A questão é outra: se toda a sociedade se apropria dos ganhos de produtividade do país, e com razão pois isto é justo, por que os que se aposentaram pelo INSS ganhando mais de um SM não podem também se apropriar? Por que, somente eles, têm de ter suas aposentadorias corrigidas apenas pela inflação? Qual a lógica desta discriminação?

  14. Faz-de-conta…

    Hipoteticamente, eu gostaria de ter me aposentado em 1994 com 25 salários-mínimos e ter estes mesmíssimos 25 salários-mínimos ainda hoje…

    Também poderia ter ganhado na megasena… em 94 ou agora, tanto faz…

  15. Base de cálculo em salarios minimos

    Prezado Diogo,  discordo das suas colocações, pois durante vários anos a base de cálculo para definição do teto das aposentadorias pelo INSS  foi adotada por vários anos, com base em limites de 10, 15 e até 20 salários mínimos. Posteriormente o teto foi alterado para salários de referencia e por fim foram desvinculados totalmente do valor ´do salário mínimo , após 10 até 25 ou 30 anos de contribuição  com base no teto recolhido sobre salários mínimos. Além da mudança da base de cálculo o governo FHC criou o famigerado fator previdenciário que passou a incidir de acordo com a expectativa de vida do brasileiro, atualizada anualmente, que chega a reduzir em até 50% os valores iniciais das aposentadorias. Se você não levar em conta esses dois fatores essenciais ao correto raciocício das perdas dos aposentados ao longo dos anos, suas afirmações seriam corretas, mas essa não é a realidade. E se o objetivo das alterações foi reduzir o deficit da previdência social, com a politica de aumento real do salário mínimo e considerando que a maioria da população se aposenta com 1 salário mínimo, e este não admite a aplicação do fator previdenciário, pois é o mínimo que o aposentado deve receber, e também as aposentadorias sociais após 65 de idade sem efetuar nenhum recolhimento, e as aposentadorias exorbitantes dos 3 poderes, empresas estatais e outros grupos de privilegiados que possuem previdencia complementar. A realidade é que os aposentados pelo INSS acima de 1 salário minímo até o teto máximo em torno de R$4.500,00 são extremamente prejudicados pelo fator previdenciário e por não se levar em conta a totalidade dos salários de contribuição durante os 35 anos para definição da média do salário inicial do benefício.

    • As informações do articulista

      As informações do articulista estão corretas mas não são a totalidade dos eventos (ou seja, a análise foi feita sob  uma perspectiva apenas).  Quando comecei a contribuir ao INPS (INSS hoje, depois de passar por IAPAS ) fazia pagamentos regulares pelo teto (20 salários mínimos) com a garantia de que, ao me aposentar, se cumpridos os 35 anos de contribuição e serviço teria direito aos 20 salários mínimos. Pois bem: paguei 35 anos sobre o teto e, mesmo que não houvesse o fator previdenciário, ficaria o valor em torno de 7 salários mínimos. 

      Pergunta: se soubesse das “falcatruas futuras” teria contribuído sobre o menor valor, só passando ao máximo a partir de julho/1994. O resultado da aposentadoria seria o mesmo.

       

      Outro viés: o reajuste acima da inflação ao salário mínimo (que, ao meu ver, é justo) gera também contribuições ao sistema acima da inflação do período.

       

      Boa parte da falta de recursos hoje decorre da quase i nexistência de gestão financeira e de controle nos anos 70/80 (e falo com conhecimento de causa).

       

  16. Cada vez menos

    O fato verídico é que o poder de compra do aposentado brasileiro, a cada ano, vai ficando desfasado. Seja por causa do maldito fator previdenciário ou de outras contas mal explicadas, os idosos que não são congressistas, juizes ou funcionários e professores de universidades públicas vão empobrecendo. PT, PSBD , todos ficam na moita nessa questão mal solucionada. Essa história de considerrar expectativa de vida é muito relativa. A expectativa de vida, o desgaste físico de um trabalhador no campo ou de um atendente de saúde ou de um PM é muito maior do que o do senador, do sociologo ou professor acomodado e confortável. Cada caso é um caso e o governo não poderia generalizar

     

  17. Essa hipótese nasceu morta

    O salário mínimo não serve de parâmetro para essa simulação ou hipótese e nenhum aposentado (exceto funcionario público) ganha ou ganhou algum dia um vr acima de 20 SM. Para o INSS o salário minimo é apenas o piso das aposentadorias e isso abrange cerca de 90% dos aposentados (urbanos, rurais, inválidos e pensionistas). Os demais ficam sujeitos ao Valor de Referência. Exemplo: para um SM de jan/dez 2014 = R$ 724,00 pouco importa se o cidadão ganha 10, 12, 15 ou 20 SM sua contribuição (e vr da aposentadoria) está limitada ao teto do Valor de Referência que é, para o período, de R$ 4.390,24. E nunca receberá integralmente esse vr pois ainda será “garfado” pelo fator previdenciário. Por isso quem pode paga planos de previdencia privada e complementar. Embora os funcionários publicos e estatais tenham tido algumas limitações, ainda têm o amparo dos fundos de pensão. 

    • Morta está a tua capacidade de análise

      O texto utilizou um exemplo HIPOTÉTICO apenas para demonstrar que não houve perda no valor dos benefícios de aposentadoria e pensão das pessoas que percebem valor superior a 01 salário mínimo, entre 1994 e 2014. O ponto central do texto é a tese de que não houve perdas no valor dos benefícios, não um ou outro exemplo. 

       

      Por isso é que o texto cita índices oficiais para comprovar a tese que defende. 

       

      E não houve perda justamente porque o reajuste acumulado (INPC) foi de 381,9% no período analisado no texto, superior, portanto, ao percentual da inflação acumulada (IPCA) que ficou em 369,9% no mesmo período. 

       

      Que ninguém se aposenta com 20 ou 25 ou 50 salários mínimos no RGPS qualquer um sabe, desde sempre. Por isso é que o exemplo citado, HIPOTÉTICO, era MERAMENTE ILUSTRATIVO e tinha como objetivo demonstrar e comprovar a tese de que não houve perda no valor dos benefícios previdenciários nos últimos 20 anos. 

       

      O salário mínimo aumentou em 1.017,45% de julho de 1994 a novembro de 2014. É por isso que os benefícios acima do piso passam a falsa impressão de que perderam valor, quando na verdade isso é falso pois o reajuste do INPC do período, para os que ganham acima do piso, ficou inclusive acima da inflação acumulada (IPCA).

       

      Tanto faz se exarminarmos um caso HIPOTÉTICO e MERAMENTE ILUSTRATIVO, como o do texto, ou se examinarmos um CASO CONCRETO, com base em julho de 1994. Os resultados verificados empirica e indesmentivelmente serão os mesmos: não houve desvalorização no valor das aposentadorias e das pensões nos últimos 20 anos. 

       

      O que houve, isto sim, foi que os benefícios não acompanharam a imensa valorização do salário mínimo de 1994 até 2014 (mais de 1.000% de reajuste).

  18. Onde estarão meus comentários?

    Creio que por volta das 13, 14 horas salvei vários comentários, todos respeitando absolutamente as normas do blog. No entanto, não foram publicados.até agora, 16:40 h.

    Os comentários expressam posição contrária à do articulista e, por isto, promoveriam, se tivessem sido publicados tempestivamente, um número maior de views, o que é bom para o blog. Por outro lado, comentário postado às 16:25 h já foi publicado, enquanto o meu, postado por volta das 13, 14 horas, ainda não.

    Será esta prática boa para o blog e para os frequentadores do espaço?

    Parece que o servidor (na acepção dada ao termo na teoria de filas) está a usar a política Lifo em vez da Fifo, esta última a correta.

  19. Onde estarão meus comentários das 13, ou 14 horas?

    Os comentários recentes estão sendo publicados, mas os das 13 hora, não.

  20. Os editores estariam coibindo o debate?

    Respondi ao Diogo e ao Rebolla, a estes dois com certeza, no entanto as respostas a eles sumiram, não foram publicadas. Como esse tema, a tunga imposta aos aposentados, é sério, gostaria que fosse melhor debatido e que não ficássemos adstritos às opiniões do Diogo Costa, em geral muito boas, mas equivocadas neste caso.

    Reproduzi um texto excelente sobre este tema, e meu comentário com o texto do colega também sumiu.

  21. podem criticar com

    podem criticar com reticencias e exclamações fundamentalistas,

    mas essa sacada dodiogo fo ibrilhante.

  22. + comentários

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