Contra reforma da Previdência, PT defenderá na Câmara propostas do plano de governo de Haddad

Partido realizará um seminário com dirigentes, governadores e parlamentares para definir estratégias contra reforma no Congresso

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O PT realizará no dia 14 de março um seminário em Brasília reunindo dirigentes, governadores e parlamentares para discutir as mudanças nas regras de aposentadoria.

Segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a sigla vai defender as medidas que estavam no plano de governo de Fernando Haddad em 2018, começando pelas mudanças propostas para os regimes dos servidores públicos, fundando o discurso no corte de privilégios.

Os integrantes do partido acreditam que essa via facilitará o debate público, do que ficar apenas batendo no modelo de capitalização proposto pelo ministro da Economia Paulo Guedes.

O Partido dos Trabalhadores tem 54 parlamentares na Câmara dos Deputados, número que poderá fazer diferença na hora da votação. Por outro lado, o PSL também tem 54 parlamentares. Os dois partidos estão empatados como os maiores na Casa. Além disso a sigla do presidente Jair Bolsonaro tem o apoio do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) e compõe a maior bancada na Casa que reúne 11 partidos liderada por Elmar Nascimento (DEM-BA).

Apesar do tamanha da maior bancada, que soma 308 dos 513 deputados da Câmara, o PSL prevê resistência à reforma da Previdência logo na Comissão de Constituição e Justiça, por onde começará a tramitar na Câmara dos Deputados, com votação prevista neste mês de março.

Integrantes da equipe econômica do governo também estão preocupados com manifestações recentes do presidente Bolsonaro admitindo que pode haver redução da idade mínima para as mulheres. Com a afirmação, Bolsonaro teria aberto espaço para que o Congresso crie regras diferente, especialmente nas aposentadorias rural e de professores.

A Folha diz que o PSDB também irá reunir dirigentes em um encontro com os economistas Paulo Tafner e Felipe Salto para discutir a reforma da previdência de Bolsonaro, marcado para o dia 13 de março, um dia antes do seminário do PT.

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5 comentários

  1. Nassif;
    Boa iniciativa do PT, porém neste seminário necessariamente devem participar também representantes de todas as Centrais Sindicais, de todos os partidos progressistas, órgãos como o DIESE e MP do trabalho, enfim com todos os
    Este seminário deve também ser transmitido on line, pela midias sociais, para quem quiser acompanhar os debates.
    Já que os golpistas querem empurra goela abaixo, o desmonte da previdência, sem discutir com os trabalhadores, vamos dar um exemplo a estes vermes de como se consolida uma proposta alternativa, participativa.
    Genaro

  2. Seminário em Brasília, vá lá.
    O local para fazer a diferença no pretendido assalto contra o trabalhador é Curitiba. No acampamento Marisa Letícia. Cada um dos 54 parlamentares poderia financiar e lotar ao menos um ônibus de trabalhadores para fazer a viagem. E levar junto o MST, o PCO e o resto da esquerda.
    Lula Livre!!!!
    Dessa ação se pode esperar algum resultado prático.
    O resto, como se tem verificado, é inócuo!

  3. Não tem que apresentar proposta alternativa coisa nenhuma.
    Deixar o desgaste da reforma da previdência cair no colo do governo. Totalmente.
    Apresentar proposta alternativa neste momento significa compartilhar o desgaste.
    Amadores.

  4. o brasil esta nas mãos dos empresários exploradores e dos fascistas da direita so uma revolução central da população geral provocando uma guerra civil ai sim a população expulsando todas os lados ideológico que suga os brasileiros .ai sim um novo modelo de politica e um Brasil de verdade para os brasileiros.

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