Em 15 de maio: Greve Nacional da Educação

O Dia da Greve Nacional da Educação é convocado pela Contee e outras entidades nacionais do setor e tem o apoio das centrais sindicais, que pretendem organizar uma greve geral contra a reforma.

Miguel Schincariol/AFP

Jornal GGN – Contra a reforma da Previdência, a Contee (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino) conclama greve nacional. A conclamação foi feita por Gilson Reis, coordenador-geral da Contee, que chama todos os trabalhadores de estabelecimentos de ensino e entidades filiadas a organizarem e divulgarem o movimento.

O Dia da Greve Nacional da Educação é convocado pela Contee e outras entidades nacionais do setor e tem o apoio das centrais sindicais, que pretendem organizar uma greve geral contra a reforma.

Assim como outras categorias, a proposta do governo Bolsonaro para a Previdência prejudica os trabalhadores em educação, principalmente as mulheres. São 2,2 milhões de professores, 80% mulheres, que serão afetados em seus direitos. Atualmente, a regra prevê aposentadoria aos 50 anos para mulheres e 25 anos de contribuição, e homens com 55 anos e 30 anos de contribuição. Com as novas regras propostas, as professoras perdem demais. O tempo mínimo de contribuição passa para 30 anos, um aumento de 5 anos para professoras. No caso de idade mínima, passa para 60 anos: cinco a mais para os homens e 10 a mais para as mulheres.

Para conseguir aposentadoria integral, o tempo exigido é de 40 anos para todos. Assim, as mulheres precisariam contribuir 10 anos a mais para conseguir o benefício integral. Os direitos sociais estão sendo destruídos e não podemos aceitar isso. O descaso do governo com a educação é gritante, como demonstra a crise no MEC”, denuncia Gilson. “Vamos nos unir, nos mobilizar, ocupar as ruas. Temos que lutar pelos nossos direitos. Não podemos deixar que rasguem a Constituição Federal. Vamos conversar com os estudantes e pais, esclarecer a situação péssima pela qual passa o país. Precisamos de um plano econômico, de emprego, de valorização do salário mínimo. Repudiamos essa reforma da Previdência”, completa.

Leia também:  Uma oposição sonolenta, por Aldo Fornazieri

O movimento carrega a palavra de ordem: “Contra o desmonte da aposentadoria, rumo à greve geral. Ninguém nasce só para trabalhar, aposentadoria é direito do cidadão”.

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

6 comentários

  1. Em 2 de dezembro de 2015 – Eduardo Cunha abre o processo de impeachment contra a Dilma a partir da aceitação de um documento apresentado por Hélio Bicudo e pelos advogados Miguel Reale Júnior e Janaina Paschoal.
    No dia 15 de maio de 2019 farão 1260 dias (42 MESES) que a Besta passou a ordem pro Cunha.

  2. Mais uma ridícula greve para continuar tudo deteriorando.
    Não adianta fazer greve setorial se o problema não é setorial.
    E tome greve óu protestos de Correios, caminhoneiros e de inúmeros grupos sociais.
    INÓCUOS! Chuva no molhado!
    Quem quer mudar algo ou não apoia a mudança deletéria que se aproxima e nos envolve só tem um caminho eficaz:
    Libertar o LULA!

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome