Meirelles: Adiamento da votação não significa negociações em reforma da Previdência

Foto Agência Brasil
 
Jornal GGN – Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, afirmou que o adiamento da votação da reforma da Previdência para fevereiro não significa uma reabertura de negociações por alteração de proposta. Ele se reuniu com Rodrigo Maia, presidente da Cãmara, e declarou após a reunião que o governo somente discutiu uma modificação pontual, mas que sua equipe não está disposta a fazer outras concessões.
 
O ministro continua batendo na tecla de que a proposta atual, que eleva a idade mínima para 65 anos para homens e 62 para mulheres com regra de transição e tempo de contribuição de 15 a 40 anos, significará economia de R$ 600 bilhões nos próximos dez anos. Sobre a modificação discutida com Maia não deu nenhum detalhe, somente declarou que a alteração em estudo não diminui a economia.

 
Meirelles disse, ainda, que é um acordo geral mas que se tem que respeitar a ‘soberania do Congresso Nacional’. Segundo ele, a sugestão foi ouvida e eles fariam estudos, contas, mas sem reabrir negociações.
Segundo ele, o adiamento permitirá ao governo fazer esclarecimentos à população em pontos que, diz, ‘estão sendo mal interpretados ou veiculados erroneamente’. Ele entende que a proposta atual não prejudica os trabalhadores mais pobres e ‘procura reduzir privilégios’. Não disse quais. E, por fim, acredita que as propostas ‘promovem maior justiça e equidade entre os aposentados e pensionistas’.
 
Meirelles informou que vai se reunir com representantes das agências de classificação de risco na próxima semana para explicar o adiamento da votação da reforma da Previdência. Para ele, seria uma derrota baixar nota de classificação neste momento, e isso teria custos maiores do que uma mudança na data de votação para tenter articular aprovação.
 
‘A preocupação das agências é que, não votando agora, não se vota mais. De fato, seria uma preocupação, mas vamos esclarecer que não. Existe uma possibilidade concreta de votação em fevereiro. Fizemos hoje uma avaliação concreta disso. Essa será uma informação importante para as agências’, declarou o ministro.
 
A Moody’s, agência de risco, soltou nota afirmando que o anúncio do adiamento é um fator negativo para o Brasil.
 

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