PSDB dá sinal verde à Reforma da Previdência de Temer

Beto Barata/PR
Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN – Atendendo a interesses da sigla, a Executiva Nacional do PSDB decidiu que irá fechar questão a favor da reforma da Previdência, pressionando os deputados tucanos a votarem pela aprovação das mudanças na aposentadoria. 
 
A decisão foi tomada em meio às pressões nos bastidores pelo governo Temer de que a matéria seja votada ainda este ano na Câmara dos Deputados. Da mesma forma, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vem mantendo o discurso de que só iria efetivar a votação na agenda se houvesse a maioria dos parlamentares, evitando que o caso seja barrado na Câmara.
 
Do lado do governo, o discurso está sendo direcionado em todas as frentes possíveis: desde reuniões de ministros, parlamentares da base aliada e pelo próprio mandatário Michel Temer, que encontra formas de inserir a temática da necessidade de se aprovar a reforma em todos os seus discursos e encontros que participa.
 
A linha defendida é de que se as mudanças nas aposentadorias não forem feitas agora, precisarão ser feitas, da mesma forma, mais adiante e quanto mais o tema vai sendo adiado, maiores as complicações de defender a medida impopular em ano de pleito eleitoral.
 
É nesse sentido que o PSDB, apesar de não mais aliado do governo peemedebista, defende a reforma da Previdência e admite que os danos seriam menores agora do que deixar para a votação ocorrer em 2018. Nesta quarta (13), a cúpula se reuniu e decidiu fechar a questão.
 
Por outro lado, os caciques tucanos, liderados pelo mais novo presidente do PSDB Geraldo Alckmin, decidiram que não haverá punição a parlamentares que não quiserem seguir a orientação do partido. 
 
O PSDB é o quarto partido a fechar questão, garantindo que pelo menos a maioria de seus integrantes votará a favor da proposta. O PMDB, partido do mandatário, foi o primeiro a obrigar seus correligionários a aprovarem a reforma trabalhista, seguido do PTB e do PPS, que também fecharam questão.
 
Diferente dos tucanos, as outras três siglas decidiram que haverá punição caso os deputados das siglas não sigam a orientação partidária. Apesar do tom de que o tema poderá ser efetivado na Câmara somente no próximo ano, o governo ainda espera que outros partidos fechem questão para conseguir os votos mínimos à PEC.
 
Para ser aprovada, as mudanças nas regras previdenciárias precisam contam com o apoio de, pelo menos, 308 dos 513 deputados da Câmara.
 
 
 

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