Reforma da previdência dos militares é um sacrifício pífio perante o da sociedade, diz Kennedy Alencar

Colunista destaca que projeto apresentado ao Congresso pode ter dificuldade de aprovação

Presidente Jair Bolsonaro entrega a proposta de reforma da Previdência dos militares ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. | Foto: J. Batista/Câmara dos Deputados

Jornal GGN – O projeto de reforma da Previdência dos militares, apresentado na quarta-feira (20) ao Congresso ostenta despesas e aponta redução na economia. Mas, em sua coluna na CBN, o jornalista Kennedy Alencar destaca fatores como potenciais barreiras para a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que muda previdência social do país e tramita na casa.  

“Na prática, o governo reduziu de R$ 90 bilhões para R$ 10 bilhões a economia que seria feita em 10 anos com mudanças propostas nas regras previdenciárias dos militares. Endureceu, mas amoleceu ao mesmo tempo, concedendo gratificações e novo plano de carreira que praticamente anulam a contribuição dos militares para ajudar a pagar o custo social e econômico da PEC”, explicou o jornalista.

Leia também: Reforma concede reestruturação de carreira aos militares e reduz economia prevista à Previdência

Outro ponto abordado é sobre as expectativas do ministro da economia Paulo Guedes, que esperar das mudanças na previdência um resultado econômico de R$ 1 trilhão, no prazo de 10 anos. Mas neste cenário, a contribuição da previdência militar seria mínima.

“Ora, os R$ 10 bilhões que seriam economizados com as novas regras para os militares significam apenas 1% da montanha de dinheiro que o ministro da Economia demanda no prazo de 10 anos. Ou seja, um sacrifício pífio perante o de toda a sociedade”, destacou a coluna.

Para Kennedy Alencar o projeto de reforma da Previdência dos militares contradiz toda a PEC e seu discurso de que acabaria com os privilégios, além de ajudar “lobbies de servidores de altas carreiras a tentar manter seus benefícios e a dinamitar a reforma da Previdência como um todo.”

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8 comentários

  1. Os vagabundos que comandam o Exército,
    Marinha e Aeronáutica querem transformar os brasileiros em ESCRAVOS para poder servir melhor seus patrões no US Army, US Navy e US Air Force. Filhos da puta e traidores, eles merecem ser despedaçados na Guerra Mundial do Tio Sam.

  2. Usaram de esperteza para cima dos brasileiros. Colocaram junto a proposta da reforma da previdência uma reestruturação para aumentar salários.

    É uma coisa ou é outra.

  3. Que belo sacrifício. Um General que ganha R$ 22 mil passará a ganhar R$ 35 mil com a Reforma. Uma maravilha. Cadê o tratamento de igualdade pregado pelo governo nas peças publicitárias da Reforma? Todos bandidos. Querem, mais uma vez, sacrificar o pobre do trabalhador. Que o eleitor esteja atento aqueles que apoiarão essa reforma.

  4. O alto escalão mateve os privilégios em troca do sacrificios dos subordinados, quanta honra esses caras possuem…

  5. As forças de defesa dos países mudaram muito pouco ao longo dos séculos. Isso até 1945. Com o advento da era atômica, as antigas estruturas perderam a razão de existir. Para que mantermos isso que aí está – e que custa cerca de 300 milhões de reais POR DIA – se não temos capacidade para enfrentar nem um paiseco como a Coreia do Norte? Não seria mais inteligente negociarmos um tratado de paz na América Latina – que já existe, na prática – e todos reduzirmos nossas forças armadas a 10% do que são hoje? Talvez então não fosse necessária uma reforma da Previdência…

  6. Na minha opinião primeiro os deputados devem aprovar a reforma dos militares, depois a dos trabalhadores. Acho que para os militares a reforma vai ser um presente, por isto, ela deve ser igualzinha a dos trabalhadores. Uma reforma pra todo e sem privilegio pra ninguém

  7. Esta reforma dos militares é uma vergonha só tem privilégios eles estão chamando o povo brasileiro de otários

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