O interesse do Ministro do Meio Ambiente pelos lixões: negócios, é claro

A razão do Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles bloquear recursos de programas contra mudanças climáticas para aplicar em lixões tem uma explicação que nada tem a ver com zelo ambiental: é uma questão de negócios.

Nada contra. Aqui no GGN mostramos alguns dos negócios que estão sendo gerados com novas tecnologias para explorar o uso dos lixões. É um grande e útil mercado no qual o papel do governo federal é induzir com financiamentos, estímulos fiscais, pacto federativo, porque a decisão final cabe às prefeituras.

Ao atravessar o sinal, Ricardo Salles deve estar influenciado pelos mesmos movimentos que o fizeram alterar mapas georeferenciadas para beneficiar empresas em áreas de preservação ambiental: negócios.

Como aconteceu em São Paulo, seu trabalho não é definido por planejamento de ações, definição de prioridades: é negócio na veia.

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2 comentários

  1. Infelizmente tenho muita experiência em resíduos sólidos, lixões e aterros sanitários. Sempre que se levanta o caso é só procurar que achamos uma empresa interessada em ganhar dinheiro, com apoio de um ente público. É interessante que os gestores acham ótimo, e até recusam estudos pagos pelo Estado para gastar dinheiro em outros feitos pelas empresas, que por acaso mostram resultados que as beneficiam. Pode ser pior. Um aluno meu fez uma dissertação de mestrado, determinando áreas favoráveis para a instalação de grandes aterros sanitários no sul do estado de SP, que poderiam ser operados por consórcios de prefeituras. Ansioso para “lamber a cria”, como se diz na gíria acadêmica, disponibilizou os resultados imediatamente pelo banco de teses da USP. Pouco meses depois vemos uma apresentação, feita com todas as pompas pela Sec. do Meio Ambiente de SP (gestão Serra), com os resultados de uma pesquisa feita pela bagatela de R$ 700.000,00, com os mapas de locais da tese copiados da tese, até com erros que foram corrigidos em versão posterior à disponibilizada, e com toda uma propaganda dizendo que a operação por prefeituras e seus consórcios era muito complicada e cara, mas deveria ser feita por empresas (mesmo que a proponente não tivesse experiência no assunto). Foi entusiasticamente apoiada pelos funcionários estaduais e alguns prefeitos, pensando no que ganhariam. Como sempre, não deu em nada. Quase sempre essas empresas não dão valor ao trabalho técnico, e quando fazem sua parte, como o planejamento da operação dos aterros, fica inviável. Como diziam os romanos: Cui bono? Qual o grupo que vai ganhar?

  2. Quando secretário em são Paulo, esse Sr. se dedicou quase que exclusivamente a este tema: aterros.

    Nunca propos NENHUMA politica para o setor, seu enfoque era em desqualificar a fiscalização da CETESB por meio do terror nos gerentes tratados SEMPRE como incopetentes / acomodados e pressionar para que se autuasse de qualquer maneira os empreendimentos, independente da situação encontrada.

    Até hoje a empresa não se recuperou de tamanha ausência de norte ético das suas ações por este que é tratado pelo corpo funcional da CETESB e da antiga SMA como o pior secretário que já assumiu a pasta do meio ambiente .

    Quem se debruçar sobre as peripécias de salles nos aterros em são Paulo, com certeza, vai descobrir onde mais um corrupto, facistoide, com alto grau de pscopatia quer chegar…

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