Em sua entrevista a Augusto Nunes, da rádio Jovem Pan, Jair Bolsonaro se referiu à pesquisa na universidade. Disse que há pouquíssima pesquisa e, quando ocorre, é em Universidade privada, como o Mackenzie como o grafeno. Um expert, sem dúvida! A pesquisa do Mackenzie é filha direta do Departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

No velório de Ricardo Boechat tive o prazer de conversar com o físico responsável pela pesquisa do grafeno no Mackenzie.  Para seu orgulho, dizia ter sido supervisionado  por Marcos Pimenta, do Departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais, onde se concentram as maiores pesquisas sobre grafeno do país. E, dizia do orgulho, porque Pimenta havia emplacado dois orientandos como os melhores do país em fisica.

Em 2014, Pimenta foi condecorado com o Prêmio da Academia de Ciências dos Países em Desenvolvimento.

Em 2018, com a Ordem Nacional do Mérito Científico, pela Academia Nacional de Ciências.

Em 2013, foi premiada pela TWA, justamente por ter preparado o Mackenzie para as pesquisas sobre grafeno, levando o conhecimento da universidade pública para a particular – como deve ser.

Além de tudo, Pimenta é um belo violão nas nossas rodas de choro de BH. E se recusou a ir receber pessoalmente o Prêmio da Academia Nacional de Ciências, para não cruzar com determinadas autoridades inimigas da verdadeira ciência.

 

9 comentários

  1. No ano passado assisti uma palestra de inovacao na FCA Faculdade de Ciencias Aplicadas da Unicamp Apresentada por um representante da Embraer. DUrante o evento foi mencionado os institutos e universidades parceiras que no total listava 29 entidades, sendso somente uma particular e o restante todas publicas. QUando abriu para perguntas questionei o fato e como resposta ouvi que em qualquer lugar do mundo e muito mais no Brasil o setor publico responde quase que totalmente direta ou de forma indireta das descobertas na ciencia.

  2. O Miserável Está Fazendo Balão de Ensaio…
    …para testar a reação da sociedade à provável destruição do CNPq/CNDCT e da infra-estrutura pública de financiamento de pesquisa.
    FILHO-DE-UMA-PUTA!!! IMUNDO!!!
    E o povão, a massa ignara, provavelmente vai responder a isso com apoio ou indiferença!
    E nós que estudamos uma vida inteira para poder trabalhar com Ciência vamos ser o cordeiro do sacrifício, moídos, massacrados, aniquilados. enquanto os loucos dançam ao redor da pira que consome nossos corpos e os de nossas famílias…
    Meus filhos vão se tornar miseráveis e vou pedir por esmola nos semáforos junto com eles…
    À noite, dormiremos ao relento, sem banho e sem alimento. Mesmo depois de 40 anos de dedicação e inúmeras barreiras quebradas…
    Enquanto isso, Estelionatários-Neo-Pentecostais, exploradores da miséria humana, mercadores de ilusões e vendilhões do templo viverão de modo nababesco em palácios, afirmando ser essa “A Vontade de Deus”…
    Ou alguém para esse idiota ou ele matará a todos nós no médio prazo.
    A quem não trabalha com Pesquisa, relembro o texto célebre de Bertold Brecht.
    A quem acha que sou descartável, como o asqueroso Pedro Bial, digo: Vão lamentar meu calvário e o de minha geração! Vão morrer de fome e de sede, de doenças facilmente curáveis, vão padecer de ignorância!
    MALDITO SEJA ESSE GOVERNO!!!

    • Não é o povão que quer destruir a estrutura pública de financiamento de pesquisa. É a classe média ilustrada, que, como diz o Laerte, fez faculdade e pós-graduação, mas faz questão de preservar sua estupidez.

      • Sim, você está certo! Peço desculpas por externar a seguinte frustração: Como mobilizar o poder social da classe trabalhadora contra esse tipo de desmonte, se o povo está com fome e sem trabalho? Malditos ignorantes que elegeram essa besta! Quanto à classe méRdia, concordamos 101% Quanto a quem quer nos destruir, não é outro senão o Pato Donald e seus Orcs, entre os quais a própria besta do apocalipse!

  3. O caso do grafeno é um dos poucos exemplos de boa pesquisa em universidades privadas no Brasil. Estes são minusculamente minoritários em relação à das estatais, e dependem dela, como no caso citado. Bolsonaro falou isso na Pan, pois não teve coragem de falar em público no Mackenzie. Em qualquer país, declarações como a de bozo ou de seu filho-metralha dizendo desconhecer o que fez Paulo Freire (não tem Internet?) seriam muito divulgadas e representariam total desmoralização dos declarantes. Aqui são normais… Fazem parte de sua missão de acabar com o Brasil, como a brilhante manobra recente de diminuir o valor da Petrobrás.

  4. Toda a anta é sempre mal acompanhada e pior orientada, até porque, caso contrário, será defenestrado por saber mais do que o “reizinho”: parodiando Jô Soares: sois (g)rei.

  5. Manda esse Sr. JAIR vir fazer um doutorado,depois um PhD e ainda ficar desempregado!!!ou receber salário de fome e pedindo pra fazer pesquisa e não conseguir!!! Essa é a realidade da maioria dos doutores que sonham em dar continuidade a suas pesquisas no país!

  6. Este ser é um analfabeto em todos os sentidos. Ele quer ter o monopólio de tudo no seu desgoverno, porem não tem o domínio do conhecimento nem pede informações aos seus auxiliares que também são desprovidos de conhecimentos e sabedoria. Quando ele fala de fazer acordos técnicos com Israel para desenvolver a agricultura no nordeste, ele ignora o que já existe em funcionamento e produção agropecuária, cá entre nós.
    O que falta é financiamentos subsidiado e equipamentos mais baratos para que o pequeno produtor se insira neste ambiente de produção tecnificada. Falta conhecimento da realidade do Brasil por parte deste anacéfalo.

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