Fim das doações privadas depende da Câmara e de Gilmar, diz senador

Jornal GGN – O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), declarou nesta quarta-feira (9), um dia após o Senado aprovar em segunda votação o fim da doação privada em campanhas políticas, que cabe agora à Câmara dos Deputados e ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidirem “se corrigem os rumos da política partidária brasileira e põem um fim a um sistema falido, abastecido pelo dinheiro de doação de empresas nas campanhas políticas”.

Em discurso no plenário, Humberto ressaltou os dois caminhos possíveis para a manutenção da proibição do financiamento privado nas eleições: os deputados podem ratificar o texto aprovado no Senado ou Gilmar pode devolver ao plenário do STF o processo que trata do assunto e que já tem, inclusive, vitória parcial na Corte – seis votos favoráveis de um total de 11 magistrados. O ministro pediu vista durante julgamento em abril do ano passado e até hoje não restituiu o processo ao pleno.

“Se o ministro Gilmar, sempre tão empenhado em apontar malfeitos, quiser dar uma verdadeira contribuição ao nosso sistema, poderia começar por colocar nessa discussão essa proposição que foi acatada pela maioria dos integrantes do Supremo e que, certamente, será confirmada por outros ministros”, disse o líder do PT.

Já os deputados, segundo Humberto, terão a rara oportunidade de concordar com a melhoria do sistema político brasileiro, fazendo uma verdadeira reforma eleitoral, ou de negar à sociedade o direito a um modelo mais “limpo e mais representativo de eleições”.

O líder do PT voltou a ressaltar que os recursos privados nas eleições distorcem a democracia brasileira. Para ele, o apoio empresarial atual a campanhas fez explodir, a níveis inimagináveis, os custos de uma eleição. A do ano passado, por exemplo, movimentou R$ 5,1 bilhões, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, montante suficiente para pagar quatro meses de Bolsa Família aos mais de 14 milhões de famílias beneficiadas pelo programa.

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“É uma aberração, uma realidade completamente destoante do modo de vida da esmagadora maioria dos brasileiros. É um modelo que aumenta o abi

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3 comentários

  1. A sopa ou a honra?

    Chegou a hora da verdade e está colocada a seguinte questão: ou alguns indecentes deputados, que se fazem representantes dos empresários na Câmara, tenham consciência de que a desonrada sopa acabou e criem vergonha na cara votando pelo fim do financimento privado para campanhas eleitorais de candidatos e partidos políticos ou mostrem que preferem ficar ao lado dessa máfia promiscua e corruptora, do que ao lado da honradez  e dos eleitores que lhes confiaram o voto.

  2. Concordo com a chamada, nem

    Concordo com a chamada, nem vou ler:  “Fim da doacoes privadas depende da camara e da puta suprema”.

    Depende mesmo.  E tenho dito.

  3. DEVOLVE GILMAR
    UMA REPORTAGEM

    DEVOLVE GILMAR

    UMA REPORTAGEM DESTA TÃO IMPORTANTE E

    TÃO POUCOS OPINAM AQUI,ESTÃO SEM ESPERANÇAS POIS

    EM SE TRATANDO DESTE MINISTRO É CASO PERDIDO MESMO

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