Maia: Com fundo de R$ 3 bilhões para campanhas, reforma política será aprovada em agosto

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Com fundo de mais de R$ 3 bilhões para financiar campanhas e uma transição do sistema proporcional para o distrital misto até a eleição de 2022, a reforma política será discutida e aprovada até o final deste mês de agosto, afirmou o presidente da Câmara Rodrigo Maia. Ele informou que os parlamentares estão fechando um acordo para deixar na proposta final as ideias que estão mais perto do consenso. Nesse caso, o voto em lista deverá ser abandonado.

Da Agência Brasil

A votação da reforma política pela Câmara dos Deputados deverá ser concluída até o final deste mês, na previsão do presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele defendeu a aprovação de um sistema eleitoral mais barato e mais próximo ao eleitor. “A gente vai avançar na reforma política. Ela é uma das reformas que colaboram com as mudanças que o Brasil precisa. Vamos avançar sim. Podem ter certeza que a Câmara terá a reforma política aprovada em agosto”.

Maia, que é defensor da chamada lista pré-ordenada nas eleições, disse que ela não deverá ser aprovada pelos deputados. “A lista pré-ordenada foi confundida com lista escondida, o que não é verdade. Ao contrário, daria muita clareza para o processo eleitoral. Sabemos que não será vitoriosa, e temos que admitir quando não há maioria”, disse.

O deputado informou que está trabalhando para aprovar um sistema eleitoral que faça a transição nas eleições de 2018 e que chegue ao sistema distrital misto nas eleições de 2022, onde a metade dos parlamentares continuaria sendo eleita de forma proporcional, enquanto a outra metade chegaria à Câmara pelo voto majoritário em regiões eleitorais.

Ao falar sobre a criação do fundo para financiar as eleições de 2018, no valor de R$ 3,5 bilhões, constante da proposta de reforma política em discussão na Câmara, Rodrigo Maia disse que o ideal é que não tivesse a necessidade desse fundo e que as eleições fossem mais baratas. Ele admitiu que o financiamento de campanhas por empresas possa voltar a ser discutido pelo Congresso.

“Em algum momento, com limite e transparência, podemos voltar ao financiamento privado, mas, infelizmente, a relação da política com o setor privado passou do limite. Para o retorno do financiamento privado, deve ser construído um sistema eleitoral mais simples, mais barato e de mais fácil fiscalização”, disse.

 

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3 comentários

  1. Só tacando fogo!

    GOLPISTAS CALHORDAS! Agora, vêm com o golpe do voto distrital. ESCROTIDÃO! CANALHICE!

    Quem vai definir os distritos? CANALHAS!!! FILHOS DE CHOCADEIRA!!!! É o golpe perfeito.

  2. Engraçado é que a lista

    Engraçado é que a lista fechada, utilizada nos países onde o Parlamento é mais enxuto (porque DEPUTADO NÃO PRECISA FICAR CORRENDO ATRÁS DE VOTO), ficará de fora.

    Isso, Brasil… gasta mais dinheiro com o voto distrital porque vocês querem “escolher seu candidato”… absurdo.

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