País não irá se sujeitar a outras nações, diz Bolsonaro no Twitter

Foto Agência Brasil

Jornal GGN – Diferente do tratamento dispensado ao conselheiro de Donald Trump, Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil, não bateu continência para Emmanuel Macron, presidente da França. Pelo Twitter, a exemplo do governo norte-americano, Bolsonaro respondeu ao francês que ‘sujeitar automaticamente nosso território, leis e soberania a colocações de outras nações está fora de cogitação’, escreveu o eleito.

E mais: ‘É legítimo que países no mundo defendam seus interesses e estaremos dispostos a dialogar sempre, mas defenderemos os interesses do Brasil e dos brasileiros’, finalizou.

O disparo do tuíte se deu ontem, dia 29, depois que Emmanuel Macron condicionou a possibilidade de seu governo em apoiar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul à posição de Bolsonaro sobre o Acordo Climático de Paris. Macron apontou a impossibilidade do apoio, pois que não é possível pedir aos agricultores e trabalhadores franceses que mudem seus hábitos de produção para liderar a transição ecológica e, ato contínuo, assinar acordos comerciais com países que não fazem o mesmo. ‘Queremos acordos equilibrados’, disse Macron na Cúpula do G20, em Buenos Aires.

No dia 28 último, Jair Bolsonaro afirmou ter tido participação na decisão do governo brasileiro de retirar a candidatura para sediar a COP-25 (Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas), que destina-se a negociar a implementação do Acordo de Paris. O evento seria de 11 a 22 de novembro de 2019. O Itamaraty comunicou ao Secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima da Organização das Nações Unidas.
 
Quando o tema veio a público, Jair Bolsonaro, acompanhado de Onix Lorenzoni, o presidente eleito declarou que foi ele sim que influenciou na decisão do Itamaraty em não sediar a COP-25. E fez a declaração mesmo com Onix soprando que eles não tinham nada a ver com isso e que não analisaram o tema ainda. Ele passou por cima de Onix e declarou que tinha conversado com o governo Temer sobre isso, e pedido para tirar a intenção do país em sediar o evento.
 
Na oportunidade, disse que queria evitar controvérsia entre o seu governo e setores ambientalistas sobre a criação do corredor ecológico internacional Triplo A e ainda alegou restrições orçamentárias. ‘Houve participação minha nessa decisão. Ao nosso futuro ministro [Ernesto Araújo, indicado para o Ministério das Relações Exteriores], eu recomendei para que evitasse a realização desse evento aqui no Brasil. Até porque, eu peço que vocês [jornalistas] nos ajudem, está em jogo o Triplo A. Esse acordo, que é uma grande faixa, que pega a [Cordilheira dos] Andes, Amazônia, Atlântico, de 136 milhões de hectares, ao longo da calha dos rios Solimões e Amazonas, que poderá fazer com que percamos nossa soberania nessa área. Se isso for o contrapeso, nós teremos uma posição que pode contrariar muita gente, mas vai estar de acordo com o pensamento nacional. Então, não quero anunciar uma possível ruptura dentro do Brasil, além dos custos, que seriam, no meu entender, bastante exagerados tendo em vista o déficit que temos no momento’, disse o eleito.

 

8 comentários

  1. Não vai se sujeitar a outras

    Não vai se sujeitar a outras nações? Então porque já está de quatro para os States?

  2. O Fuzil Por Justiça. A Bandeira Por Mortalha

    Nassif: tô ficando puto na roupa com tanta perseguição ao daBala. Tudo bem, dá ele sinal de ser uma besta elevado a enésima potência. Mas, pô, foi o queridinho de 56 milhões de extremistas de direita, essa espécie de nazista tupiniquim. Os 91 milhões de outros eleitores que se fú. Quem mandou dar mole.

    Essa de não se sujeitar a ninguém, ta ele certo e dentro do cronograma acertado entre a CIA e os verdeolivas, estes que não sabem fazer outra coisa que não seja emperrar o Pais e executar seu Povo. Tanto, que esta (pelo menos em SP), espalando bandeiras verdeamarelas por todos o viadutos da cidade. É um alertar, mostrando o tipo de mortalha que destinará àqueles que não sufragiaram no candidato da caserna.

    Essa manifestação é a resposta aos que não sabiam o que foi tratado entre o Messias ungido pelo Templo de Salomão (com bênçãos do ApóstoloMaldito) e esse tal de Bolton, aquele que botou no fiofé de outro brasileiro. O encontro foi pra lembrar que no quintal dos gringos o presidente pode até mandar trocar os traficantes do morro do Alemão. Mas as ordens vindas do norte têm de ser cumpridas à risca.

    Pelo andar da carruagem, tem gente achado que os milicos verdeolivas cantam de galo no terreiro. Mas botam ovo pros donos da granja.

    Agora, sem mimimi, vamos deixar o Hôme seguir seu destino. Quem nasceu pra lagarticha nunca chega a jacaré, dizesm os populachos.

  3. O vagabundo Jair Bolsonaro

    O vagabundo Jair Bolsonaro engatou sua bunda murcha de soldado na rola de Donald Trump e transformou o Brasil num puteiro da CIA e da White House. Depois de gritar “Dependência ao norte…” ele peidou mole e disse a Emmanuel Macron que é machocho. Bicha velha e servil do caralho.

  4. Subordinação,…

    . . . só aos Estados Unidos, não  é? Se não, o que o primeiro filho foi fazer lá? Só palhaçada? E a ridícula continência ao sub do sub? E a, mais antiga e vergonhosa, continência à bandeira daquele país e os impensáveis gritos de USA, USA, USA?

  5. Petit conversation
    Que conversa fiada é essa do Macron? Os europeus estão enrolando quando o assunto é um tratado com o Mercosul há mais de 20 anos! Eles não querem acordo em separado com países que podem explorar com preços baixos.Toda hora tem uma desculpa. Agora é a retirada do Acordo de Paris. Inventa outra!

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