Maduro que ampliar cooperação com Brasil

Maduro quer ampliar relações com Brasil e pede respeito dos Estados Unidos

Por Luana Lourenço

Da Agência Brasil

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reuniu-se hoje (2) com a presidenta Dilma Rousseff e disse que os governos pretendem ampliar a cooperação em áreas como indústria e tecnologia, no âmbito bilateral e do Mercosul.

Nicolás Maduro disse, após encontro com Dilma, que Brasil e Venezuela devem ampliar acordos de cooperaçãoRoberto Stuckert/Presidência da República

“Já há iniciativas no campo alimentar, no campo farmacêutico e em outros que vão se abrir. Vamos dinamizar toda a agenda, sobretudo da cooperação econômica, industrial, tecnológica, agrícola, agroalimentar. Temos uma base muito bem construída durante 12 anos desse novo tipo de relacionamento entre Brasil e Venezuela”, avaliou, ao deixar o Palácio do Planalto. Maduro veio a Brasília para a posse de Dilma.

Segundo ele, os governos do Brasil e da Venezuela devem retomar as reuniões periódicas que faziam durante os governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, morto em 2013.

Maduro disse que agradeceu a Dilma pelo apoio do governo brasileiro em relação às novas sanções impostas pelos Estados Unidos à Venezuela. No começo de dezembro, o Senado americano aprovou uma lei com medidas como o congelamento de ativos e a rejeição da concessão de vistos para pessoas ligadas ao Executivo da Venezuela. As sanções foram criticadas pelo Mercosul e pela União de Nações Sul-Americanas.

O venezuelano disse que teve um encontro “cordial” com o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, antes da posse de Dilma. “Nos cumprimentamos como deve ser, no ambiente que deveria haver sempre, de respeito. O que já havíamos pedido mil vezes aos Estados Unidos em público e privado, uma relação de respeito, mais nada”. Maduro disse que a Venezuela tem um governo “admirado e apoiado” em todo o continente e que os Estados Unidos precisam respeitar sua gestão.

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“Creio que ele [Biden] se deu conta, no tempo que aqui esteve, de que temos uma relação de cordialidade, de irmandade dentro da diversidade. É a grande virtude da América do Sul: as distintas posições políticas, os distintos projetos hoje convivem, trabalham de maneira cooperativa. Na América do Sul cabemos todos. E creio que os americanos devem entender isso”, avaliou.

Além de Maduro, Dilma recebe na primeira manhã de trabalho do segundo mandato o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, o vice-presidente da China, Li Yuanchao, e o presidente da Guiné-Bissau, Mário José Vaz.

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46 comentários

  1. Resumindo, quer mais linhas

    Resumindo, quer mais linhas de credito do Banco do Brasil para importar comida, já está pendurado em US$6,5 bilhões,

    mais alguns bilhões (dados são secretos) do BNDES para financiar a Camargo Correia e Odebrecht nas obras do metrô de Caracas, somando os dois bancos vai ser o calote do século.

  2. Relações Brasil-Venezuela

    Relações Brasil-Venezuela seguem aquecidas

     

    A proposta deste pequeno artigo é apresentar uma visão bastante resumida das relações comerciais atuais entre o Brasil e a Venezuela. Aos interessados em aprofundar esta análise, sugerimos outro trabalho de nossa autoria, denominado “Os desdobramentos da entrada da Venezuela no Mercosul”, publicado em 2012.

    Por Luciano Wexell Severo.

     

     

    Já não é novidade afirmar que as economias do Brasil e da Venezuela aprofundaram seus laços de conexão durante os governos de Lula e de Chávez. O comércio binacional foi ampliado em mais de oito vezes, saltando de US$ 880 milhões em 2003 para US$ 6,3 bilhões em 2012. No mesmo período, as vendas brasileiras para o país vizinho aumentaram de US$ 600 milhões para US$ 5 bilhões. As compras, de US$ 275 milhões para US$ 1,3 bilhão. A assimetria do comércio apresentou considerável redução. Em 2007, para cada dólar importado o Brasil exportou 13,7 para a Venezuela. Em 2012, graças a esforços políticos e de inteligência comercial, intensificaram-se as compras brasileiras e esta relação caiu para quatro. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil (MDIC).

    Nos últimos meses, existe uma matriz de opinião circulando na mídia hegemônica que sugere um esfriamento das relações entre os dois países. Isto se deve, especialmente, à redução de 15% no comércio binacional entre janeiro e junho de 2013, de US$ 2,9 bilhões para US$ 2,5 bilhões. Não obstante, podemos relativizar esta diminuição ao associá-la com a queda nas vendas brasileira de dois ou três produtos como Outros animais vivos da espécie bovina (-22%) e Outros pneus novos para ônibus e caminhões (-50%).

    É verdade que desde 1999 a indústria venezuelana tem recebido um forte estímulo ao setor produtivo.

    Este salto na produção interna ocorreu especialmente no chamado complexo proteico. Segundo o Ministério de Agricultura e Terras (MAT), a produção de frango aumentou 132%, enquanto a de carne vermelha cresceu 53%. Hoje, 95% do frango consumido no país são produzidos internamente. A carne suína é 100% nacional. No caso da carne de gado, 60% são gerados no país. Ainda de acordo com a instituição, “a produção atual supera o consumo de 1998. Ou seja, se atualmente houvesse o mesmo consumo daquele período, a Venezuela estaria exportando carne”. No mesmo período, entre 1998 e 2012, a produção de leite ampliou-se em 87% e a de cereais, em 68%.

    No entanto, apesar das bem sucedidas iniciativas venezuelanas no sentido de garantir a sua soberania alimentar, o Brasil continua exportando muitos produtos do chamado complexo proteico para o país. Do total de vendas brasileiras até junho, mais de 40% foram carnes de gado e galinha, animais vivos, preparações para elaboração de bebidas e açucares de cana. Destaca-se o forte incremento das exportações de todos esses bens. No mesmo período do ano passado, os mesmos representavam 27% do total. De acordo com o Instituo Nacional de Estatísticas da Venezuela (INE), das importações venezuelanas totais de animais vivos, quase 65% são originados no Brasil. A participação brasileira chega perto dos 100% do açúcar de cana, 60% das carnes de galinha e 40% das carnes bovinas.

    Os dados das importações brasileiras de produtos venezuelanos referentes ao mês de junho evidenciam que, em relação ao mesmo período do ano anterior, houve algumas mudanças a serem destacadas. Os principais produtos comprados pelo Brasil até a metade de 2013 foram naftas para petroquímica (43%), óleos brutos de petróleo (20%), coque de petróleo não calcinado (13%), metanol (5%), ureia (4%), energia elétrica (3,5%) e hulha betuminosa (2,5%). Até junho, estes sete artigos foram responsáveis por mais de 90% de todas as importações brasileiras. No ano passado, representaram 78%. A novidade são as compras do Brasil de óleos brutos de petróleo da PDVSA.

    No caso da energia elétrica, desde 2006, as estatais Eletronorte do Brasil e Edelca da Venezuela selaram um importante acordo para a importação brasileira. Com isso, acabaram os apagões que afetavam parte da região norte do Brasil. As compras da energia proveniente da hidroelétrica de Guri, no estado Bolívar, aumentaram de US$ 18,7 milhões naquele ano para US$ 31,5 milhões em 2009 e para US$ 45,8 em 2012. Ou seja, as importações brasileiras de energia elétrica do país vizinho aumentaram quase 150% desde o início da cooperação. Esta iniciativa faz parte de um plano mais amplo de integração energética regional.

    Ao mesmo tempo, segue ampliando-se a cooperação entre a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) e o Consórcio Venezuelano das Indústrias Aeronáuticas e Serviços Aéreos (Conviasa). Como parte dos convênios bilaterais, em junho aterrissaram no Aeroporto Internacional “Simón Bolívar” de Maiquetía três novos aviões ERJ-190 produzidos no estado de São Paulo. Já somam seis as aeronaves brasileiras na frota da linha aérea bandeira venezuelana, que nasceu em 2004. A Conviasa mantém rotas para Argentina, Colômbia, Espanha e ilhas do Caribe, além de destinos nacionais. A empresa estuda comunicar Manaus a Caracas, eliminando o grande gargalo atual.

    O BNDES confirmou financiamento para outras 14 unidades, totalizando cerca de US$ 1 bilhão. Além dessa iniciativa, o Banco financia no país caribenho a construção de um estaleiro e de uma importante siderúrgica. Ambas as obras são de propriedade do Estado venezuelano e fazem parte de um amplo projeto de industrialização nacional como forma de transcender a economia petroleira, rentista, improdutiva e importadora. A ampliação das linhas de metrô de Caracas também conta com recursos da instituição financeira brasileira.

    Antes de concluir estas breves considerações, vale chamar a atenção para outro ponto relevante das relações comerciais binacionais: a fortíssima concentração dos negócios em poucas companhias.

    Durante 2012, mais de 2500 empresas estabelecidas no Brasil realizaram exportações para a Venezuela. Deste total, 2050 (82%) venderam menos de US$ 1 milhão e apenas 18 (0,7% do total) exportaram mais de US$ 50 milhões. Entre as maiores vendedoras estão Kaiapós (gado vivo), Embraer (aeronaves), Sadia (carne de galinha), JBS (carne bovina), ED&F MAN (açúcar), Medabil (estruturas metálicas) e Toyota, Goodyear, Ford e Iveco (veículos e autopeças). No caso das empresas estabelecidas no Brasil que importaram da Venezuela, a concentração é ainda maior. Das 212, mais de 120 (57%) compraram menos de US$ 1 milhão e somente uma, a petroquímica Braskem, importou mais de US$ 50 milhões. Outras grandes compradoras foram Eletronorte, Petrobras, Votorantim e Basf.

    Luciano Wexell Severo, Professor do curso de Economia, Integração e Desenvolvimento da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Foi superintendente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Venezuela (CAMARABV).

  3. Ruim de roda

    Ideologias a parte, esses hermanos da Venezuela são muito ruins de negócio. Não podemos nos esquecer da participação deles na Refinaria de Pernambuco (RNEST). Abra o olho Brasil!

     

    • Obviamente sabiam que tinha algo errado

        Foi lá que eduardo campos armou um esquemão que se revelou ha pouco, eles que foram espertos.

      • As mudanças de projeto da

        As mudanças de projeto da Refinaria Abreu e Lima se deram porque foi concebida para refinar petroleo venezuelano, que é heavy oil, quando a PDVSA não compareceu com seus 40%de capital, o projeto teve que ser mudado para refinar petroleo mais leve e esse foi co começos dos “”aditivos””..

  4. Os capachos ianques do PiG/psdb não escondem seu despeito…

    … mas o compromisso da Presidenta Dilma é muito claro:

     

    “Insistiremos na luta pela reforma dos principais organismos multilaterais, cuja governança hoje não reflete a atual correlação de forças global.

     Manteremos a prioridade à América do Sul, América Latina e Caribe, que se traduzirá no empenho em fortalecer o MERCOSUL, a UNASUL e a Comunidade dos Países da América Latina e Caribe (CELAC), sem discriminação de ordem ideológica. ” Dilma RousseffDiscurso de PosseBrasília, 1° de janeiro de 2015. A integração entre os países da AL avança… e isto é ótimo para o Brasil.  

  5. é melhor um comércio

    é melhor um comércio bilateral de sete bilhões de dólares

    (não é mi, é bi) em 2012 entre brasil e venezuela com chaves e maduro

    ou com qualquer outro do que os 880 milhões de dolares

    comerciados entre ambos os países  antes de lula.

    • Eu tambem acho bom, desde que

      Eu tambem acho bom, desde que paguem o que devem, e cumpram suas partes  o que NAO ACONTECEU

      Não é questao de opiniao é FATO a Venezuela ta arruinada por uma politica que a essquerdalha adora e fez com ela o que faz com todo pais imbecil que dê ouvidos a esses malucos bolivarianos

      NOTA E espero que os termos dos acordos nao sejam SECRETOS afinal se é tao bom pra que o segredo como foi no caso Cubano certo? rsrsrs

      • Não adianta escrever que

        Não adianta escrever que relações com a Venezuela ,nós vamos perder sempre– e se ganhar não recebe, o que dá na mesma.

            O fanaático não enxerga.

  6. O que a Venezuela tem pra

    O que a Venezuela tem pra oferecer pra nós?

      Uma cartilha do bolivarismo?

          Só se for.

  7. A Presidenta Dilma já

    A Presidenta Dilma já disse:

    A prioridade do Brasil CONTINUARÁ sendo a América do Sul, a América Latina e o Caribe.

    Depois os BRICS

    Por fim o resto.

    Restará aos cupinchas yankees o choro, as conspirações, o “vai para Cuba” (eu vou)…..

    Ele é livre e gratuíto.

    Teremos mais 4 anos de diversão.

      • Você…

        Você é um daqueles a quem denominamos de lambe-botas.

        Quanto mais sujas, mais o serviço será caprichado.

        Serviçal risível!

         

      • Essa charge é hilaria…rs
        A

        Essa charge é hilaria…rs

        A venezuela esta arruinada, ja vendeu até as calças para a China e ainda assim a conta nao fecha.

        Sobre agora correr atras e passar o pires em Brasilia na esperança de arrumar algum troco para ao menos nao piorar as condições catastroficas em que o imbecil do maduro mais o finado militar golpista deixaram a nação.

        Os EUA ao contrario do desenho vai bem e como sociedade estao anos luz na frente dos paises bolivarianos, alias quase todo mundo civilizado esta na frente deles.

        Não passam de naçoes atrasadas , arruinadas, e absolutamente incapazes de manter sua soberania.

        So tem para exportar retorica que cativa pelegos mas nao serve de nada para o povo dessas infelizes naçoes…

  8. BNDES impulsiona maior

    BNDES impulsiona maior presença brasileira na América Latina

    Gerardo Lissardy

    Da BBC Mundo

    Há algo em comum em vários projetos de infraestrutura da América do Sul. Projetos que vão da ampliação do metrô de Caracas à construção da uma estrada na Bolívia, passando pela criação de uma hidroelétrica no Peru. Os três têm financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

    Ampliando o crédito a empresas brasileiras, o banco vem permitindo uma expansão nunca vista das multinacionais do Brasil na região.

    Segundo cifras do BNDES, seus empréstimos para financiar obras de companhias brasileiras na América Latina e Caribe cresceram 1.082% entre 2001 e 2010.

    A instituição prevê que este ano seus investimentos na região cheguem a cerca de US$ 860 milhões (um novo aumento em relação ao ano prévio), boa parte deles concentrados na América do Sul.

    Além disso, o papel do banco estatal também parece despertar questionamentos. Para alguns, esse papel vai muito além do aspecto comercial ou econômico.

    “O BNDES é claramente um instrumento brasileiro para ganhar poder e influência na região”, afirmou o especialista em América Latina Thiago de Aragão, do centro de análises Arko Advide, com sede em Brasília.

    Internacionalização

    Uma pergunta essencial é sobre a exata estratégia internacional do BNDES.

    A questão ganhou relevância diante de polêmicas recentes em torno de alguns projetos regionais de empresas brasileiras financiadas pelo banco.

    “O BNDES é claramente um instrumento brasileiros para ganhar poder e influência na região “

    Thiago de Aragão, especialista em América Latina do centro de análises Arko Advice

    Um deles foi a construção de uma estrada na Bolívia, executada pela empreiteira OAS. O projeto foi interrompido pelo governo de Evo Morales após uma onda de protestos de grupos indígenas, descontentes com o fato de a via passar por uma reserva ambiental. Posteriormente o impasse foi resolvido.

    “Não é um empréstimo direto para os países. Os empréstimos são oferecidos para as empresas brasileiras que se instalam ou têm projetos em outros países”, explicou o embaixador Rubens Barbosa, que preside o conselho do comércio exterior da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo).

    A superintendente de Comércio Exterior do BNDES, Luciane Machado, disse que o objetivo é “apoiar a estratégia de internacionalização das empresas brasileiras na região.”

    Em entrevista à BBC, ela afirmou que os negócios que sustentam o banco são feitos respeitando “as soberanias locais e os processos eleitorais dos respectivos governos”.

    Mas ela admitiu que a maior inserção das empresas brasileiras em outros países pode dar ao Brasil “mais visibilidade e uma interlocução melhor na região”.

    “Agora, não estou de acordo com a ideia de que façamos essas operações para conquistar esse tipo de resultado.”

    Chineses

    O financiamento do BNDES para exportar bens e serviços brasileiros se realiza a taxas de interesse que muitos vêm como diferenciadas, para dar competitividade às empresas brasileiras.

    No entanto, a superintendente da instituição também rechaça essa afirmação, argumentando que “os interesses que cobra o banco se baseiam na taxa Libor” e são ajustados de acordo com o risco da operação.

    Na Bolívia, projeto com financiamento do BNDES foi alvo de protestos por parte dos indígenas

    “Em alguns casos podem chegar a 7% e em outros podem ser mais, não é uma taxa fixa.”

    Um argumento do BNDES é que seu apoio permite às empresas brasileiras competir em licitações com outras multinacionais que também têm respaldo de seus respectivos países.

    “Se o Brasil não for capaz de financiar por meio do BNDES as exportações de bens e serviços, os chineses certamente vão fazer isso. Os espanhóis fizeram isso por muito tempo” e “os americanos tradicionalmente com o banco Ex-im”, disse Machado.

    O apoio do banco brasileiro costuma significar uma vantagem comparativa para as companhias nacionais frente a outras de países latinoamericanos que precisam de instrumentos similares.

    ‘Imagem expansionista’

    “É lamentável que ou qtros países não tenham um instituto como o BNDES, que é uma importante maneira de alavancar as empresas brasileiras”, afirmou o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso em entrevista à BBC.

    “Institucionalmente, o Brasil se programou melhor que os outros países para isso.’

    Além disso, alguns questionam o fato de o Estado brasileiro promover empresas privadas do país no exterior.

    “Se o Brasil não for capaz de financiar por meio do BNDES as exportações de bens e serviços, os chineses certamente vão fazer isso”

    Luciane Machado, superintendente de Comércio Exterior do BNDES

    O ex-presidente boliviano Carlos Mesa disse, em julho, que esse “casamento” privado-estatal brasileiro “é perigoso e cria uma imagem expansionista”, de acordo com uma reportagem do jornal Valor Econômico.

    O BNDES foi criado em 1952 para apoiar o desenvolvimento do Brasil, mas seus financiamentos a obras de infraestrutura da região são bastante recentes.

    Trampolim

    O aumento desses empréstimos ocorreu principalmente durante os governos do PT, primeiro com Lula e agora com Dilma Rousseff.

    O BNDES possui hoje uma carteira de US$ 17,2 bilhões para o financiamento de obras de infraestrutura na América Latina.

    O banco financia projetos em toda a América Latina, desde gasodutos na Argentina até portos no Pacífico. Além de apoiar empresas brasileiras em Cuba e na República Dominicana e até no continente africano.

    Aragão, da Arko Advice, afirma que um requisito básico do BNDES para apoiar projetos é a viabilidade financeira dos mesmos, mas a estratégia por trás é sobretudo geopolítica.

    “O interesse número um do Brasil é se colocar como o país mais influente da região e fazer com que os vizinhos reconheçam o Brasil com um instrumento de desenvolvimento regional. E o BNDES é o instrumento perfeito para isso.”

     

    • As “elites” entreguistas e golpistas da AL estão inconformadas

      As sucessivas derrotas eleitorais, as políticas nacionalistas, independentes e soberanas, assim como gigantesco avanço social, econômico e político alcançado pelos governos progressistas na maior parte da AL, deixou nús os representantes do atraso.

      O atraso reacionário não tem argumentos. Apenas ódio e preconceito. Azar deles.

       

  9. De novo?

    Já levamos um calote lá atrás quando Lula acreditou no ‘Comandante Chavez’. Querem repeitir a dose?

    Além disso não acredito num governo com um presidente sem ‘corpo presente’, mesmo porque a tecnologia de comunicação do mesmo não inspira nenhuma confiança:

    • Nem Lula nem Chaves

      Hoje é Dilma e Maduro, ambos com celular e internet.

      Aproveite essa sua tecnologia de comunicação e pergunte ao Dudú Campos sobre a refinaria, na qual, astutamente, a Venezuela preferiu não investir. Talvez o PSB estava querendo muito.

      • Hoje é Dilma e Maduro

        Hoje é Dilma e Maduro….esse é meu medo, uma presidenta teimosa sem jogo de cintura e um incompetente aconselhado por símbolos ‘etéreos’ chavistas!

        Estas negociações de grosso calibre foram feitas de pais pra pais (como deve ser).

        Eduardo Campos era apenas governador de um estado! A gente ‘sabemos’ porque o PSB saiu de perto do PT logo após o julgamento de 2012, não é verdade!

        Não lembra o que aconteceu?

        “E viva la revolucion!”

  10. “Venezuela. Um avanço irreversível”
    “Venezuela. Um avanço irreversível” http://www.ihu.unisinos.br/noticias/516568-venezuela-um-avanco-irreversivel “As transformações sociais, econômicas, políticas e culturais, que ocorreram ao longo de quatorze anos de hegemonia chavista, tiveram uma dimensão tão profunda, que mesmo na ausência do líder histórico e fundador do movimento [Hugo Chávez], seus porta-vozes e sucessores estão em condições de derrotar amplamente seus adversários” Atílio A. Boron 

  11. A esquizofrenia da direita

    A esquizofrenia da direita brasileira é impagável.

    Além do clássico Dilema de Alckmin (“a política econômica do PT é totalmente plagiada da nossa; além disso, é uma bosta”), agora temos a problemática do financiamento do Movimento Gramsciano Marxista Cultural a nível internacional.

    Decidam-se, coxinhas. É Havana que nos financia, ou somos nós que financiamos Havana?

  12. Negócios – apenas negócios !

    O brasil deve realmente ampliar seus negócios com a Venezuela, desde que sejam em termos favoráveis para o nosso país, sem favorecimentos ideológicos. O fato é que já há uma queda no comércio bilateral decorrente da situação precária da economia venezuelana:

    Os dados de 2014 não incluem dezembro, mas este teria que ser um mês particularmente bom para ao menos igualar 2014 a 2013. O fato é que não faz sentido para empresários brasileiros investirem, por exemplo, em indústrias na Venezuela, considerando-se que terão que lidar com três taxas de câmbio diferentes (fora o mercado negro), o risco permanente de expropriação dos seus negócios, índices de violência altíssimos … Agora, enquanto a Venezuela tiver dinheiro para comprar nossos produtos, o Brasil deve com certeza fazer negócios com eles, por que não?

    Ademais, acho curiosa a celebração feita nesse post ao discurso da presidenta … além dos BRICS, o único país citado nominalmente pela Sra. Roussef (aprendi em outro post que chamá-la pelo primeiro nome é machista) é os Estados Unidos, “arquiinimigo” da esquerda brasileira. O vice-presidente Joe Biden compareceu à posse e a Sra. Roussef deve visitar tal país em breve – o que faz todo sentido, afinal é um grande parceiro comercial, com intercâmbios culturais e de pessoas fortíssimos. Qual é o problema nisso? Temos que “escolher” um lado? Não podemos ter boas relações com todo o mundo, fato que é inclusive tradição da diplomacia brasileira?

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