A teocracia brasileira, comentário de Jackson da Viola

Enquanto o governo de Rondônia, aliado de Bolsonaro, censura clássicos da literatura brasileira e mundial, terreiro de umbanda é alvo de ataque com bomba em Ribeirão Preto

Foto: Reprodução

Por Jackson da Viola
comentário no post Clipping do dia

Teocracia Br…..

Governo de Rondônia censura clássicos da literatura brasileira e mundial

Do Consultor Jurídico

Começou a circular nesta quinta-feira (6/1), nas redes sociais, um memorando da Secretaria de Educação de Rondônia com uma lista de livros que deveriam ser recolhidos das escolas por serem classificados como “conteúdos inadequados” a crianças e adolescentes.

Coronel Marcos Rocha deve ser o primeiro governador a ingressar nas fileiras do novo partido do presidente Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução/Facebook

A lista reúne obras de alguns dos principais autores brasileiros como Machado de Assis, Caio Fernando Abreu, Carlos Heitor Cony, Euclides da Cunha, Ferreira Gullar, Nelson Rodrigues, Mário de Andrade e Rubem Fonseca. Nem mesmo clássicos da literatura universal como “O Castelo”, de Franz Kafka, e “Contos de Terror, de Mistério e de Morte”, de Edgard Alan Poe, escaparam da censura.

A versão inicial do secretário de Educação Suamy Vivecanda foi de que tanto a lista como o memorando eram falsos. Após ser confrontado pela Folha de S.Paulo, com imagens do documento dentro do sistema da pasta, ele afirmou que não acompanhou os trabalhos da secretaria durante a semana e que as obras não seriam recolhidas.

O governador é o coronel Marcos Rocha (PSL-RO). Aliado do presidente Jair Bolsonaro, já declarou que pretende deixar sua atual legenda para ingressar nas fileiras do Aliança. Deve ser o primeiro governador a se unir à nova legenda.

Confira abaixo reprodução de memorando que pede recolhimento de livros “inadequados” em Rondônia:

Terreiro é alvo de ataque com bomba em Ribeirão Preto

Um dos umbandistas foi espancado e teve todos os dentes da frente quebrados; um bebê que estava na casa chegou a desmaiar

Na Revista Fórum

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Um grupo de pelo menos 30 pessoas atacou com uma bomba caseira um terreiro de umbanda na última segunda (3) , em Ribeirão Preto. Um umbandistas presentes foi espancado e teve dentes quebrados. Os pais e mães de santo creem que o motivo foi intolerância religiosa.

Havia uma reunião na casa e, por volta das 23h30, o espaço foi invadido e a bomba foi jogada. No meio do tumulto, ao tentar deixar o local, os religiosos foram atacados com socos, chutes, pauladas e pedradas.

Solange Brito, 51, mãe de santo e uma das organizadoras do terreiro, contou ao UOL que 12 pessoas estavam presentes na hora do ataque. “Foi a quarta vez que jogaram bombas. Nesse episódio, havia um bebê, que chegou a desmaiar. Quando saímos, eles vieram com paus e pedras pra cima da gente”, disse ela.

Um de seus filhos, Jonhatan Brito, 25, foi agredido e precisou ser removido de ambulância do terreiro. “Bateram na cara do meu menino, depois rasgaram a boca dele. Ele chegou a convulsionar. Ele foi atendido na unidade de saúde do bairro, ficou um dia internado e perdeu todos os dentes da frente.”, contou a mãe de santo.

Solange afirma foram pessoas do próprio bairro que cometeram o crime e que a religião é a causa. “Eles ficam caçando pretexto para arrumar confusão, ofendem a gente”, contou Solange. “Eu fui a primeira a sair, fui ver quem tinha jogado bomba, mas já fui xingada assim que saí. Nossa gente tomou as dores, e ai houve uma grande confusão”, disse ela.

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Uma vizinha do terreiro, Nathaly Souza, 27, presenciou o ataque afirma que os agressores não foram identificados. “Eu moro na rua do terreiro, tacaram bomba, mas ninguém viu quem foi. Pessoas foram atingidas no terreiro, acho que todos deveriam ter respeito. Cada um tem sua crença”

A polícia de Ribeirão Preto foi contatada e disse que vai investigar o ocorrido.

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1 comentário

  1. Bem-vindos ao nazismo evangélico…
    o desprezo pelos semelhantes ou pelas fronteiras religiosas, no Brasil de Bolsonaro, seguirão independente de quaisquer restrições constitucionais.

    o Brasil será governado como se governa uma igreja evangélica ou um colégio militar, inflamando o coração dos seguidores contra os que o presidente já rotulou ou estigmatizou como “não humanos”

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