Centro ecumênico da Vila Olímpica exclui religiões africanas

Jornal GGN – O centro ecumênico da Vila Olímpica, no Rio de Janeiro, não tem representação das religiões de matriz africana. O local tem espaços próprios para o cristianismo, islamismo, judaísmo, hinduísmo e budismo, mas o candomblé e a umbanda ficaram de fora.

O coordenador do espaço, padre Leandro Lenin justificou a ausência dizendo que é impossível atender a todas as religiões. O Comitê Olímpico do Brasil disse que o Comitê Olímpico Internacional priorizou as cinco religiões mais representadas pelos atletas.

O centro ecumênico vai funcionar entre agosto e setembro e, se algum atleta solicitar a presença de um líder religioso fora das cinco citadas, terá direito ao encontro.

Do Hypeness

Organização Olímpica exclui religiões africanas do centro  ecumênico do Rio

Esta é daquelas notícias que o Hypeness preferia não dar, mas é precisamente o fato de elas continuarem acontecendo que torna urgente dar destaque. As religiões de matriz africana ficaram fora do centro ecumênico da Vila Olímpica e todos nós sabemos que não foi coincidência.

Dados da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro (CCIR) já haviam mostrado que mais de 70% dos casos de ofensas, abusos e atos violentos registrados no Estado entre 2012 e 2015 são contra praticantes de religiões de matrizes africanas (e olha que foram mais de mil). A BBC falou sobre isso e sobre os motivos pelos quais as religiões africanas são as mais descriminadas (leia aqui). Mas o pior é ver pessoas responsáveis por grandes empresas ou eventos tomarem decisões como essa.

Leia também:  Papa quer que ‘pecado ecológico’ entre na pauta da doutrina oficial da Igreja

O centro ecumênico do Rio tem espaços próprios para a representação religiosa, e isso inclui cristianismo, islamismo, judaísmo, hinduísmo e budismo. Porém, religiões como o Candomblé, Umbanda ou outras de matriz africana foram vetadas, mesmo sabendo que têm um alcance maior que algumas das outras no universo brasileiro.

O espaço é coordenado pelo padre Leandro Lenin e a decisão foi justificada com o fato de ser impossível atender a todas as religiões. Assim, diz o Comitê Olímpico do Brasil (COB), foi dada primazia às cinco religiões mais representadas entre os atletas. Além disso, o COB diz que a decisão foi tomada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional).

O centro ecumênico vai funcionar entre agosto e setembro e, se algum atleta solicitar a presença de um líder religioso fora das cinco citadas, terá direito ao encontro.

Fotos: Luciano Paiva e Amanda Oliveira

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6 comentários

  1. “o coordenador do espaço, padre…”

    “o coordenador do espaço, padre…”

    Parei de ler no “padre”. Não precisa dizer mais nada, tá explicada a exclusão…

  2. É porque quase não tem negros

    É porque quase não tem negros no Rio… heheheh  Só dá branquinho de olhos verdes!

  3. Caderno de encargos

         Por mais que não se goste a afirmação é real, a determinação é do COI, tanto que em Londres tambem deu marola este assunto, com relação as varias correntes hinduistas não representadas em uma cidade na qual vivem muitos paquistaneses e sikhs, tb. lá ocorreu problemas com delegações islamicas xiitas ( Irã p.ex ) que levaram seus próprios clérigos, e quem comandava o local era um bispo anglicano.

          E caso alguem deseje uma “Yalorixá “, lá na Barra tenho uma irmã de santo muito boa, Ociléia de Yansã, ou o Paulinho de Oxumaré na mangueira.

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