Diálogo com o Espírito Miramez gravado em vídeo, por Marcos Villas-Bôas

Diálogo com o Espírito Miramez gravado em vídeo

por Marcos Villas-Bôas

Uma das formas básicas pelas quais um estudioso espírita deve atuar é, evidentemente, dialogando com Espíritos para que possa, com intenções de instrução e caridade, levantar informações sobre o mundo espiritual e a própria dimensão da Terra, onde nós, encarnados, vivemos.

Essa prática, que pode ensinar muito sobre leis físicas e morais, ajudando-nos a melhor aplicá-las, felizmente vem crescendo aos poucos entre os espiritualistas. Ela era, aliás, a base do estudo de Allan Kardec e sustentou toda a codificação.  

Quando o estudo é sério e de intenção nobre, é quase certo que bons Espíritos apareçam para ajudar. Essa afirmação se comprova, aliás, pelo fato de Espíritos elevados se disporem a participar de entrevistas com os encarnados, gravadas, inclusive, em vídeo: 

https://www.youtube.com/watch?v=AXUgSvQAEVU]

Continuando o seu já renomado e exitoso programa “Diálogo com os Espíritos”, por meio do qual vem realizando há alguns anos dezenas de entrevistas com seres desencarnados via médiuns, o estudioso Jefferson Viscardi, mestre e doutor pela Universidade de Ciências Metafísicas da Califórnia, entrevistou o Espírito Fernando Miramez de Olivídeo, que trabalha com médiuns brasileiros faz muitos anos, tendo escrito, por exemplo, inúmeros bons livros espíritas pelo médium João Nunes Maia.

Uma análise séria das dezenas de vídeos publicados por Jefferson não parece deixar dúvidas sobre a autenticidade das suas entrevistas espirituais. Examinando com cuidado os diálogos nos vídeos, os diferentes médiuns, os distintos Espíritos que se manifestam, percebe-se que, nem se os médiuns fossem todos atores espetaculares, não seria possível produzir entrevistas com tamanha realidade e com informações tão ricas.  

A médium do vídeo é a experiente Maísa Intelisano. Uma forma de analisar a qualidade e a idoneidade de um médium é pelas manifestações de diferentes Espíritos, buscando entender quanto nas manifestações decorre de interferências do médium e quanto vem do próprio Espírito. Vale a pena, por exemplo, comparar o trabalho de Maísa nas manifestações mediúnicas do Espírito Miramez e do Exu Tatá Caveira, um Espírito da umbanda: 

[video:https://www.youtube.com/watch?v=K5LTB7RYJhU&spfreload=10

Concluir que, no segundo caso, Maísa fica fumando charutos e interpretando um papel tão bem por 2 horas parece pouco racional. Ainda que isso fira de morte as crenças de muitos, é mais razoável concluir que ela está acoplada mediunicamente a uma inteligência invisível, até porque é isso o que ela afirma e, em se tratando de uma pessoa respeitada, que não ganha dinheiro com esse trabalho, fica difícil duvidar dela.

Quanto ao vídeo que é o foco deste texto, fica a critério de cada um acreditar ou não que aquele é o Espírito Miramez. O que parece falar em benefício da veracidade da comunicação com esse Espírito superior é, primeiro, já existir um relacionamento antigo entre ele e a médium, que Miramez chama tantas vezes durante o diálogo de seu “aparelho”.

Maísa Intelisano tem contatos espirituais com Miramez, seja por psicofonia (oral), seja por psicografia (escrita), desde o final do século XX. Ela mesma informa ao final do vídeo, gravado em 2013, que já mantinha contato com ele havia mais ou menos 15 anos e a prática foi aperfeiçoando as manifestações. Uma mensagem de Miramez, que pode ser encontrada nesse link: https://www.ippb.org.br/textos/revista-online/maisa-intelisano/mensagem-de-miramez, foi psicografada por ela em 02 de março de 1997.

Se observarmos a linha de mensagens atribuídas a Miramez por João Nunes Maia, Maísa Intelisano e outros médiuns, vemos um Espírito evoluído, muito racional, objetivo e que parece conhecer bem os dilemas da raça humana, pois o que diz vai direto aos nossos pontos de dúvidas e de imperfeições.

Leia também:  O lançamento de Em Busca de Kardec – um documentário de que fiz parte, por Dora Incontri

Como se pode notar dos dois vídeos (a segunda parte está nesse link: https://www.youtube.com/watch?v=NWrhWCN6VEo&spfreload=10), a entidade que se manifesta apresenta respostas inteligentíssimas e equilibradas a todas as questões, muitas das quais surpreendem os próprios espíritas, pois são críticas a uma boa parte deles, que distorcem a doutrina por conta de seus personalismos, egocentrismos, vaidades, desejo de poder sobre o outro etc.

Nada muito diferente do que acontece em outras religiões, quando, na verdade, o gérmen do Espiritismo nunca foi ser uma religião como as outras, mas uma ciência e uma filosofia moral capazes de religar racionalmente o homem ao divino por meio do amor, da humildade e da caridade, o que já tratamos em texto anterior: http://jornalggn.com.br/noticia/a-ciencia-espirita-por-marcos-villas-boas, e que é explicado por Miramez na entrevista.

No último texto, afirmamos que o perispírito é um corpo semimaterial, fluídico, muito maleável. Os Espíritos costumam plasmá-lo na forma da sua última encarnação, naquela aparência de que mais gostam ou naquela necessária a um trabalho. No início do vídeo, o Espírito diz ser Miramez e se descreve fisicamente da forma exata como ele aparece em algumas fotos. Ao longo dele, conta alguns detalhes que o entrevistador sequer conhecia da sua última encarnação.

Parece ser preciso muita maldade para crer que tudo aquilo é uma excelente encenação. Mas, se fosse, o que se buscaria com ela, se os vídeos são publicados na Internet de graça? Qual seria o objetivo de Jefferson e de todos os demais que participam do vídeo? Enganar as pessoas para que todas acreditem em Espíritos como eles? Não parece lógico.

Outra hipótese levantada pelos mais incrédulos será a de que tudo seria uma imaginação coletiva, algo que poderia ser ainda considerado se analisássemos apenas um vídeo, mas é difícil de se pensar em fruto de mera imaginação quando se trata de dezenas de entrevistas, que contam informações às vezes detalhadas de pessoas que foram encarnadas e que revelam alguns diálogos com mudanças drásticas de voz, comportamento e forma de pensar.

Os mais incrédulos precisam começar a se convencer de que negar não muda a realidade, mas apenas constrói na mente deles uma realidade alternativa, deixando-os em paz com suas crenças íntimas. Por outro lado, eles continuarão sendo influenciados por Espíritos, que poderão, inclusive, causar problemas em suas vidas, a depender da sintonia de pensamento deles e de outros fatores, como Miramez explica no vídeo.

Uma prova da sabedoria desse Espírito e de que era ele quem estava em comunicação, pois crítica semelhante aparece em outras manifestações suas, é o trecho no qual se discute a fé raciocinada do Espiritismo. O seguinte diálogo aparece aos 29 minutos e 15 segundos da segunda parte da entrevista:

 

“a) Jefferson Viscardi: Então, vamos lá. O próximo seria, depois da comunicabilidade dos Espíritos, a fé raciocinada, que no Espiritismo ensinamos muito.

b) Espírito Miramez: Sim.

a) JV: A fé da Igreja era a Bíblia.

b) EM: bah, o fundamento da fé era a bíblia.

Leia também:  O lançamento de Em Busca de Kardec – um documentário de que fiz parte, por Dora Incontri

a) JV: Isso. Não existia muito raciocínio em cima.

b) EM: Não. Pergunto: no Espiritismo moderno, será que existe? Ou será que se tornou uma religião tão fundamentalista quanto qualquer outra? Apoiada apenas nos livros de Kardec, como se Kardec tivesse escrito tudo o que tinha para ser escrito a respeito, quando ele mesmo diz que não estava pronta, a doutrina, que muita coisa seria acrescentada e que, à medida em que a ciência do homem caminhasse, as mudanças deveriam ser feitas naquilo que foi escrito. Mas, não é isso o que os espíritas fazem, infelizmente.

a) JV: O senhor não acredita que é um receio de perder a estrutura numa sociedade tão necessitada de estrutura?

b) EM: Eu acho que é mais medo de perder o controle e o poder sobre as pessoas, da mesma forma que a Igreja Católica fez com os índios. Não há porque perder estrutura; ao contrário, a estrutura ficaria muito mais clara, muito mais evidente, muito mais lógica, à medida que a doutrina fosse incorporando a si as descobertas do homem, os avanços do entendimento, as percepções que a humanidade fosse fazendo. Isso não seria desestruturação; ao contrário, o medo é muito mais de perda de poder, porque, se eu chegar para um espírita e disser que o que ele acredita não é verdade com base na ciência, o que ele vai fazer?

a) JV: Ele vai ter que…

b) EM: rever a sua fé. Isso é fé raciocinada.

a) JV: Sim.

b) EM: Essa é a verdadeira fé raciocinada. É aquela que é capaz de questionar a si mesmo em qualquer momento. Kardec já colocou isso. Essa é a verdadeira fé raciocinada: hoje eu acredito nisso, mas se amanhã alguém me trouxer uma prova, uma demonstração de que o que eu acredito não é verdade, eu terei que rever a minha fé. Quantos estão prontos e são capazes de fazer isso?     

 

As colocações de Miramez, aptas a deixar muitos espíritas decepcionados, alguns até irritados, dificilmente viriam em uma fraude no meio espírita. Ainda que alguns ali presentes pudessem concordar com ele, sobretudo pela autoridade de quem emitia o argumento, dificilmente ousariam afirmar aquilo em vídeo, especialmente naquela forma direta. Foi a sinceridade, objetividade e rigor de um Espírito evoluído o que permitiu aquela parte do diálogo.  

Quando apresentamos colocações semelhantes em meios espíritas, quase sempre há constrangimento e respostas ríspidas. Segundo Cosme Massi, um dos maiores especialistas em Allan Kardec do Brasil, numa brilhante palestra: https://www.youtube.com/watch?v=iR0OY2DGk34, a situação é pior do que se imagina, pois muitos espíritas mal conhecem as 5 obras consideradas principais, o livro “O que é o Espiritismo” é praticamente desconhecido e quase não se fala nos volumes da importantíssima Revista Espírita.

Como se tem dito neste blog, o Espiritismo foi descoberto, desenvolvido e codificado por Kardec como uma ciência que emanava uma filosofia moral, permitindo uma religação do homem com o divino. Nesse sentido de “religare”, seria também uma religião. O que se faz, contudo, em muitos cantões do Brasil é “catolizar” a doutrina espírita, não havendo tantos estudos teóricos aprofundados, nem muitas experimentações.  

Na continuação do diálogo com Miramez, ele responde que a única forma de afastar as distorções causadas pelos homens nas religiões é o estudo, mesma advertência que Kardec costuma fazer:

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“a) Jefferson Viscardi: Então, o senhor está dizendo que o homem, projetando suas fraquezas sobre a religião, pode deturpá-la um pouco.

b) Espírito Miramez: Muito! Não é pouco. Muito!

a) JV: E o senhor vê isso como o caso do Espiritismo hoje.

b) EM: Sim.

a) JV: O que o senhor sugere para que isso mude hoje? Digamos…

b) EM: Pra começar, a leitura atenta e estudada d’O Livro dos Espíritos. Há muita coisa ali sendo ignorada. Há muita coisa importante ali sendo ignorada, distorcida ou revertida aos interesses de quem comanda o Espiritismo hoje”.

 

Muitos preferem relegar a Deus as tarefas que lhe cabem, mas os Espíritos não cansam de afirmar que são mais ajudados os que se ajudam primeiro. Sem esforço e disciplina, o progresso é muito mais lento.

A falta de estudos teóricos e práticos mais aprofundados na maioria dos centros espíritas do país se deve, provavelmente, à própria cultura brasileira de conferir uma importância secundária à educação, além de tratar, muitas vezes, os estudos científicos e filosóficos como se fossem cerejas do bolo, algo muito difícil, que cabe somente a uns poucos esclarecidos.

Essa visão é clara entre muitos espíritas, os quais acham que “isso é tudo muito complicado e a pessoa a ser ajudada nem vai compreender”. Ciência e filosofia não são saberes incompreensíveis pela maioria. Essa ideia é uma ignorância decorrente da própria falta de estudo. A falta de estudo leva à falta de conhecimento, que termina gerando menos preocupação com o estudo e estagnando o progresso moral/intelectual, provocando um ciclo vicioso e pernicioso que precisa ser quebrado imediatamente não somente pelos espíritas, mas por todos.

A ciência não é um conhecimento impenetrável; muito pelo contrário, o que todos estudam na escola, a exemplo de matemática e biologia, são simplesmente ciências. O mesmo acontece com a universidade: Medicina, Direito, Física etc. são ciências. Não há bicho papão.

Absolutamente tudo deve ser estudado, ponderado e aprofundado teórica e, sobretudo, experimentalmente, sem o que não há progresso. O homem que não acredita na educação (prática e teórica), na sua instrução como ferramenta essencial de progresso, em qualquer idade, em qualquer situação, está fadado a se estagnar e a sofrer mais do que o necessário.

Obras do próprio Chico Xavier, como O Consolador e Mecanismos da Mediunidade, escritas por Emmanuel e André Luiz, autores espirituais entre os preferidos dos espíritas brasileiros, pois escreveram romances por intermédio de alguém considerado santo pela maioria, são pouco estudadas, uma vez que trazem assuntos considerados mais áridos, científicos.

Não pode ser assim. Ainda que seja natural cada um se atrair pelas áreas do conhecimento espiritual que mais lhe interessam, não é possível conhecer a fundo o Espiritismo sem adentrar com atenção pelos seus três vieses: científico, filosófico e religioso. Lembre-se que esses vieses servem para efeitos didáticos. O conhecimento é uno.

A Ciência Espírita é simplesmente mais um conhecimento com objeto definido, com métodos que lhe são característicos e com especialistas interessados neles. Estudemo-la o máximo possível!   

 

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9 comentários

  1. Bom, Marcos,
    já que vc tocou

    Bom, Marcos,

    já que vc tocou no assunto da falta de estudo e “deturpação” do Kardecismo, que tal fazer um texto somente sobre isso…

    Existem alguns que defendem inclusive que a deturpação do Espirítismo tem como principais deturpadores o próprio Chico Xavier e o Excelentíssimo Divaldo Franco….

    Não sou profundo conhecedor, mas  nem sei se os que criticam estão tão fora da Razão assim, já que ambos os dois médiuns eram (são) católicos, e a defesa quase que infatigável da Teologia do Sofrimento tornou o espiritismo esse saco de gatos – mistura de Kardec + teologia medieval  do sofrimento da Igreja Católica… – que a gente vê hoje….

    Em tempo, ver Chico louvando a ditadura militar, em 1971, em nome dos benfeitores espirituais é de doer….

    Já que falaste de fér racionalizada, então, não será o culto a esses médiuns ruim para os brasilieros?? Seria capaz de racionalizar e criticar se for preciso esses médiuns?? Quantos estão prontos e são capazes de fazer isso?   

    • Olha, Sidnei, eu estudei por

      Olha, Sidnei, eu estudei por anos o Espiritismo, somente ele, larguei até a faculdade para isso e digo que a coisa está feia a respeito do Movimento Espírita. Está ocorrendo o mesmo que ocorreu com o Cristianismo, totalmente deturpado. Mas é da natureza humana, como somos falíveis transportamos essas falhas em tudo o que tocamos…

      Agora, não conheço esse Marcos, somente fiquei curiosa, pois é a segunda vez que o vejo tocando no assunto espiritismo por aqui e achei meio fora de contexto, por isso li o que ele escreveu nas duas vezes, mas acho que ele se equivocou bastante dando publicidade a esses vídeos de diálogos por motivos que já elenquei em meu outro comentário.

      • Obrigado pela resposta,

        Obrigado pela resposta, kátia.

        Realmente somos falíveis, mas aqui neste país parece que o transporte das falhas humanas para tudo o que tocamos está em “Estado de Arte”…

        somente complementando, o Marcos escreveu vários textos sobre o assunto, por isso questionei…

    • 1-CX era

      1-CX era aa-beira-do-doentemente cristianista.  Sem intencao de insulto nenhuma, claro.

      2-Das palestras de Divaldo que eu vi, gostei de todas -e ja vi umas 5 ou 6 aqui em NY.  Nao vi nada de doente nele, vi um fiel.  Do ESPIRITISMO, nao do cadaver na cruz.  Na literatura, ele piora nas mencoes ao cadaver na cruz, mas li muito pouco, nao tenho acesso, entao nao da pra “comentar” longamente de assunto que nao conheco.

      Perguntem pra ele se ele se lembra da minha gargalhada naquele dia da palestra em NY, primeira vez que o vi.  Ele mencionou o “desequilibrado” mais tarde na segunda palestra pensando que estava se dirigindo a mim indiretamente.  Nao, nao aconteceu, eu me deliciei naquela gargalhada.  Nao tava e nao tou nem um pouquinho “desequilibrado”.

      Vai, pergunta…  pergunta pra ele.

      (Pode contar pra quem voce quizer, Divaldo.  Nao faz diferenca pra mim.  Eu SOU prototelepata e ja nao faco segredo ha anos e anos.)

  2. Dei uma olhada no site desse

    Dei uma olhada no site desse Jefferson Viscardi, há um espaço sobre numerologia onde consta o número da conta bancária dele e a sugestão para depositar 200 reais. Nem precisamos de estudo profundo, é só lermos uma vez que seja o Livro dos Espíritos e o dos Médiuns para termos a certeza de que um encarnado que tenha intuito de usar as comunicações mediúnicas e afins para obter algum tipo de retorno financeiro não é levado a sério por espíritos mais elevados, o que levo por água abaixo alguma credibilidade que esses vídeos produzidos por ele poderiam ter.

    Além do que, acho que divulgar isso é um deserviço ao Espiritismo, mas de qualquer forma o Movimento Espírita já está sendo extremamente depurpado e há bastante tempo.

    • Nao existe “numerologia” no

      Nao existe “numerologia” no Espiritismo.  Nao eh nem PERTO de parte do espiritismo.

      • Em nenhum momento disse o
        Em nenhum momento disse o contrário, Ivan, mas não tornei esse o ponto principal, porque não vi, salvo engano, em nenhuma parte do site do Jefferson ele se dizendo espírita, o que dá para entender de pronto vendo os vídeos dele no YouTube é que ele transita em várias vertentes, o que mais há são espíritos da Umbanda, então por isso não coloquei a tal da numerologia como fator principal, pois, como disse, ele não trata isso como espiritismo, mas sim algo da conduta dele que extrapola qualquer limite do aceitável quanto ao uso da mediunidade nos preceitos explicitamente escritos na obra de Kardec. É o ponto mais grave dessa questão. Segundo os espíritos superiores, não é levado a sério alguém que faça uso da mediunidade para de alguma forma receber retorno financeiro. Os vídeos são publicidade a ele, as pessoas gostam, não tem o mínimo de conhecimento a respeito, entram no site e colocam tudo em um balaio só: mediunidade, umbanda, espiritismo, numerologia, tarô, misticismos afins, etc. Aí entra a gravidade do Marcos estar dando vez para isso aqui nesse canal também.

  3. misticismo como fator de atraso

    ATOMO conceito criado por Demócrito na Grécia antiga é o pilar de todo conhecimento cientifico humano e que permite a construção dos engenhos mais elementares até a reprodução da energia solar.

    FORÇA conceito criado por Aristótes e aperfeiçoado por Isaac Newton permite quantificar e qualificar movimentos e trajetórias de objetos que vão desde pedras até planetas.

    ENERGIA capacidade potencial ou cinética de um objeto realizar trabalho.Um conceito que apenas foi compreendida em plenitude após descobertas de Albert Einstein 

    Conceitos elementares mas que levaram mais de 3000 anos de estudos sistemáticos pela ciência para sua compreensão. Quando um mistico fala de espirito qual seria o seu ATOMO primordial ? Quando um mistico fala de força ou energia a que se refere ?  O autor conclama os espiritas a estudarem o espiritismo mas é o corpo de conhecimento sistematizável e experimentável do espiritismo ?  A mistificação é o expediente histórico utilizado para submeter e condenar os povos à ignorancia. Depois de uma infinidade de posts o autor não conseguiu demonstrar a existencia cientifica de espiritos e pelo visto pulamos para uma nova fase de performance de médiuns , provavelmente interpretando ou com disturbios de multipla personalidade. Novamente nota zero para o blog que endossa o misticismo e o atraso.   

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