Moralidade e intelectualidade na Ciência Espírita, por Marcos Villas-Bôas

Moralidade e intelectualidade na Ciência Espírita

por Marcos Villas-Bôas

Em texto anterior publicado aqui no Jornal GGN[1], defendeu-se que o pilar científico do Espiritismo precisa ser mais bem desenvolvido para que possa suportar racionalmente os ensinamentos morais. Não se trata apenas de provar com mais clareza a existência de espíritos, para, assim, convencer mais pessoas a buscarem compreender as suas lições morais, mas permitir que os próprios espíritas entendam melhor como aplicar as leis divinas na prática.

Como qualquer lei, a chamada lei divina (ou lei da natureza) precisa ser interpretada e aplicada pelos humanos, e, assim como no caso das leis jurídicas humanas, é preciso entender como se dão esses processos extremamente complexos.

É provável, por exemplo, que muitos pensem estar seguindo com rigor os princípios de amor, humildade e de caridade do Espiritismo, mas, no modo de ver do juiz, que serão as suas próprias consciências libertas após o desencarne, e de Deus, essa inteligência que determina as consequências cármicas das ações, eles estejam, na verdade, bem longe do que se pede.

Se partirmos do pressuposto de que, como afirmado no item 55 de o Livro do Espíritos[2] juntamente com o capítulo III do Evangelho segundo o Espiritismo[3], existem 5 estágios de mundo em progressão e que estamos ainda no final do segundo, isso quer dizer que sequer chegamos ao meio do percurso, ou seja, somos espíritos adolescentes, que atingiremos o início de maturidade provavelmente nos séculos vindouros.

Vale lembrar que o 5o estágio dos mundos é o de espíritos puros, que, portanto, não reencarnam mais, exceto no caso de missões muito especiais. Portanto, há, de fato, 4 estágios de mundos encarnados e 1 estágio de mundo exclusivamente espiritual. Nessa escala de 4 estágios, nós estaríamos migrando agora da segunda para a terceira, então estamos mais ou menos bem no meio dessa escala de progressão.

Deste modo, as chances de que nossas conclusões de agora precisem ser quase todas remodeladas no futuro são bem grandes, pois a maioria dos terráqueos ainda têm mais tempo de encarnação no futuro do que os milhares de anos já vividos até hoje.

Isso leva a crer que uma das conclusões mais seguras a que já se chegou na Terra e capaz de revelar a inteligência de um espírito, o que só poderia vir de uma das mais brilhantes consciências que por aqui passou, sobretudo por ter acontecido há mais de 2 mil anos, é a de que nada sabemos e que, portanto, devemos estar buscando incessantemente agregar à nossa consciência mais conhecimento moral/emocional e intelectual.

Um dos principais objetivos do ser humano é crescer em intelectualidade, passo fundamental para que cresça em moralidade, e vice-versa. A intelectualidade não serve apenas como supedâneo da moralidade que é, mas ela, como aspecto isolado, tem função importante, na medida em que espíritos superiores precisam ser guias de outros, assumem posições de administração de cidades, estados, países, planetas etc.

Para ascender, é preciso, portanto, se esforçar para aprender. Segundo o item 192 de O Livro dos Espíritos, mesmo o mais moralmente elevado, precisará continuar encarnando para evoluir intelectualmente, caso esse aspecto não tenha acompanhado o passo do outro:

“Aliás, o Espírito deve avançar em ciência e em moralidade; e, se ele não progride senão num sentido, é necessário que progrida também no outro para alcançar o alto da escala. Todavia, quanto mais o homem avança na sua vida atual, menos as provas seguintes são longas e penosas”.

Isso não quer dizer que o caminho é apenas o sujeito estudar ao máximo seus temas de engenharia da faculdade ou buscar reunir conhecimento sobre as mais diferentes ciências, pois o mais relevante é que a aplicação desse conhecimento sirva para que ele realize a reestruturação dos seus padrões ainda atrasados e que, assim, possa também ajudar os demais.

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Nesse sentido, acumular bagagem teórico-científica e filosófica é muito útil, mas especialmente quando ela se ligar a questões do espírito, motivo pelo qual estudar profundamente o Espiritismo e outras doutrinas espiritualistas, sob as suas três vertentes (científica, filosófica e moral ou religiosa), é de grande relevância para o progresso.

Assim como a diferenciação entre crescimento moral e intelectual é feita para efeitos de mais fácil compreensão, pode-se separar o crescimento em intelectualidade do crescimento em sabedoria apenas para fins didáticos. Aqueles que nascem com poucas condições financeiras, não recebem grande estudo, mas se mostram muito sábios já adquiriram intelectualidade em outras reencarnações e foram capazes de solidificar padrões morais e intelectuais.

Segundo o item 180 do Livro dos Espíritos[4]:

“Passando deste mundo para outro, o Espírito conserva a inteligência que tinha aqui? – Sem dúvida, a inteligência não se perde, mas ele pode não dispor dos mesmos meios para manifestá-la, dependendo isso da sua superioridade e das condições do corpo que tomar.”

Os espíritos dizem, portanto, que carregamos conosco a sabedoria, os avanços de intelectualidade e moralidade que tivemos, mas, a depender do corpo que tomarmos na encarnação seguinte, a manifestação deles poderá vir de diferentes formas.

As características morais, intelectuais e físicas dos humanos são resultado, em suma, de três origens: genótipo, fenótipo e “pneumótipo”. Genótipo (do grego genos = originar + typos = característico) e fenótipo (do grego phenos = evidente + typos + característico) são termos conhecidos da Biologia. O primeiro significa a composição genética que determina o fenótipo e este refere-se às características decorrentes do meio em que se vive, de modo que indivíduos com o mesmo genótipo nem sempre terão exatamente o mesmo fenótipo.

Falta na Biologia compreender que o ser humano é definido pelo espírito que encarna no corpo. Daí criamos o neologismo “pneumótipo”, do grego “pneuma”, que significa sopro, vento, mas era frequentemente utilizado, inclusive na Bíblia, para referir à ideia que se entende hoje pelo termo “espírito”.

Além dos genes e do meio, somos completamente definidos pelo nosso espírito. Daí porque a Medicina, a Psicologia e outras ciências não conseguem compreender minimamente dezenas de doenças humanas, nem acham curas para elas, ainda que alguns venham obtendo avanços por meio do emprego de conhecimento espiritual em tratamentos, como no caso do Reiki, da Yoga, da meditação, das orações etc.      

Chico Xavier não passou dos estudos primários, mas psicografou dezenas de livros, em muitas línguas, porque tinha conhecimento intelectual acumulado de encarnações passadas, o que permitiu aos espíritos conseguirem transmitir aqueles ensinamentos por meio dele.

Francisco de Assis, conforme o livro do Espírito Miramez que leva o seu nome, psicografado por João Nunes Maia, era a reencarnação de João Evangelista, um dos mais avançados apóstolos de Jesus. Ainda no século I, ele já realizava milagres, como conversar com animais e ser jogado em uma bacia de óleo quente, mas sair vivo.

Apesar de ter vivido na pobreza por opção própria boa parte da vida, após nascer em família rica, Francisco de Assis era extremamente sábio, pois tinha acumulado muito conhecimento no passado, mas também porque vivia a dialogar e refletir com os demais freis sobre os problemas da vida.  

No mesmo livro mencionado, é atribuída a Francisco de Assis explicação importantíssima sobre a instrução, após questionado sobre o tema:

“- Frei Bernardo, a instrução, na acepção da palavra, nos conceitos espirituais, são acúmulos de experiências nos arquivos da alma. Quem não se instrui, não acompanha o progresso, que certamente é força de Deus nos caminhos dos homens. Aprender, meu filho, é grande benção que nos ajuda a libertar o coração das trevas, pois a instrução repele, senão desfaz a ignorância, ampliando os sentimentos em todos os rumos.”

Esse o argumento principal deste texto e do último: a instrução amplia os próprios sentimentos. O aumento de experiências e de compreensão das coisas, como dos sentimentos, ajuda na elevação da moral. É por isso que, em diversas partes das obras espíritas, estão colocados o avanço moral primeiro e, logo em seguida, inter-relacionado com ele, o intelectual. O principal é amar, mas, só se pode amar com plenitude na medida em que se conheça intelectualmente bem sobre as coisas.

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Isso nos leva a questionar sobre quanto tempo estamos dispondo para o aperfeiçoamento espiritual. Muitos acreditam, por exemplo, que compreendem bem o amor, a humildade e a caridade, mas estão enganados. Acreditam que já estariam abençoados pelo fato de irem à igreja ou ao centro espírita um, dois ou mais dias na semana.

Quanto tempo estamos verdadeiramente dedicando a reestruturar os nossos padrões? Se dormimos 8 horas por dia, trabalhamos 8 horas por dia, comemos, nos transportamos etc., quanto tempo é dedicado a compreender o mundo pelos olhos do espírito, do amor?

A compreensão da lei divina depende de uma busca constante; vai se aperfeiçoando dia a dia, por meio das experiências boas e ruins. Dentro dessas experiências, tem papel fundamental buscar entender, por exemplo, o que são sentimentos e como manifestá-los em cada situação para nos sentirmos mais felizes fazendo os outros mais felizes, o que envolve não exagerar na manifestação dos sentimentos, comportar os seus conflitos e tantas outras questões.   

Cite-se um exemplo trazido por Haroldo Dutra Dias em uma das suas melhores palestras[5] e o trabalhemos um pouco mais. Sabemos, de fato, o que é humildade? Muitos a confundem com ser medíocre ou ignorante, com passar despercebido, com não se manifestar, com se vestir de forma simples etc. Algumas dessas podem ser manifestações de uma pessoa humilde, mas não representam o âmago da humildade.

Segundo Haroldo, “humilde é aquele que sabe o que não tem”. Humildade é reconhecer sempre que ainda há aquilo que aprender, que todos erramos (e muito!), que estamos em progresso, apesar dos diferentes estágios. Isso nos torna ávidos por conhecimento e nos faz compreender que os ignorantes chegarão em estágios mais avançados mais cedo ou mais tarde. Por sinal, todos nós ignoramos algo e alguém pode ser sábio sob determinado aspecto e ignorante em muitos outros.

Na visão de espíritos elevados, os humanos não são, portanto, avaliados como melhores ou piores, como se faz no estágio humano encarnado, ainda atrasado. Todos são vistos como seres em diferentes etapas do progresso, devendo ser, os mais ignorantes, alvos de ajuda dos mais preparados, e não de desprezo.

Essa ideia leva à de que quem sabe mais não deve se esconder para ser humilde, mas sim ensinar. Isso não quer dizer que ele deva agredir as consciências dos demais, cabendo instruí-los sem fazê-los sentir inferiores, o que não é nada fácil e depende também da evolução moral daquele que é ensinado, pois todo sentimento se manifesta dentro de uma relação entre duas pessoas e muito do que sentimos de negativo nos outros é apenas manifestação da nossa própria negatividade.

Um ponto interessante é notar que muitos dos sujeitos ignorantes, se forem bem orgulhosos, acharão que todos os que sabem mais do que eles são orgulhosos, simplesmente porque a ideia de alguém saber mais do que ele já fere o seu orgulho. É assim que começam as brigas e a agressividade.

O sujeito que sabe menos precisa ser humilde para querer aprender e o sujeito que sabe mais precisa ser humilde para ensinar sem ferir o orgulho do outro, o que nem sempre conseguirá, e ele não necessariamente será o orgulhoso por isso. Nesses casos, não conseguindo estabelecer diálogo com o orgulhoso, pode ser melhor se afastar.

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Nota-se, assim, a complexidade que é se relacionar nesse estágio atual de avanço moral e intelectual humano. Somos provados a todo momento e, se não tivermos sabedoria, consubstanciada aqui em paz de espírito, sofremos muito, às vezes por erros nossos, às vezes por erros dos outros, às vezes por erros dos dois lado, até que aprendamos tão intimamente a ponto de termos os padrões reformados.

Não devemos nos culpar, nem culpar uns aos outros. Se lembrarmos do que dito há pouco, pelo olhar espiritual, estamos todos aprendendo. Devemos tolerar, o que não significa que precisemos ser masoquistas e aguentar alguém que nos faz sofrer sob qualquer circunstância.  

Um ponto crucial, mas não percebido pela maioria, é o de que, enquanto sujeitos encarnados, pensamos influenciados pela cultura, pelo conhecimento que circula aqui nessa terceira dimensão espiritual, densa, com a qual se está acostumado e que nos determina a moralidade e a intelectualidade. No entanto, a racionalidade humana, que influenciará os seus sentimentos e a forma de manifestação, precisa ser reestruturada para que tenha como perspectiva as dimensões espirituais mais altas.

É por isso que Jesus, o Cristo, falava o tempo todo que deveríamos encontrar a Verdade, que deveríamos buscá-la nele. Isso significa que devemos encontrar as respostas que procuramos no plano dele, crístico, do qual ainda estamos muito distantes. Sendo assim, a tarefa deve ser a de libertarmos a consciência para fora do nosso corpo, das imposições da nossa cultura, para que, por meio de muito estudo e prática, possamos tentar raciocinar o mais próximo possível da perspectiva de Jesus.

O problema é que essa tarefa é extremamente complexa. Pede-se que, num estágio ainda intermediário, ou ainda um pouco antes disso, de evolução, pensemos com a perspectiva do espírito mais elevado do planeta.

É claro que Jesus sabe ser isso impossível no momento, mas o raciocínio humano é pautado em princípios, ou seja, busca por estados ideais de coisas que se almeja para tornar possível se aproximar deles, mesmo sabendo da impossibilidade de alcançá-los, ao menos naquele estágio de evolução.

Por tal razão, muitos dos que conseguem avançar mais o fazem por estabelecerem como meta o estágio mais alto possível, ainda que saibam ser impossível ou quase impossível alcançá-lo.

A tarefa do ser humano é, portanto, pautar sua vida o máximo possível na perspectiva crística, sem se desesperar para alcançar estágios altos o mais rápido possível. Daí se nota, mais uma vez, que todas as tomadas de decisão precisam ser pautadas em um grande equilíbrio em meio a cenários paradoxais, algo que se atinge com um bom crescimento da moralidade e da intelectualidade, juntas, facetas de um mesmo conhecimento humano.

É claro que nem sempre uma faceta acompanha a outra e o espírito pode avançar bem mais em apenas uma delas, mas isso não é o desejável e, provavelmente, termina criando dificuldades no progresso dele.

Na medida em que vão se tornando evoluídos, os humanos querem raciocinar a sua fé, conforme dito no Capítulo XXIV do Evangelho segundo o Espiritismo, “e é então que não se deve colocar a candeia sob o alqueire, porque sem a luz da razão, a fé se enfraquece”[6]. A Ciência Espírita é a “luz da razão”, é o conhecimento que pode elevar os humanos e retirá-los do atual caminho de guerras, conflitos, crises e sofrimento.  

 

 

[1] http://jornalggn.com.br/noticia/a-ciencia-espirita-por-marcos-villas-boas

[2] http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/07/135.pdf

[3] http://febnet.org.br/wp-content/themes/portalfeb-grid/obras/evangelho-guillon.pdf

[4] http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/07/135.pdf

[5] https://www.youtube.com/watch?v=PvsFXc-itw8

[6] http://febnet.org.br/wp-content/themes/portalfeb-grid/obras/evangelho-guillon.pdf

 

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32 comentários

  1.   Com todo o respeito pelas

      Com todo o respeito pelas crenças do autor, não existe “Ciência Espírita”, bem como não existe “Ciência Feminista”, “Ciência Socialista”, “Ciência Americana” etc. Ou é Ciência ou não é, o resto é deturpação na tentativa de pegar carona no prestígio que a palavra “Ciência” carrega desde  ao menos o Iluminismo.

  2. O fundamentalismo kardecista

    O fundamentalismo kardecista é tão nocivo tanto à religiosidade, quanto à ciência. A começar por sua arrogância doutrinária e por seu espírito dedutivo de raciocinar a partir de verdades eternas que não se questiona (dentro do velho conceito de verdades reveladas que nada tem em comum com a moderna ciência). Tudo o que a moderna ciência não é, o kardecismo, supostamente científico, afirma. É um espírito positivista dogmático que está irremediavelmente preso ao século XIX e que se apresenta como doutrina inquestionável.

    Imagine se este espírito arrogante e dogmático tomasse conta de todos os nossos centros de pesquisa científica… Voltaríamos a viver como na Idade Média, com um verniz de século XIX. Ora, este espírito dogmático é que foi um grande obstáculo para o desenvolvimento das ciências naturais e humanas desde o Renascimento. Se ele não tivesse sido enfrentado, tanto por Galileu e Newton, quanto pelos filósofos iluministas, ainda estaríamos vivendo sob este manto dogmático que mais oculta do que revela os mistérios do universo. Um dos princípios fundamentais da ciência moderna é o de não começar o conhecimento por meio de deduções de verdades prévias, mas, pela observação e experimentação ir, continuamente, por indução e raciocínio analítico, fazendo contínuas descobertas que vão sempre questionando verdades estabelecidas e redimensionando-as não através de um doutrinarismo formalista e escolástico, mas de uma contínua busca dialética de novas teorizações sempre provisórias e parciais (tudo o que o kardecismo não consegue apreender, porque parte de um corpo doutrinário estabelecido que nunca é questionado em seus próprios princípios).

    O conceito de evolucionismo do kardecismo, por exemplo, é muito próximo ao superado evolucionismo eurocêntrico colonial amplamente questionado por uma ciência que o kardecismo nem toma conhecimento, a antropologia. Além disso, nada tem que ver com o evolucionismo biológico de Darwin, porque é uma ideologia que, ao mesmo tempo, se pretende “científica” e religiosa (velho problema que o integrismo da teologia de um Tomás de Aquino causava para o próprio desenvolvimento livre da ciência até que Galileu, no século XVII, começa a questionar duramente esta maneira dedutiva de supostamente estabelecer verdades eternas sobre a ciência dogmática) e não problemtiza nada, nem a si mesma, muito menos.

     

     

    • Que tal ler o Espiritismo? A Gênese de Allan Kardec, por exemplo, iria lhe esclarecer bastante, inclusive com os esclarecimento de Galileu. Tudo no século XIX, antecipando o que a Ciência descobriu posteriormente. Se quiser ir mais longe, o médium Chico Xavier psicografou André Luiz em Evolução em Dois Mundos, que nos esclare mais dados que a Ciência só viria a confirmar posteriormente. É difícil opinar sobre o Espiritismo sem estudá-lo, mas esses dois livros são as chaves das sua dúvidas.

  3. Moral: falsos fundamentos espíritas.

    A ciência da moral é a psicálinise freudiana! 

    Freud ao longo de toda sua obra demonstrou que a pulsão fundamental da moral é a libido, o qual é sexual. A partir dele se diferencia o cárater, a moral e confirmação heterosusual ou não. Cristo buscou a imolação na cruz por culpa, explicou Freud em Totem e Tabu, desejou tão intensamente Maria, mas tendo um superego rígido, formado por seu pai José, que buscou a cruz como expiação para seu desejo.

     

    • Desculpe-me, mas Jesus não

      Desculpe-me, mas Jesus não teve pai….era costume dos romanos estuprar toda e qualquer mulher…Jesus foi aceito por José

      • Que obra?

        Que historiador SÉRIO, ACADÊMICO, comprovou que as mulheres eram estrupadas? 

        Livros espíritas  não valem, pois o espiritismo não é nem ciência, nem possui teorias e métodos históricos.

      • Que obra?

        Que historiador SÉRIO, ACADÊMICO, comprovou que as mulheres eram estrupadas? 

        Livros espíritas  não valem, pois o espiritismo não é nem ciência, nem possui teorias e métodos históricos.

      • Ciência da moral: psicanálise freudiana.

        Para chegar a ser puro, o que não existe, um dia o espirito foi impuro.

        Nas vidas impuras esteve submetido a libido e ao complexo de édipo e eleckta.

        E então?

  4. Humildade sempre.

        O Espiritismo vem à frente ,mas se a Ciência provar o contrário ,ele , o Espiritismo estará apto a se redimir , pois a Humildade é seu lema e guia. Já nos ídos de 1800 , Alan Kardec com o Livro A Genese ( 1868) , colocou-se no flanco avançado da Ciência ,mostrando ali a Origem do Universo ,confirmada séculos depois com a Teoria do Big Bang . Deus , Cristo e Caridade !!! 

  5. Carl Jung.

       Freud desconhecia a existencia da alma , por isso os seus equivocos , atribuindo aos males humanos os traumas sexuais. 

       Carl Jung um dos seus parceiros até certo período ,desconectou-se dos pensamentos Freudianos ,e optou por ir além , estudou os males pela ótica da Alma  Imortal.

    • Ignorância espírita!

      Em De Anima, Aristóteles já definia alma como conjunto de setimentos, que morria com o corpo.

      A alma, real, foi conceituado por Nietzsche como conjunto de pulsões. 

      Os espiritas falam sem entender de nada.

  6. fui censurado ?

    recentemente fiz criticas à doutrina espirita ,neste blog. Depois disso posts meus não foram publicados , escrevi aos editores e não obtive resposta. Estou sendo censurado neste blog ?

    • Puro preconceito! Critica sem

      Puro preconceito! Critica sem conhecer a fundo.  O que já leu a respeito? Pesquisou a vida dos espíritas que doaram sua vida ao outro, como Chico, Bezerra e Divaldo?

       Não gostar é um direito. Não concordar é um direito,. Mas criticar sem sólidos fundamantos, por favor, evite isso, meu irmão. Grato!

  7. FALTAM “ESPÍRITAS CIENTISTAS”!

    AS ASAS DO SENTIMENTO E DA RAZÃO PARA A ELEVAÇÃO DO SER

    Obrigado Marcos! Valorizo o Espiritismo embora faça sérias críticas a forma como se organizou e consolidou. Corre o risco de transformar-se numa corrente dogmática, embora todos os adeptos neguem isso.

    Mas seu texto estimulou-me a fazer algumas reflexões.

    O método de elevação espiritual proposto por Kardec valoriza as duas asas: a do Coração e a da Razão. E dá maior destaque a Asa do Sentimento ou do Amor. Destacamos duas citações das obras básicas.

    “Os bons espíritas”- 4. Bem COMPREENDIDO, mas sobretudo bem SENTIDO, o Espiritismo leva aos resultados anteriormente expostos, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o cristão verdadeiro, pois que um o mesmo é que outro. O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.” (1)

    (1)          DE “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”, CAPÍTULO 17 ––“ SEDE PERFEITOS”  ALLAN KARDEC (1864)

                                       

    “Já não é somente de desenvolver a INTELIGÊNCIA o de que os homens necessitam, mas de elevar o SENTIMENTO e, para isso, faz-se preciso destruir tudo o que superexcite neles o egoísmo e o orgulho.” (2)

    (2)          DE “A GÊNESE”, SINAIS DOS TEMPOS –ALLAN KARDEC (1868)

     

    Diante do tema “Moralidade e Intelectualidade na Ciência Espírita” existem dois aspectos complementares.Por um lado, a Asa do Amor é, de fato, a mais fundamental. Por outro lado, na Era do Conhecimento, em pleno século 21,  é a Ciência que detém o Poder. Um tipo de Poder amplo e difuso, que num passado remoto, séculos atrás, já foi ostentado por uma elite de sacerdotes/filósofos, como no Egito Antigo.

    Hoje,  Doutrina Espírita é vista pela maioria das pessoas como “mais uma religião”. Mas ela só ganhará crédito apropriado se empregar “métodos científicos” para levar esse conhecimento aos segmentos acadêmicos e intelectuais. Há um equívoco quando o espírita se acomoda: ele lembra que Kardec foi um professor francês que adotou o rigor científico em sua investigação dos fenômenos espíritas. Assim,  o Espiritismo já  teria nascido Ciência. E, por esse motivo, não precisaria ser acolhido pela “ciência oficial” ou por “institutos independentes de pesquisa científica”. O fato real é que o trabalho de Kardec ficou incompleto. Chico Xavier teve missão de dar o maior impulso e exemplo ligado à Asa do Amor, e virou filme. Há que cuidar-se da Asa do Conhecimento Espírita, fora das esferas dos próprios núcleos. Parece que só os brasileiros podem fazer isso: o Espiritismo nasceu na França, mas apenas se consolidou na terra de Jobim.

    Conheço, por exemplo, renomado instituto de pesquisa nos EUA, fundado nos anos 70 por um ex-astronauta (Missão Apolo 14, 1971). É dedicado ao estudo da convergência entre Ciência e Espiritualidade. Reúne centenas de pesquisadores. Tem belo website, onde há o conhecido instrumento de busca (search). Se digitar a palavra “Buddha” aparecem 16 resultados. Se digitar a palavra “Patanjali” (Fundador da Yoga) aparecem 10 resultados. Se digitar a palavra “Reincarnation” aparecem 6 resultados. Se digitar a palavra “Mediumship” aparecem 30 resultados. Se digitar a palavra “Parapsychology (3)  aparecem 100 resultados!!!!. E se digitar a palavra “Spiritism” ou “Kardec”: aparece ZERO resultado!

    Esse fato deveria estimular  os espíritas brasileiros a ficarem menos enclausurados em “seus centros” e criar projetos de pesquisa para dialogar com o mundo, em outro patamar, com outra linguagem. Divaldo fala bem, viaja por dezenas de países, porém cita “outros cientistas”  para apoiar a tese espírita. Parece que faltam os “espíritas cientistas (4)”!

        (3) Parapsychology is a field of study concerned with the investigation of paranormal and psychic phenomena which include telepathyprecognitionclairvoyancepsychokinesisnear-death experiencesreincarnationapparitional experiences, and other paranormal claims.

    (4)         Existem alguns nomes “Hernani Guimarães Andrade” (1913-2003); o Dr. Sérgio Felipe da Associação Médico-Espírita; a dra. América Paoliello Marques (1927-1995), psicóloga clínica e pesquisadora que escreveu tese de doutorado sobre os fenômenos de regressão de memória;  o Dr. Alexandre Moreira de Almeida, médico psiquiatra que defendeu tese de doutorado sobre “médiuns espíritas”… Porém, é muito pouco diante do desafio do Espiritismo que, segundo Kardec,  teria dimensão planetária. Teria mesmo uma Missão Civilizatória: talvez ajudar a tornar a Humanidade mais Humana!

    Tudo isso, Marcos, tem forte convergência com seu argumento inicial de que “o pilar científico do Espiritismo precisa ser mais bem desenvolvido para que possa suportar racionalmente os ensinamentos morais…”

  8. materialismo e ciência

    Em 2003 foi criado por Paul Geisert e Minga Futrell um movimento que fomenta a visão de mundo naturalista e alinhada com a ciência, livre de elementos misticos e sobrenaturais, conhecida como “bright”. Entre os brights famosos podemos citar Richard Dawkins e Daniel Dannett. Um movimento que pretende unir diversas filosofias entre elas o ateísmo, deismo, agnosticismo,panteísmo,pandeísmo.

    No entendimento bright o espirito é o conjunto de elementos imateriais que constituem nossa personalidade : nosso intelecto, nossas emoções, sentidos ,  moral, caráter ,pensamentos,consciencia. E tudo isto é produto da matéria.

    Desde Nietzsche o homem busca reconciliar um projeto darwinista da moral. É sabido que elementos como a compaixão, a reciprocidade, a solidariedade, a empatia são indispensáveis à vida social e são naturalmente previlegiados num modelo evolutivo que dispensa qualquer explicação sobrenatural. Elementos como a autoridade, a hierarquia, o patriarcado estão ligados às origens tribais e primitivas do homem.

    Ser materialista não significa se apegar às coisas materiais e sim ter o entendimento de que se conhecendo a matéria e suas relações se tem o núcleo para o entendimento de tudo que existe. É o materialismo o fruto legitimo da ciência pela sua caracteristica natural e comprovável. Qualquer doutrina que faça uso do sobrenatural para fundamentar seus dogmas é religião , o dogma central da ciência é o natural . Se ofendo aos espiritas, recorro ao filósofo Daniel Dannett para me desculpar : ” Não existe maneira educada de dizer a uma pessoa que ela tem dedicado sua vida a uma bobagem “.

    • Materialismo

      Marcelo, para a Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec o Espírito é matéria quintessenciada, a nossa ciência ainda não é capaz de catalogar essa matéria. Pode ser dificil para os teóricos acreditarem que a Doutirna Espírita seja Ciência, no etanto, quem já presenciou um parente morto em fenômeno de materialização tem convicção de que houve fenônemo ali, que pode ser magnetismo, física quântica etc.

      Aliás, a Doutrina Espirita preza pela simplicidade de raciocínio, sem muita necessidade de construção retórica e sim aplicação prática. O método de Allan Kardec e dos Espíritos que trabalharam com ele sempre foi: todo efeito tem uma causa e todo efeito inteligente tem uma causa inteligente.

      Os conceitos de humildade e simplicidade não são os de Espinos, qualquer pessoa iletrada é capaz de estudar e praticar a doutrina espírita com mais facilidade do que um letrado. Sobre o texto acima, apenas a citação de Haroldo Dutra é que não corresponde à humildade e simplicidade, pois que ele é muito egocentrico.

      Questão 82 de “O Livro dos Espíritos”

      Q. Será certo Dizer-se que os Espíritos são imateriais?

      Resposta dos Espíritos: “Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação e com uma linguagem deficiente? Pode um cego de nascença definir a Luz? Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seia mais exato, pois deves compreender que sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos.”

    • Acusar de orgulho – velha estratégia espírita.

      Para domesticar os espíritas acusam os que deles discondarm de orgulhosos.

      Velha estratégida espírita. Instigar nos que discordam a culpa. 

      Bobagens espíritas. 

      Como bem disse Espinosa – não se deve ser nem orgulhoso, nem humilde.

      Pois humildade é sentir-se abaixo do que é!

      Orgulho é sentir-se acima do que é!

      Olhando o mundo do além, os espíritas não possuem a sabedoria maior que é a filosofia. 

      Aliás, falam em filosofia sem saber o que é.

  9. humildade ?

    Não considero humildade alardear um conhecimento exclusivo fora do alcance dos meros mortais . Considero má fé tentar se valer de alguma autoridade para fazer prevalecer este conhecimento não elementar ou não existente. Realmente , um país de boçais.  

  10. Não é ciência!

    No post anterior de Marcos Villa-Boa demonstrei que espíritismo não é ciência.

    Marcos não respondeu.

    Não deve saber que um dos procedimentos cientificos é o debate acadêmico.

    • Acho que posso falar um pouco sobre isto.

      As religiões muitas vezes divergem da ciência, o que é inconcebível para o espiritismo, pois ele jamais diverge da ciência, mas acontece que por apego aos seus próprios paradigmas a grande maioria dos cientistas deixaram de lado os estudos e pesquisas relacionados ao espírito e suas manifestações, porém não são todos os cientistas que abandonaram esta área do conhecimento humano, e desta forma muitos experimentos científicos são realizados a revelia do conhecimento do senso comum (Não passa na Globo!!!).

      Logo chegará o dia em que a ciência poderá comprovar a existência do espírito. Poderemos inclusive dialogar com espíritos desencarnados através de aparelhos apropriados para este fim.

      Ou seja, a base para o desenvolvimento científico (Feito por cientistas) dos assuntos relacionados ao espírito é o espiritismo, porque este é a doutrina dos espíritos, desta forma o espiritismo se apresenta como ciência (Ciências do espírito ou Ciências Espíritas), pois ele é um campo imenso a ser explorado pelos cientistas com os seus procedimentos científicos é os debates acadêmicos.

      Galileu quase morreu por afirmar que a terra é redonda, mas hoje em dia, devido a comprovação da ciência, ninguém mais contesta esta afirmação. O mesmo acontecerá com as afirmações do espiritismo, quando estas forem comprovadas pela ciência, enquanto isto, estas ficam armazenadas na área da Filosofia.

      Em resumo, quem faz ciência é o cientista, e este escolhe uma área da ciência para seus estudos, como por exemplo: Ciências Exatas, Ciências Sociais, Ciências Humanas ou Ciências Espíritas. Se assim não fosse, e um cientistas resolvesse estudar os fenômenos de manifestação espiritual, em qual área da ciência ele alocaria seus estudos?

      Não dá pra dizer que o Espiritismo é Ciência, nem Religião e nem Filosofia, pois o Espiritismo é muito maior para ter uma simples designação, porém temos a religião a Ciência e a Filosofia contidas no Espiritismo, e é por esta razão que ele se apresenta como uma fusão destas coisas.

      • A ciência não está num além!

        Marcos Carvalho respondeu em nome de Marcos Villa Boa: como todo espírita – com generalizações e um além para a ciência.

        Marcos Caravalho demonstrou que:

        1º) não sabe o que é ciência, pois não indica: relação sujeito-objeto; hipotéses. teorias; metodologia; falseabilidade. Conhece a Globo, mas não Locke, Aristóteles, Popper. Fala em paradigma, como se fosse possivel decretar a provisoreidade das leis da matematia e da física que mantém um edifico em pé;

        2°) efetua falácia de autoridade – os espiritas são como Galileu;

        3º) Situa a ciência num além – sempre num futuro para compravar a existência dos espíritos;

        4°) desconhece que a ciência dos espiritos é a psicalise freudiana.

  11. a pergunta que não quer calar

    Já que o blog abre espaço para religião espírita, por que não para evangélicos ou católicos que tem representação muito mais expressiva na população brasileira ?  

    • Por favor, escreva a matéria.

      Estamos esperando que você escreva a matéria, tenho certeza que o espaço será dado se a matéria for boa!!!

      Mas, não faça igual aquele cara que pedia para que Deus fizesse que ele ganhasse na loteria, mas não jogava!!!

  12. Exu – semi-deus da moral.

    Exu: como o Deus grego Hermes, é o caminho para conhecimento do bem e do mal. Coisa que os espíritas querem refugar, para não serem tachados de macumbeiros.

  13. Brasil, mostra a tua cara

    No intimo os espiritas entendem que são portadores do supra sumo do conhecimento cientifico, filosófico e religioso universal, a ponto de dipensarem explicações detalhadas, debates ou provas da sua doutrina a qual chamam de “ciência” , ou seja, tão verdadeira quanto qualquer lei natural. Estão num patamar intelectual tão elevado a ponto dos boçais que não os compreendem ou neles não acreditam simplesmente não serem “evoluidos” o suficiente e portanto devem ser afastados ou ignorados. Uma ameaça? ou só um narizinho empinado ?  Após toda esta superioridade elitista que não deve ser questionada nem posta em dúvida clamam pela HUMILDADE dos analfabetos espirituais. Ora senhores, nos poupem deste espetáculo de arrogancia , cinismo e hipocrisia . A profunda arrogancia e hipocrisia que suporta vossa doutrina é mais uma destas faces terríveis desta nossa republica de bananas . A palavra humildade em vossos lábios tem o mesmo valor de uma nota de 3 reais. Ao menos assumam a vossa ” inquestionável superioridade” , é o mínimo que merecemos.  

  14. Aqueles que acreditam na ” não existência dos espíritos ” provem e comprovem que eles não existem , ônus da prova são de voçês ! isso não é inversão do ônus da prova !

  15. + comentários

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