Vol. 2: “Traga sim o amado em 7 dias: mas ninguém pode saber, Ok?”, por Romulus

Vol. 2: “Traga sim o meu homem amado em 7 dias: mas em segredo! Ninguém pode ficar sabendo, Ok?”

Ou:

O Camdomblé não é anti-establishment. O establishment é que é anti-Candomblé. Isto é: até onde convir à hipocrisia brasileira

Por Romulus

O post de segunda-feira, “Golpe, dê licença: Santería, Candomblé e Calypso pedem passagem”, possibilitou trocas muito ricas com os leitores. Primeiro aqui no GGN, mas também no Facebook, no twitter e por email.

Trocas de muito valor, que vão desde o acadêmico, com a recomendação de artigo “da maior especialista contemporânea das religiões afro em Cuba”, ao rico relato pessoal de um dos comentaristas mais assíduos aqui do GGN.

Ele é mais conhecido pelo domínio ímpar do mundo das armas (quem será?) que pela sua devoção aos Orixás.

Agradeço e sigo o exemplo de generosidade deles dividindo com os demais leitores aquilo que ofereceram.

*   *   *

“Prazer, sou Professora Doutora na Cátedra ‘Macumba Cubana’ na Universidade Nova de Lisboa, ora pois”

Pedi, após a publicação do post, a opinião do antropólogo Gabriel Banaggia, cuja tese de doutorado versou justamente sobre a religião de matriz africana praticada pelos quilombolas da Chapada Diamantina (BA).

Sua tese, aliás, resultou no livro abaixo, publicado pela Editora Garamond no ano passado:

Gabriel não “ouviu dizer” nem leu em livros. Sou testemunha, como amigo que sentiu a sua ausência, dos anos passados por ele in loco com os quilombolas.

As conclusões do acadêmico estão no livro…

Mas quais serão as impressões – nada objetivas e totalmente subjetivas por favor – daquele que cresceu em um ambiente evangélico de classe média no Rio de Janeiro e fez uma imersão, literalmente, no mundo dos Orixás?

Quem sabe ele se anima e escreve um post contando para a gente?

Hein, Gabriel?

Enquanto esse post não sai, recomendou a leitura do artigo “Plasticidade e pessoalidade no espiritismo crioulo cubano”, da antropóloga portuguesa Diana Espírito Santo.

As aspas do início do post vêm do Gabriel. Ou seja, segundo o amigo trata-se “da maior especialista contemporânea das religiões afro em Cuba”.

*   *   *

E aí chegamos ao relato do nosso “Senhor da Guerra” particular aqui do GGN, junior50.

E faço já um spoiler do final do post:

–Não, ele não é filho de Ogum!

Segue a nossa troca nos comentários ao post de segunda-feira, em que junior50 dá sucessivas aulas:

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Dandalunda, Gum, Ossúm, Yemònjá

Por junior50

É político, social e antropológico, pois no Candomblé existem as “nações”, muito diversas, as quais não necessitam de “território” para continuarem prosperando, que mesmo dispersas há séculos, ainda possuem comunicação familiar, de tronco, pois se chegar em Havana, onde existem vários “terreiros”, em Santiago de Cuba estão os melhores, achará correspondência entre eles e os da Bahia e Rio de Janeiro, que cultuam o candomblé da nação de Ketú.

Ou no Maranhão/Piauí, em que certas casas de santo seguem o culto da nação gege, no qual os “orisás” são chamados de “voduns” ou “vodunsis”, igual a cerimônias que são praticadas no Haiti, Louisiana e sul da Flórida, as quais os cristãos erroneamente classificam como “bruxaria” ou voodo. Ali poderá conhecer Yemonjá, Ossúm (Oxum), Gum (Ogum), Ossowassy ( Oxóssi ) e os “legbá” (aqui conhecemos como exús – a divindade que nos comunica com os orixás ou os “orisás”)

Já no Recife os terreiros são conhecidos como Xangos, em homenagem a “Sangó”, pois na época da colonização açucareira, séculos XVII a XVIII, com o grande afluxo de trafico escravo, era a Xangô/Sangó a que eles pediam justiça.

Já em Cuba e no Caribe o culto principal dos escravos era para Ossumaré (o arco íris), a esperança.

Dandalunda é um dos “nomes” de Yemanjá/Yemonjá, reverenciados por exemplo na foz do Rio Parnaíba, onde os pescadores, por tradição, oferecem água salgada para Oxum-menina, e água doce para Dandalunda (pela tradição uma criança, uma “Janaina”). Fazem isso de forma a alcançar o equilíbrio, pois, ao saírem para o mar, devem prestar tributo. Tanto à água doce, de onde eles zarpam, como para o mar, de onde eles tiram seu sustento.

A Cosmogonia da África Ocidental, e sua influência nas Américas (Brasil, Colômbia, Panamá, Belize, Haiti, Caribe, Sul dos Estados Unidos), é muito abrangente. Tipo um estudo da Torah, o qual nunca terá um fim – e nem vou comentar a influência islâmica sobre o culto dos orisás em Benim e na Nigéria, onde a expansão islâmica utilizou-se dessas divindades tradicionais (animistas) para propagar sua religião, igual ao que a Igreja Católica fez nas Américas.

*   *   *

Obrigado!

Por Romulus

Obrigado pelo comentário enriquecedor!

Superou em muito a minha expectativa ao convida-lo para ler e comentar o post, inclusive com a correção de que há sim terreiros em Cuba.

Se não for invasão demais, pergunto:

Como vc, aqui a voz dos “homens maus do mercado” (como vc mesmo diz – rs), portanto parte do “establishment” desde sempre, foi parar nesse meio tão anti-establishment?

*   *   *

Palo Mayombe

Por junior50

Além da “Santería”, semelhante aos candomblés brasileiros, em Cuba, Sul dos Estados Unidos, Rep. Dominicana, Venezuela e Colômbia, subsiste a cultura religiosa africana do “Palo”, originária da área da Bacia do Rio Congo, e com uma diferença significativa em relação ao candomblé/voodo, pois não é do tronco linguístico yorubá, mas kikongo.

Sobre o “anti-establishment”:

É muito “establishment ” a prática e/ou crença nesses rituais, apesar de a maioria da população achar que se trata de “macumba” de periféricos, “gente baixa”, “inculta”, “pobre”, “de cor”. Os “espaços de culto” (terreiros) assemelham-se muito à realidade de nossa sociedade, desde alguns incrustados em favelas e/ou “comunidades” paupérrimas, cuja afluência de “filhos” é desse estrato social, até alguns sediados em bairros nobres de São Paulo, como Higienópolis, Jardins e Alto de Pinheiros, que atendem a pessoas de classes B para cima.

Políticos, de todos os partidos, banqueiros, pessoal do “mercado”, professores universitários, etc. são facilmente encontrados em alguns “terreiros” de São Paulo e outras capitais.

Já tive um Pai de Santo que foi Secretário da Cultura de um Estado nordestino, outro que é “Comendador”, e outro, um grande amigo, infelizmente já falecido, o Pai Doda de Ossayn, que nos anos 90 foi capa da “Veja SP”, alcunhado como o “Pai de Santo do PSDB”.

Detalhe: mesmo sendo “de mercado”, do “establishment financista”, “explorador dos povos”, “servo do globalismo imperialista”, nestes anos, longos anos, mesmo sem veleidades acadêmicas ou estudos sociológicos, por interesse religioso, de necessidade de crença, constatei que os cultos afro-brasileiros me levaram a conhecer um universo muito interessante de pessoas, muito díspares de origem e formação. Como, por exemplo, ter no mesmo espaço de culto uma “Dora de Oxum”, filha de um rabino, moradora de Higienópolis, convivendo com o Roberto (nome ne nascença), que é na realidade da sua opção de gênero “conhecida” como a Andréia de Oxumaré, uma transgênero, “mãe de santo”, que tinha um terreiro no Jd. Guarani, periferia da Brasilândia.

Meu filho, a “macumba”, aqui na América latina e Caribe, não é apenas uma religião. Posso até estar errado, mas se trata de um ótimo espaço de convivência, onde pessoas despem-se de alguns de seus valores e práticas. E interagem.

*   *   *

Traga sim o meu homem amado em 7 dias: mas ninguém pode saber, Ok?

Por Romulus

Ou:

O Camdomblé não é anti-establishment. O establishment é que é anti-Candomblé. Isto é: até onde convir à hipocrisia brasileira

Tem toda a razão – nessa sua (nova) aula.

(mais uma vez obrigado!)

Expressei-me mal.

Não queria dizer exatamente que as religiões afro são “anti-establishment”. Queria, isso sim, dizer que o establishment é que é anti-religiões afro.

Se não de fundo, como você mesmo aponta com os tantos exemplos que dá, ao menos na superfície.

Reina a hipocrisia – característica humana a que a sociedade brasileira elevou a alturas inéditas.

Sim… todos sabemos dos políticos, em especial os da velha guarda, que tinham seus pais de santo particulares. Aqueles a quem sempre consultavam antes de grandes movimentos.

Mas…

– Quão comum é alguém na vida pública, como Sergio Gabrielli, responder, quando perguntado em entrevista, que a sua religião é o Candomblé?

Disse isso numa “páginas amarelas” da Veja, salvo engano.

Arrisco dizer, inclusive, que a pergunta foi lá colocada para lhe denegrir a imagem.

– Denegrir? Ou seria enegrecer?

Mal comparando, como quando Boris Casoy perguntou a FHC se acreditava em Deus na disputa pela prefeitura de SP. Recebeu, em resposta, a negativa do “Príncipe dos Sociólogos”.

A lição da derrota que se seguiu foi bem aprendida por FHC. Em 94 frequentava missas e quase rezava terços diante das câmeras. Tudo devidamente registrado, é claro. Inclusive pela Veja!

Ah, a hipocrisia…

Mas voltando ao Candomblé:

Sim, madame faz trabalho “para trazer o homem amado em 7 dias”, todos sabemos.

Mas… em segredo absoluto!

As religiões de matriz afro sempre foram marginalizadas, discriminadas. De início social e racialmente, pelo sua indissociabilidade dos negros e da negritude. Todos, então, ainda por cima pobres e sem educação formal.

Mas, posteriormente, também foram discriminadas politicamente.

Primeiro, ali no Estado Novo, quando Getúlio louva “a dignidade do trabalho” em contraposição aos “vagabundos”, “vadios”, “malandros da Lapa”, “capoeiras” frequentadores das rodas de samba e… dos terreiros!

Aqueles que, como mostrado na Revolta da Vacina e em outras ocasiões na (então) Capital, não eram exatamente inDolentes mas sim inSolentes – na melhor acepção do termo.

Está aí Madame Satã – lenda da “velha Lapa”, no Rio de Janeiro, que não me deixa mentir.

Primeiro ouvi a seu respeito, ainda menino (certamente descuido de papai…), pelo meu avô, que, então jovem na Marinha, saía correndo com seus camaradas da farra na Zona quando alguém soava o alarme de que “chegava Madame Satã”.

Esse, além de “vagabundo”, “malandro da Lapa”, capoeira e “macumbeiro”, ainda por cima era explosivo e “altivo” – não levava desaforo para casa. E, pior de tudo, “veado” e “prostituído”!

Confusão garantida, ora pois.

Madame Satã, sim, anti-establishment – mais do que (“apenas”) marginalizado pelo establishment.

Jovens militares brancos – embriagados, é certo, e na companhia de “damas da noite” – fugirem do negro gay macumbeiro que não levava desaforo para casa?

Quer mais subversão da ordem do que isso?

Mas, ainda na dimensão de marginalização do Candomblé, e não propriamente oposição ao establishment, concordamos que gente de todos os estratos sociais vai lá ao Terreiro se consultar com a mãe de santo.

(já tratamos do segredo dessas visitas aí em cima…)

Mas lembremos de outras características que reforçam a sua marginalização:

– A ausência total de maniqueísmo no seu panteão de deuses – todos ambivalentes e dúbios (“tríbios”? “quadríbios”?… “ENEíbios”?). Quando não contraditórios, como somos todos.

Toleramos deus que não é o bem absoluto? E pior: o “inimigo” que não é o mal absoluto?!

“Cruz-credo!”

– Como tolerar um culto em que seus sacerdotes – muitos negros e/ou mulheres e/ou pobres e/ou gays – até trans, como você aponta! – e/ou sem educação formal – sentam em “tronos” enquanto os devotos – talvez homens brancos heterossexuais ricos com pós-doutorado – sentam-se no chão?

É subversão da ordem (deste mundo) demais!

Sim ou não?

*   *   *

Interlúdio

Ligo para a minha mãe para lhe contar do post.

Conversa vai, conversa vem, e ela me conta que as guias de “Yemanyá”, cuidadosamente trazidas e mantidas pelo seu companheiro da sua última viagem a Cuba, romperam-se.

– Ê-ê!!

O “ateu” filho da Orixá zelosamente catou cada uma das missanguinhas no chão.

Antes, recusara-se a falar muito do encontro com essa sua mãe divina na ilha. Mas uma coisa lhe escapou:

– Justamente a reprimenda e a ordem para que “não brincasse tanto com o seu nome”.

– Ê-ê!! (2)

Minha mãe, com pena por causa das guias arrebentadas e do filho estranhado da “mãe”, procurou saber onde haveria um terreiro para que as guias fossem reparadas. Ou para que lhe fossem dadas novas.

Disse-me que é tarefa dificílima encontrar um hoje no Rio de Janeiro.

A esse propósito…

Salvo engano, em algum comentário perdido neste mar do GGN (mar… de Iemanjá?), você comentava que “tinha” um terreiro na Barra da Tijuca.

Confere?

De repente é justamente desse, logo nas margens da praia, de que o “ateu” cubano está carecido.

*   *   *

E por que meto esse interlúdio aqui no meio da minha resposta?

Para anotar que os terreiros do Rio de Janeiro – cidade cujo porto foi o que mais recebeu escravos negros no mundo! – sumiram.

Foram dilapidados…

>> “Dilapidar” – do Latim dilapidare, “arruinar, destruir, estragar a pedradas”, de dis-, “em pedaços”, mais lapidare, “atirar pedras”, de lapis, “pedra”. <<

Terá sido à base das mesmas pedras de intolerância que acertaram a cabeça daquela menininha da foto?

Sim, os evangélicos avançam com voracidade nas antigas “hinterlands” (“áreas atendidas”, “áreas de influência”) dos terreiros, todos sabemos.

*   *   *

O avanço do fundamentalismo cristão deixa suas marcas na sociedade. Mas também na política, ora não.

Pequena retrospectiva das estelas (pedras?) marcando esse avanço que me vêm à cabeça:

(i) José Serra – o “pastor maluco” da eleição de 2010 – fora anos antes fotografado à distância por fotógrafo da Veja quando, em viagem a Cuba como Ministro da Saúde, tivera um encontro casual com uma mãe de santo nas ruas de Havana – devidamente paramentada de “baiana” – que “lera a sua mão”.

– Hoje José Serra posaria para foto semelhante?

– Hoje a revista Veja publicaria o flagrante?

(ii) Lembremos ainda do malfadado apoio dado pelo casal Garotinho, proeminente entre os Evangélicos, ao Opus Dei Geraldo Alckmin no segundo turno de 2006.

Primeira recomendação de Rosinha Garotinho, então governadora do Rio?

– Sabemos bem como são comícios e campanhas pelo Brasil… mas, pelo amor de Deus (?), não se deixe fotografar tomando banho de pipoca. E nem com baianas amarrando fitinhas nos seus pulsos!

(iii) Mais recentemente, lembremos do episódio em que Fernando Collor – esse sim sempre “bateu cabeça”! – veio a sofrer represálias da Rede Globo pelos intermináveis ataques que fazia à emissora no Senado.

A forma da vingança?

A divulgação no Fantástico, como principal atração da noite, de “entrevista-bomba” com Rosane (ex) Collor, “devidamente convertida ao Evangelho” (Aleluia!), em que ela revelaria os “rituais de magia negra” a que o (ex) marido se submetia.

Relatou, inclusive, “noites dormidas banhado em sangue de boi num porão”.

Oh, que horror!

– “Queima, Jesus!”

– “Está amarrado e repreendido em Seu nome”!

[Nota: não coloco link para a entrevista por ser abjeta. Tanto pela dimensão de vendeta política rasteira (da Globo) – e também pessoal (de Rosane), como por incitar a discriminação e o ódio religioso. Não precisamos de mais do que aquele que já existe.]

*   *   *

Epílogo

Sendo indiscreto novamente:

– Quando perguntam a sua religião, como a Veja perguntou a Gabrielli naquelas “páginas amarelas”, o que responde?

– A resposta varia de acordo com o local e com quem pergunta?

– Em caso negativo, a resposta alguma vez já causou constrangimento se dada no meio “inadequado”?

– E para fechar: você, nosso expert da indústria bélica, é filho de Ogum? 😉

*   *   *

Tecnicamente

Por Junior50

Oyá – inlá – kekere (a “pequena senhora do tempo”, já idosa ), que responde por Osá – o – gyan (Oxalá jovem). Já o Gum é “Sóroké”, que anda com ele.

Nada é simples.

*   *   *

Ainda bem!

Por Romulus

Simplificação é para facilitar explicações, para ensinar.

Para dar as ferramentas com que se poderá começar a compreender, apreciar – e atrair para? – as complexidades.

Vale para tudo.

Ciências e religião.

*   *   *

Mas estou falando sério:

Deixa as direções do terreiro da Barra!

O cubano tá carecido.

Imagina se o meu post e as suas respostas levarem ele de novo pro colo da mãe?

Já fica tudo pago.

*   *   *

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(perfil da minha brava e fiel escudeirinha)

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16 comentários

  1. Pra mim as religiões têm

    Pra mim as religiões têm tanta utilidade quanto uma panela sem fundo: Nenhuma.

    Já, para os que dominam o mundo e fazem as coisas acontecerem, as religiões têm muita utilidade:  Fazer as populações permanecerem inertes, omissas, esperando um messias ou um espírito ou a justiça divina ou o juízo final.

    O poder emana do povo, mas se o povo insiste em ficar esperando um messias, não se mexe  para salvar a si próprio.

    • Religiao é o problema?

      Ha pessoas muito mais capacitadas do que eu para falar do fenomeno religioso, mas apenas uma constataçao:

      – como alegar que a religiao “entorpece” e deixa o povo “manso” um dia depois de um jovem de 19, em seu nome, degolar um padre de 86 que oficiava a missa num altar?

      • Quem politizou a religião

        Quem politizou a religião islâmica foram os donos do mundo, os donos do din din.

        Guerra santa é consequência da politização das religiões. Usa-se religião para mover a massa de acordo com os interesses dos poderosos. 

        Vê se em Dubai tem terrorismo islâmico…

  2. Passo aqui para te dar um Alô

    Passo aqui para te dar um Alô Romulus,mas te aviso que

    só vou ler o artigo depois(ele é longo,preciso estar calmo para lê-lo)

    Abraço e obrigado por estes artigos q acho num estilo “diferente”!

    Obs:Desculpe sou assim,uns comentários são agregadores(poucos) e outros “descompromissados”!

    • Alô! de alguém que é gauche na vida

      Artigos em estilo “diferente”…

      Hmmmm

      Hoje mais cedo estava recitando para uma amiga Drummond:

      “Quando nasci, um anjo torto 
      desses que vivem na sombra 
      disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida”.

      Sou gauche na política.

      E na escrita também, ora por que não?

      Reprimenda:

      Faltou o comentário à noite! Rs

  3. Nunca ninguém fez nenhum “despacho” na cabana de Pai Tomás

    Sobre esse tema, acho interessante a abordagem de Antonio Risério, no livro “A utopia brasileira e os movimentos negros” (resenha aqui: http://jornalggn.com.br/noticia/fora-de-pauta-268).

    Risério, que é baiano, andou arrumando encrenca com movimentos negros por conta de suas posições pouco usuais no meio (é contrário à “importação” da abordagem dos movimentos negros norte-americanos). Não sei o resultado dessa briga. Conheço pouco do assunto, é grande o risco de estar falando bobagem, mas gostei da sua forma de ver o assunto, que me pareceu inovadora. Ele afirma que temos mais afinidade com a tradição negra cubana que com a norte-americana.

    “Sublinho o assassinato espiritual do africano nos EUA. Lá – sob a pressão cruel e poderosa do poder puritano branco – as culturas africanas foram destroçadas, varridas do mapa. É por isso que não há orixás nos EUA (eles só começaram a voltar no século 20, com migrações antilhanas). Os pretos abraçaram a Bíblia. Criaram uma variante do cristianismo puritano. E como elementos, práticas e sistemas simbólicos de origem nitidamente africana inexistem na sociedade norte-americana, também inexistem na criação estética desta mesma sociedade. Dessa perspectiva, a cultura norte-americana pode ser resumida em poucas palavras: nunca ninguém fez nenhum “despacho” na cabana de Pai Tomás. O que vemos no Brasil é justamente o contrário disso. Faço o contraponto para mostrar as enormes diferenças que existem entre as experiências históricas e sociais do povo brasileiro e as do povo norte-americano, com a sua rígida separação entre um mundo cultural branco e um mundo cultural negro, coisas que são fundamentais, mas que nossos atuais racialistas político-acadêmicos não levam em consideração. Se o que aconteceu nos EUA tivesse acontecido também no Brasil, em Cuba e no Haiti, não teríamos hoje sequer vestígios de deuses africanos em toda a massa continental das Américas. Teria sido melhor assim? Não creio.”

    […]

    “O traço de união entre o Brasil e Cuba é a África. Em termos históricos, genéticos e culturais. Costumo dizer que Cuba foi uma Bahia tardia e, ao mesmo tempo, mais avançada. Mais tardia porque o apogeu da economia açucareira cubana aconteceu no século 19, quando os canaviais baianos se encaminhavam para a decadência final. Mais avançada porque o que se implantou lá foi um parque açucareiro moderno, efeito e causa da chamada “revolução agrícola” cubana. Nessa época, as populações negras do Brasil e de Cuba experimentaram uma mudança notável. Os bantos estavam desde o início em ambos os lugares. Mas a revolução agrícola em Cuba e o estabelecimento de nexos comerciais diretos entre o Brasil e o golfo do Benim, na África, trazem para os nossos países levas e mais levas de iorubanos – chamados “nagôs” no Brasil e “lucumís”, em Cuba. E os iorubanos vão marcar profundamente e para sempre as duas regiões, irmanando-as. Isto é muito claro no campo da produção cultural. Uma antropologia das formas estéticas no Novo Mundo mostra com clareza a presença africana, sobretudo banto e nagô (ou lucumí), nas criações brasileiras e cubanas. Antes que “hacienda” de Fidel Castro, Cuba é, mais profundamente, terra de Iemanjá e Xangô. Como a Bahia.”

    • Muito bom

      Obrigado pela referência.

      Ainda sobre a Cabana do Pai Tomás nao ter despacho, vc leu o post original de 2a?

      Viu o artigo da Cynara Meneses sobre a proibiçao dos tambores, dos batuques e “do Batuque” (com maiuscula) no Sec. XVIII nos EUA?

  4. Hy Brazil

    e aí, meu Nobre,

    “estrela matutina

    que no mar foi achada

    por Deus foi alumiada

    pelos anjos foi acompanhada

    seja esta estrela

    colocada em nosso segundo cérebro”

    Umbanda Astral Superior

    Omoloko -> Maria Batayo -> Custódio Caravana -> Centro Espírita de Umbanda Tenda de Oxalá, Sul de Minas

    em SP: http://www.centroespiritatendadeoxala.com.br/

    mas sabe qual é o “pobrema”? embora a espiritualidade seja uma característica básica do ser humano, em todas as épocas, culturas e tradições, já a religiosidade acaba sendo a perversão da espiritualidade.

    “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”

    Mateus 18:20

    p.s.: golpe, dê licença. nossa nação pede passagem. trazemos o amor ao final do sétimo dia. é nós por nós. salve o Divino Espírito Santo. saravá. assim seja.

  5. Religião

       Como fui citado, permito-me  classificar esta postagem como politica, em um sentido amplo, pois a cultura de um povo, somada a sua crença religiosa, é politica, afinal desde priscas eras, o controle politico de uma sociedade, teve bases religiosas, até mesmo o conceito de “Banco”, veio dos sacerdotes que acumulavam sementes ( Tigre x Eufrates ), e as distribuiam entre os plantadores, e cobravam “juros” sobre estas sementes anteriormente fornecidas.

        O vocabulo “religião”, de origem, tem o significado de “religar”, ou seja ,uma ação eminentemente politica, com base em estruturar uma comunidade com relação a uma crença unitária, com todas as inferencias de Poder, que esta “religação” possa possuir, e um sistema de governo a ela seja constituido, tipo assim : A configuração da igreja católica representa a dimensão de poder do Império Romano, e em contra partida, os islamicos possuem o conceito da “comunidade próxima”, a “Umma”, muito semelhante as comunidades judaicas, e todas elas possuem dimensão territorial, a necessidade de implantar a sua “Fé”, sobre outras populações – portanto, caro Romulus, isto é alem de politica, é geopolitica. É muito assunto, academico, discutir sobre isto, mas que religião e religiosidade, são politicas, é um fato.

        Já Eu, Junior50, “macumbeiro” com orgulho, filho de Yansã com Oxalá, felizmente, trafeguei por varias confissões religiosas, sempre procurando entende-las, compreende-las, de base e origem católico, mas minha mãe foi comerciante, e quando ela saia para vender roupas, eu ficava na casa de uma familia judia – comi muito gelfite fish, acendi muita vela de shabah, acompanhado de comer “cholent ” após cair o sol, levantei amigos que tenho até hj. em seus casamentos ( se vc. for a uma casamento judaico, que o noivo seja magro ), e tb. acompanhei recitações do “kaddish”, quando amigos morreram, e obvio : Namorei uma Deborah, e fui varias vezes com um amigo, o Israel, em festas na Hebraica, assim como fui em jantares no Monte Libano. ( Clubes de São Paulo – o problema é que a comida do Sirio era bem melhor ).

        E por destino, ele existe, “maktub”, minha avó paterna era muçulmana de origem, mas “virou” católica espanhola e idosa, tipo Escrivá, e como a “lingua paga e cobra “, uma sobrinha minha, morando na Alemanha ( Rheinfelden, próximo a Romulus, pois é fronteira suiça, próximo a Basel ), virou islamica, pior ainda “sufi “, aprendeu arabe para ler o Corão no original, e óbvio, veio ao Brasil, apareceu em Guarulhos de “hijab” completo, todo preto ,pois era casada, e claro, como tenho amigos de negócios muçulmanos, o Ayub “Carlos”, não tive a menor duvida, em leva-la para suas orações de sexta-feira, na Mesquita do Brasil ( é de 1922 ), e claro, participei do culto, normalmente, pois como qualquer casa de oração, cobranças não devem existir, pois como qualquer terreiro, igreja, sinagoga, mesquita, templo, a todos elas estam abertas, e o proselitismo é Politica.

         Entender o outro, ele e suas crenças, sua cultura, suas práticas, sua concepção de sociedade, é POLITICA,  vai alem desta realidade, é comprende-los, é aceitar as diferenças –  para mim é matemático, pois equacionar as diferenças, em um sentido comum, harmonico, é “zera-las”.

         

    • por um novo sincretismo

      Romulus e junior50,

      com licença, que o tema me é altamente relevante

      assim como ocorre na política, as atuais formas de expressão da espiritualidade estão datadas e obsoletas. não mais correspondem as demandas e desafios contemporâneos.

      apesar de sermos maciçamente doutrinados sobre vivermos na era da hiper conexão, a desoladora constatação é estarmos como nunca afastados daquilo que realmente importa: a Terra, os seres vivos, nós mesmos.

      novas sínteses de outras formas de expressão da espiritualidade estão sendo gestadas, como na política outras formas de atuação e associação.

      uma espiritualidade que respeite os laços familiares, mas exija que acima deles se coloque a fraternidade que une todos os seres humanos e considere a vida, ela própria, como o mais sagrado valor.

      uma espiritualidade que se liberte do assistencialismo e do utilitarismo, que não mais seja usada para o atendimento de pedidos e eliminação de sofrimentos individuais e para obtenção de ganhos e vantagens pessoais.

      uma espiritualidade que se nos leve a compreender que todos os nossos problemas, sejam eles físicos, de saúde, afetivos, financeiros, emocionais, psicológicos, mentais, todos eles são em última instância problemas espirituais. desafios de crescimento em nosso caminho evolutivo para desenvolvimento de nossa consciência.

      uma espiritualidade que se exerça plenamente nas ruas, ombro a ombro, passo a passo, com os movimentos sociais em sua luta contra todas as formas de dominação e exploração.

      abraços

      .

      • Religiao se discute, mas…

         

        >> as atuais formas de expressão da espiritualidade estão datadas e obsoletas

        >> uma espiritualidade que respeite os laços familiares, mas exija que acima deles se coloque a fraternidade que une todos os seres humanos

        >>  que não mais seja usada para o atendimento de pedidos e eliminação de sofrimentos individuais e para obtenção de ganhos e vantagens pessoais

        Caro,

        Acho que religião se discute sim. Mas acredito que é terreno delicado em que se deve redobrar a atenção para não ferir suscetibilidades.

        E, principalmente, evitar o etnocentrismo e o proselitismo.

        Tudo o que você descreve eu, no meu caminho pessoal, já encontro no Evangelho:

        – Ama o próximo como a ti.

        Mesmo quem não é cristão tem de dar a mão à palmatoria: haja poder de síntese no tal do nazareno!

        Isso inclui tudo, inclusive o planeta.

        Como amar o próximo – incluindo aí as novas gerações – sem preservar o mundo onde vivem e viverão?

        O Evangelho é revolucionário!

        Não foi à toa que os poderes constituídos de então – temporal e (supostamente) “atemporal” – tiveram de matar esse perigoso insurgente. Não é à toa, tampouco, que baseada no Evangelho tenha surgido a Teologia da Libertação na nossa América Latina das veias abertas.

        Ademais, no Evangelho não há “pedidos e eliminação de sofrimentos individuais / obtenção de ganhos e vantagens pessoais”.

        A salvação é graça – favor imerecido de Deus. Não tem “troca” com o fiel.

        Não tem “você faz isso e Deus vai te dar aquilo”.

        Não tem “ou dá ou desce”.

        Isso aí só existe em igrejas neo-pentecostais que adotaram a teologia da prosperidade. Que alguns, como Caio Fabio, chamam de “macumba evangélica”. Macumba talvez, mas, pelo que me dizem os entendidos, isso aí nunca poderia ser chamado de “candomblé evangélico”.

        Aliás, é de se notar como as igrejas neo-pentecostais se apropriaram de elementos das religiões afro para crescerem em cima delas. “Encostos”, “trabalhos”, “sessões do descarrego”…

        Mais um sincretismo do Brasil.

        Esse totalmente vil.

        Nem toda jabuticaba é doce, não é?

        • o novo sincretismo já está entre nós

          ->”Acho que religião se discute sim. Mas acredito que é terreno delicado em que se deve redobrar a atenção para não ferir suscetibilidades.”

          por isto estou me referindo a “formas de expressão da espiritualidade”, que não é exatamente o mesmo que religião. as religiões são a institucionalização de formas de expressão da espiritualidade. e são estas que – também – se encontram muito aquém das exigências contemporâneas. sublinhe-se que podemos estar no limiar de um confronto nuclear, um evento de extinção em massa.

          ->” O Evangelho é revolucionário!”

          ->” Não é à toa, tampouco, que baseada no Evangelho tenha surgido a Teologia da Libertação na nossa América Latina das veias abertas.”

          sem dúvida! vc relatou algumas de suas experiências pessoais e pontos de seu histórico de vida. para ter um mínimo de paridade neste diálogo, vou fazer algo do mesmo (postura que não adoto em ambientes virtuais e abertos como este). passei a adolescência praticamente dentro de uma Comunidade de Base, no estilo Teologia da Libertação. meus pais eram católicos dos primeiros cursos de formação com Leonardo Boff e Carlos Masters. atualmente fico boa parte do tempo num sítio, numa casa onde já funcionou um centro espírita. mas não sou católico, nem espírita, tampouco seguidor de qualquer religião. embora possa me definir como cristão.

          ->”- Ama o próximo como a ti.”

          aqui permita-me um adendo. este trecho do Evangelho é sempre citado. mas incompleto. ou, no mínimo, desatualizado. em Mateus 22:39 Jesus reafirma aos doutores da lei: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” mas, prestes a ser crucificado, Jesus deixa um novo mandamento, em João 13:34: “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros.”. o “amor” pregado por Jesus é bastante específico, como consta em Lucas 14:26: “Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo.”

          as novas formas de expressão espiritualidade a que me refiro, são também um resgate dos ensinamento de Jesus em sua origem. e não em conformidade com os posteriores “doutores da lei”, sejam estes bispos e padres, anciões ou pastores, líderes espíritas ou pais-de-santos e chefes de terreiro. toda síntese nova deve se apoiar solidamente em suas raízes. para retomar a partir delas, atualizando conforme as exigências do contemporâneo.

          ->” Ademais, no Evangelho não há “pedidos e eliminação de sofrimentos individuais / obtenção de ganhos e vantagens pessoais”. A salvação é graça – favor imerecido de Deus. Não tem “troca” com o fiel.”

          corretíssimo! mas não é o que se constata na quase totalidade das atuais formas de expressão de espiritualidade, sejam institucionalizadas ou não. quase sempre são os pedidos para “trazer a pessoa amada de volta”, mesmo que metaforicamente sob a forma de curar males, conseguir emprego, arranjar matrimônio, afastar inimigos, etc… e nisto há uma imensa convergência com o neo-pentecostalismo, cuja prosperidade pode ser compreendida, no limite, como “vencer na vida” e ter “sucesso” em todos os níveis. um sincretismo regressivo.

          repare que o novo sincretismo a quem refiro já está entre nós. mas ainda passa desapercebido. muito porque ainda lhe falta uma “doutrina” formulada e uma associação explícita entre seus praticantes. do que falo? em seus posts vc relatou tanto a seu próprio respeito quanto de outras pessoas de seu relacionamento:

          -“ daquele que cresceu em um ambiente evangélico de classe média no Rio de Janeiro e fez uma imersão, literalmente, no mundo dos Orixás?”;

          – “O “ateu” filho da Orixá zelosamente catou cada uma das missanguinhas no chão.”;

          – “Além de rezas “extraordinárias” durante o dia, quando o bicho pega.”;

          – “Para uma igreja vétero-católica (“old Catholic”).”;

          – “Outras vezes, quando não comunguei com a “padra”, comunguei com um padre gay, com brinquinho e tudo.”;

          – “Também cresci em grande parte dentro de uma casa judia. Só não comia gefilte fish porque a “minha” família judia era Sefaradi e não Ashkenazi.”;

          *   *   *

          e aqui, permita-me uma confidência: eu tinha fortes evidências disto lendo os seus texto. incrível a quantidade de informação que existe em qualquer tipo de conexão, mesmo virtual e limitada! acrescento sermos nós Brasileiros a maior “nação de ascendência judaica” do mundo. Carvalhos, Salgueiros, Pereiras, todos cristão novos de origem autenticamente semita emigrando para a Nova Jerusalém, para construir uma nova síntese.

          *   *   *

          – “Tudo isso, evidentemente, antes de a yoga e a preocupação com o planeta me levarem  para o vegetarianismo.;

          – “As religiões de matriz africana não me são de todo estranhas”;

          -“a minha avó, mãe da minha mãe, era “médium”;

          – “Essa avó é neta de, segundo a tradição familiar, uma índia que foi “caçada no laço”;

          – “É muito comum os judeus buscarem terreiros de cultos afro-brasileiros.”;

          – “sem deixar em qualquer momento de ser judeu, social ou religiosamente, tornou-se, ele próprio, pai de santo. Sim: pai de santo… judeu… na aristocrática Ipanema!”;

          – “O suprassumo do sincretismo brasileiro?”

           

          meu Nobre,

          o novo sincretismo está sendo gestado por toda a parte, de um modo tão peculiar que ainda não é exatamente visível, a não ser para quem estiver com o olhar atento. está sendo trabalhado na vida mesmo de muitas e muitas pessoas. algo oculto justamente por estar na cara de todo mundo. sem que ninguém o veja, até mesmo aqueles cuja própria trajetória de vida é a gestação desse novo sincretismo: a expressão da espiritualidade da era do Divino Espírito Santo (apenas uma expressão para designá-lo, para ser possível referenciar, ok?)

          “E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;

          E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.

          E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.

          E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”

          Atos 2:1-4

           

          p.s.: comentário intencionalmente longo, como os seus textos. grande abraço.

          .

          • Va la ao Vol.3!

            Vc viu o volume 3, que publiquei na 6a?

            Tem isso ai que vc comentou acima e mais coisa.

            Da uma lida e coloca esse seu maravilhoso comentario la tb!

            E outros, caso venha a ter:

            Vol. 3: Quem tem medo de índia brava e nega maluca?, por Romulus      

            ROMULUS      SEX, 29/07/2016 – 19:00ATUALIZADO EM 30/07/2016 – 08:30

            Vol. 3: Canto – abafado – das três raças: quem tem medo de índia brava e nega maluca?

            Por Romulus

            – Primeiro, nosso “senhor da guerra”, junior50, diz o que é religião.

            – Igreja Católica com “padre” mulher, padre e casamento gay, contracepção e eutanásia. Sonho? Que nada: realidade aqui na Europa.

            – Só no Brasil: “muito prazer, pai Davi Cohen de Oxalá ao seu dispor. Shalom e saravá!”

            – O menino “branco”, que tinha medo de índia brava e de nega maluca, confrontado com o armário mal fechado que guardava – também mal – um segredo.

            – E fechamos com arte sim, senhor: a atriz Fernanda Torres conta da sua tia mãe de santo (!), Dercy Gonçalves conta do seu encontro com uma Pombagira mal-humorada e Clara Nunes encerra: o “Canto das três raças”.

            – Viva o Brasil: amem / saravá / namastê / shalom / salaam / evoé! … … … (complete você)

            *   *   *

            Ainda não embarcou na viagem cultural desta semana?

            Ainda não leu o “Vol. 1: Golpe, dê licença: Santería, Candomblé e Calypso pedem passagem” e o “Vol. 2: ‘Traga sim o amado em 7 dias: mas ninguém pode saber, Ok?’”?

            Certamente a nova aula do nosso “senhor da guerra” particular daqui do GGN, junior50, atiçará a curiosidade.

            Generoso novamente, divide conosco, sob o título “Religião”, pontos fulcrais da sua vida e do seu caminho na fé, ricamente banhado na diversidade.

            Tento, sem o mesmo poder de síntese dele (rsrsrs), retribuir a generosidade na sequência.

            E, no final, um (senhor) bônus: os “prefácios” que a leitora-xodó do Blog, Maria, escreveu para o Vol. 1 e para o Vol. 2 da viagem.

            Preparados?

            Soltem os cintos – joguem fora todas as amarras – e vamos lá!

            LEIA MAIS »

    • Citado?! Apenas? Você co-escreveu o post, ora. E gerou vol. 3:

      Citado? Apenas?

      Você co-escreveu o post, ora.

      E agora, generoso de novo, dá mais uma aula aqui.

      Assino embaixo de tudo o que você disse sobre o meu post “não político”.

      Não poderia ser mais político, ora.

      E mais: retribuindo a sua generosidade, anoto algumas semelhanças de trajetórias entre mim, o “esquerdista que sabe fazer conta”, e você, o auto-intitulado “homem mau do mercado financeiro”.

      *   *   *

      Vol. 3: Quem tem medo de índia brava e nega maluca?, por Romulus      

      ROMULUS      SEX, 29/07/2016 – 19:00ATUALIZADO EM 30/07/2016 – 08:30

      Vol. 3: Canto – abafado – das três raças: quem tem medo de índia brava e nega maluca?

      Por Romulus

      – Primeiro, nosso “senhor da guerra”, junior50, diz o que é religião.

      – Igreja Católica com “padre” mulher, padre e casamento gay, contracepção e eutanásia. Sonho? Que nada: realidade aqui na Europa.

      – Só no Brasil: “muito prazer, pai Davi Cohen de Oxalá ao seu dispor. Shalom e saravá!”

      – O menino “branco”, que tinha medo de índia brava e de nega maluca, confrontado com o armário mal fechado que guardava – também mal – um segredo.

      – E fechamos com arte sim, senhor: a atriz Fernanda Torres conta da sua tia mãe de santo (!), Dercy Gonçalves conta do seu encontro com uma Pombagira mal-humorada e Clara Nunes encerra: o “Canto das três raças”.

      – Viva o Brasil: amem / saravá / namastê / shalom / salaam / evoé! … … … (complete você)

      *   *   *

      Ainda não embarcou na viagem cultural desta semana?

      Ainda não leu o “Vol. 1: Golpe, dê licença: Santería, Candomblé e Calypso pedem passagem” e o “Vol. 2: ‘Traga sim o amado em 7 dias: mas ninguém pode saber, Ok?’”?

      Certamente a nova aula do nosso “senhor da guerra” particular daqui do GGN, junior50, atiçará a curiosidade.

      Generoso novamente, divide conosco, sob o título “Religião”, pontos fulcrais da sua vida e do seu caminho na fé, ricamente banhado na diversidade.

      Tento, sem o mesmo poder de síntese dele (rsrsrs), retribuir a generosidade na sequência.

      E, no final, um (senhor) bônus: os “prefácios” que a leitora-xodó do Blog, Maria, escreveu para o Vol. 1 e para o Vol. 2 da viagem.

      Preparados?

      Soltem os cintos – joguem fora todas as amarras – e vamos lá!

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