Austeridade e defesa de direitos: seminário propõe aprofundar, diversificar e qualificar o debate

do CEE-Fiocruz

Austeridade e defesa de direitos: seminário propõe aprofundar, diversificar e qualificar o debate

A importância da troca de ideias e pontos de vista, amadurecendo análises e buscando chegar a segmentos diversos da população, para além do “sou contra ou sou a favor”, pautou as apresentações e debates do primeiro dia do seminário Impactos sociais das políticas de austeridade, realizado na Fiocruz Brasilia, de 3 a 5 de dezembro de 2018 – os dois dias seguintes foram dedicados a oficinas, das quais buscaram-se subsídios para fomentar o debate sobre o tema. Olhares de áreas tão diversas quanto Direito e Economia, passando pelas reflexões de sanitaristas, convergiram para um ponto: é necessário que o âmbito do social, não do econômico, oriente as ações do poder público.

“Não precisamos estabelecer consensos, propostas únicas, mas caminhos para discussão que permita um avanço para o nosso país. Queremos trazer a diversidade para o debate”, disse o coordenador de Ações de Prospecção da Fiocruz, na mesa de abertura, em 3/12, na qual representou a presidente da instituição, Nísia Trindade Lima.

“Este não é um evento apenas sobre austeridade. Estamos sendo chamados a fazer algo diferente do que vimos fazendo. A sociedade está precisando não de uma troca de bandeiras. Hoje, instituições que produzem e aplicam conhecimento, e aprendem com essa aplicação, ficam em um círculo restrito, que não permite a expansão do debate”, observou o coordenador do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, Antonio Ivo de Carvalho, na abertura do evento. “De maneira qualificada, é preciso atingir segmentos mais amplos, para não pregarmos no deserto. Talvez haja um determinado grau de desinformação que abre espaço propício ao crescimento de certas ideias sem substâncias, de certos slogans. Muitas ideias emergiram na contramão dos valores cultivados na jovem democracia brasileira. Isso não pode ser combatido na base do sou contra ou sou a favor. É preciso pensar de forma mais madura em um momento especial de debates agudos, mas ralos. Este evento é uma experimentação nesse sentido”, destacou Antonio Ivo.

“Temos que mobilizar reflexões e ações em torno da conjuntura atual, sobre a qual precisamos nos debruçar. Devemos reforçar os espaços plurais para sustentar ações que contribuam para a diminuição das desigualdades”, afirmou a diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio.

Acesse o estudo do CEE-Fiocruz Políticas de austeridade e seus impactos na saúde.

Clique nos links abaixo para acessar a cobertura, podcasts e apresentações de palestrantes das mesas do dia 3/12/2018.

Pedro Rossi: Austeridade é remédio equivocado para crises econômicas

Nelson Marconi: ‘A EC 95 não é um mecanismo viável no controle das despesas’

Magda Lúcio: ‘O pacto dos últimos 30 anos acabou’

Rômulo Paes-Sousa: ‘Temos no Brasil as primeiras evidências dos efeitos restritivos do investimento na saúde’

Élida Graziane: ‘Há uma estratégia deliberada de atraso na execução orçamentária da saúde’

 

 

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