Minimizada, ômicron está matando idosos e bebês

Janeiro mostrou que a ômicron não é inofensiva, como desdenhou o presidente Jair Bolsonaro. A variante de Covid-19 mata idosos e bebês

Foto: Pixabay

Janeiro mostrou que a ômicron não é inofensiva, como desdenhou o presidente Jair Bolsonaro. A variante de Covid-19 está matando idosos e também bebês.

Somente nas quatro primeiras semanas do ano, 770 vítimas (ou 38,4% dos mortos por Covid-19) no estado de São Paulo foram maiores de 89 anos, mostrou coluna de Vinicius Torres, na Folha.

Ainda, em janeiro, quando desde dezembro nenhuma criança menor de 5 anos havia morrido por Covid-19, foram 9 crianças mortas, 6 delas bebês com menos de 1 ano de idade.

Por serem “somente” 770 idosos e 6 bebês, estes dados ocultos não ganharam destaque na imprensa, nem nos discursos do mandatário como suposto atuante no manejo da pandemia.

Mas, ainda, o apagão de dados de Covid-19 no próprio Ministério da Saúde, que até hoje não recuperou totalmente os dados, pode afirmar que a realidade do estado de São Paulo seja uma versão simplificada e diminuta do que vem acontecendo no restante do Brasil.

“Seja o que for que se pense a respeito, a estatística insuportável, mórbida ou o nome que se dê, recomenda que cuidemos de nossos avós, mães, pais. O massacre quase sempre foi maior entre eles; piorou.”

” A essa altura da nova onda de desgraça, não resta muito mais a fazer do que a cortesia mínima em relação à vida: não leve para junto deles os vírus que você pegou por qualquer motivo que seja, talvez muito provavelmente trabalhando, mas por vezes também em aglomeração fútil ou também desmascarada”, escreveu Vinicius Torres.

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