Problemas com tabaco matam um a cada dois fumantes

Sugerido por Cláudio José

 

 

Dia Mundial sem Tabaco: saiba como parar de fumar sem remédio 

Brasil tem 25 milhões de fumantes, 200 mil morrem todos os anos 

Fabiana Grillo e Vanessa Sulina, do R7

 

 

Fumante inala em cada tragada 7.000 substâncias

Thinkstock

 

No Brasil, há cerca 25 milhões de fumantes acima dos 15 anos. Você é um deles ou conhece alguém que faz parte dessa estatística? Então, saiba que: em cada dois dependentes, um vai morrer por problemas relacionados ao tabaco. Segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o cigarro mata 200 mil brasileiros por ano. Apesar dos números alarmantes, no Dia Mundial sem Tabaco, comemorado neste sábado (31), especialistas ouvidos pelo R7 mostram como largar o vício agora e ter uma vida melhor. Como incentivo, saiba que nos últimos seis anos caiu em 20% o número de fumantes no País, de acordo com dados recentes do Lenad (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas), realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Para o pneumologista José Roberto Jardim, da Unifesp, só há um modo de deixar o cigarro de lado: querer.

— Não adianta dar bronca, porque o fumante só vai largar se quiser. E, para isso, precisa ter uma razão, como medo de ficar doente, ter alguém da família ou amigo próximo que está doente por causa do cigarro ou mesmo achar que já fumou demais e que o cigarro não está trazendo mais nenhum benefício.

 

87% dos brasileiros se arrependem de ter começado a fumar

 

Em cada tragada, o fumante inala 7.000 substâncias diferentes, sendo 4.700 delas conhecidas. A nicotina está entre elas, mas, ao contrário do que muitos acreditam, é a que menos faz mal à saúde, alerta Jardim.

— Seu grande problema é a dependência. Desse total de substâncias conhecidas, de 40 a 50 são cancerígenas, ou seja, em cada tragada, a pessoa inala essa totalidade de “poluentes” para o pulmão.

“Cheguei a fumar bituca de cigarro de dentro do cinzeiro”, diz ex-fumante

 

Sou dependente mesmo?

O tempo de tabagismo não é o principal obstáculo do fumante. Segundo o especialista, o grau de dependência à nicotina é um dos fatores determinantes para ele ter mais ou menos dificuldade na hora de abandonar o vício. Para saber se o paciente é muito ou pouco viciado, basta fazer simples perguntinhas aos fumantes, explica a cardiologista Jaqueline Issa, diretora do Programa de Tratamento de Tabagismo do Incor (Instituto do Coração).

— Há um questionário para pessoas que fumam mais de 20 cigarros por dia. Verificamos, por exemplo, se essa pessoa fuma nos primeiros cinco minutos do dia. Se sim, o grau de dependência dela é elevado. Mas há também aquelas pessoas que consomem poucos cigarros, mas também são dependentes. Questiona-se se eles necessitam fumar para: melhorar atenção e concentração, quando está preocupado, tenso, estressado ou depressivo ou se fuma apenas em ambientes festivos e situações de prazer.

 

Alden Merlin e Isais Lanzeloti – Arte/R7

 

Tratamentos eficazes

Segundo Jaqueline, dependendo da quantidade de respostas, é possível determinar o grau de dependência e, assim, descobrir o melhor tratamento.

— No grau mais moderado da dependência, por exemplo, a simples mudança na rotina e atividade física já ajudam a largar o vício. Já para quem está dependente em grau de moderado a elevado, o tratamento com medicação alivia muito o desconforto e aumenta a chance de abandonar o cigarro.

Além da dependência física, o pneumologista Oliver Nascimento, presidente da SPPT (Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia), lembra que também há a “dependência psicológica e mecânica” que torna o processo ainda mais difícil.

— Muitas vezes, o fumante associa o cigarro ao cafezinho, outros têm o hábito de ficar mexendo no cigarro, por isso parar essas ações manuais depende muito da força de vontade. Se a pessoa não quiser, não há remédio milagroso que alcance esse resultado.

Jardim ainda ressalta que a ajuda profissional e o tratamento medicamentoso entram em cena quando o paciente já está dependente da nicotina.

— Se a pessoa não for dependente, pode largar de fumar sem muito sofrimento. Se ela fuma toda vez que toma café, precisa deixar de tomar café, por exemplo. Às vezes, há necessidade de associar à medicação.

8 em cada 10 fumantes já tentaram parar de fumar

Normalmente, o fumante precisa tomar remédio de três a seis meses, mas o tratamento dura cerca de um ano, explica a cardiologista. Ainda de acordo com Jaqueline, após o fim do uso do medicamento, o paciente precisa de apoio motivacional e incentivo do médico.

 

Adesivo, goma de mascar e cigarro eletrônico

Para aqueles com pouca dependência, uma alternativa pode ser o tratamento de reposição de nicotina, com o adesivo e a goma de mascar, explica a cardiologista do Incor. Mas a especialista ressalta que a “eficácia destes tratamentos é muito pequena”.

— A quantidade de nicotina que estes produtos liberam no corpo é muito pequena e demora muito a chegar ao cérebro, o que poderá não fazer diferença para a pessoa.

Já o polêmico cigarro eletrônico — proibido no Brasil, mas liberado nos Estados Unidos — não deve ser realmente utilizado como tratamento, segundo Jaqueline.

— Cigarro eletrônico é o novo caminho para a dependência à nicotina, pois os usuários ficam dependentes do aparelho. Você está trocando um vício pelo outro e a pessoa deve buscar tratar o vício. Além disso, ele também tem substâncias cancerígenas. Tenho vários pacientes que são viciados em cigarro eletrônico.

Além disso, o presidente da SPTT afirma que hoje não há uma padronização das substâncias que compõem o cigarro eletrônico, portanto, pode trazer substâncias prejudiciais à saúde.

Apesar de liberado nos EUA, o pneumologista da Unifesp José Roberto Jardim ressalta que o país está “estudando uma medida para regulamentação da venda”, pois, segundo ele, há “um aumento na quantidade de adolescentes de 14 e 15 anos fumando cigarro eletrônico”.  

— Eles estão usando pela moda. O receio do governo [americano] é que, ao final, estes adolescentes terminem viciados em cigarro. Uma curiosidade é que lá os fumantes pagam taxas mais altas de saúde que os obesos. Os dependentes do tabaco têm mais risco de morte.

 

Não tenha medo de engordar

Um dos grandes medos do fumante é engordar ao largar o cigarro. Mas, fique calmo! Segundo os especialistas, isso realmente acontece, mas o ganho de peso é tão baixo, entre 1,5 kg e 2 kg, que chega a ser insignificante. O médico da Unifesp aponta algumas razões para este cenário.

— Quando a pessoa fuma, ela irrita os órgãos sensores do cheiro, o que acarreta em prejuízo do paladar. Quando ela vira ex-fumante e passa a sentir gosto, é natural que coma mais.

Entre outros motivos estão a vontade de comer mais carboidrato, a ansiedade que faz a pessoa substituir o cigarro pela comida e a melhor absolvição do organismo.

— A nicotina contrai os vasos do intestino e do estômago e, ao parar de fumar, os vasos dilatam e, consequentemente, absolvem mais comida.

Portanto, não hesite: deixar o cigarro melhora a “qualidade de vida, a redução do risco de desenvolver doenças associadas ao cigarro, a respiração, o fôlego, o cansaço e tudo mais”, garantem os médicos.

 

5 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

fvx

- 2014-06-01 22:31:09

Temporada de acasalamento dos tabachatos está aberta!!!

Mas não se preocupem e por pouco tempo...

Dulce (Madame X)

- 2014-06-01 17:22:23

Amigo, lei prá proteger os

Amigo, lei prá proteger os não pinguços dos pinguços que podem ser violentos...nem pensar não é mesmo.

Mas eu não preciso deste tipo de proteção...eu saio de perto de quem me incomoda. Já ví garrafa voar...e atingir quem não bebe. Mas não ENFIO um cigarro na guela de quem NÃO FUMA.

Respeito é para todos.

Educação também. 

Mas tirarem a marquise de um restaurante, ou bar, é jogar um fumante em beco de craqueiro. ISSO É FALTA DE RESPEITO, e mesmo que faltem dou-me ao respeito, COM MEUS IMPOSTOS.

Marcelo Castro

- 2014-06-01 16:17:24

fumante passivo

Achei acertada a medida do governo. Apesar de não saber nem tragar, na década de 80 inalei muita fumaça de cigarro por tabela. Naquela época era comum as pessoas fumarem em auditórios e ambientes fechados e para mim é bem claro que na ausencia de uma lei rígida há os fumantes que não respeitam nada nem ninguém.

Recentemente um colega de trabalho fumante adquiriu o câncer , participou de vários programas antitabagistas mas não conseguiu largar o vício. Realmente o vício tabagista depois de estabelecido é muito dificil de se largar ,mas também tenho colegas que largaram o vício e notei que os de personalidade rebelde são os que tem mais dificuldade . Neste ponto a lei obrigatória seria um passo para trás.Entretanto é preciso que se entenda que a lei visa apenas preservar os não fumantes. 

Motta Araujo

- 2014-06-01 14:22:10

Quer dizer que SE NÃO

Quer dizer que SE NÃO FUMASSEM seriam imortais.

Dulce (Madame X)

- 2014-06-01 14:05:45

VAMOS LÁ...LÁ VOU EU,

VAMOS LÁ...LÁ VOU EU, "VOLUNTARIAMENTE", PARA O PELOURINHO!!!!

1. Sou filha de fumantes, que eram jovens no pós-guerra. Ambos com nível cultural/educacional acima, MUITO ACIMA da média.

2. Somos (fomos) 4 filhos, todos fumantes...e até então O CÂNCER SÓ TINHA CHEGADO A MINHA FAMÍLIA, NAS PESSOAS QUE NUNCA FUMARAM.

3.SOMOS TODOS, conhecedores dos malefícios do cigarro, ASSIM COMO SABEMOS O MALEFÍCIO DA POLUIÇÃO, DOS TRANGÊNICOS (AINDA NÃO SABEMOS TODOS), DA CONTAMINAÇÃO DAS ÁGUAS, DAS VACAS LOUCAS, E DOS "DEFUNTOS" DO VOLUME MORTO, EM METAIS PESADOS, DA CANTAREIRA ACRESCVIDOS DE COLIFORMES FECAIS.

4. Nesta família ''SEM CARÁTER" porque hoje trata-se socialmente um fumante como um PÁRIA, POR MAIS CORRETOS QUE SEJAM COMO CIDADÃOS E PROFISSIONAIS, NÃO EXISTE FUMANTE DE TERCEIRA GERAÇÃO.

5. GOSTO DE FUMAR. ASSUMO, E NÃO ME ENVERGONHO. Se alguém se "afasta" de mim porque sou fumante... VAI COM DEUS! É um favor que me faz. O MEU CIGARRO NÃO INCOMODA NINGUÉM DE BOM SENSO. Sou ANTES DE FUMANTE, UMA MULHER EDUCADA E NÃO FUMO EM LOCAIS FECHADOS, DENTRE OUTROS. TAMBÉM, HOSPEDO-ME EM HOTÉIS, E NÃO EM CASA DE NÃO FUMANTES. FAÇO-O COM FREQUENCIA.

6. COMPRO COM O MEU DINHEIRO...E PAGO IMPOSTOS POR ISSO.

DEPOIS DO DESABAFO...VAMOS À IRA...UFA!

APOIO A POLÍTICA DE BRAÇOS ABERTOS, PARA USUÁRIOS DE CRACK, IMPLEMENTADA EM SÃO PAULO. MAS ABOLIR OS FUMÓDROMOS EXTERNOS, TIRANDO ATÉ O TETO DAS MARQUISES PARA QUEM NÃO INCOMODA, NEM É VIOLENTO COM NINGUÉM, ESTANDO NA SANTA PAZ DO SEU CIGARRINHO (QUE NÃO É DE MACONHA) É SER MUITO FGILHO DA PUTA COM UM FUMANTE. EU POSSO PEGAR PNEUMONIA EM UM INVERNO CHUVOSO...EM NOME DOS QUE ACHAM QUE A PÁRIA DA SOCIEDADE SOU EU., OU QUEM SABE, IR FUMAR NA CRACOLÂNDIA QUE MERECE MAIS RESPEITO E SOLIDARIEDADE DOS PODERES PÚBLICOS, E OS ABESTADOS DE PLANTÃO CONTRA OS FUMANTES.

SIM, o cancer voltou a atacar na minha família...mas continua a "preferir percentualtmente" os NÃO FUMANTES. ISSO É UM FATO, na minha GRANDE família.

O BRASILEIRO ESTÁ MAIS VELHO...e não há de morrer de EXCESSO DE SAÚDE.

Essa lei mudará MEUS HÁBITOS? NÃO! Mas passarei a considerar o que o "FILÓSOFO GABEIRA" DISSE CERTA VEZ: "QUANDO QUERO FUMAR (MACONHA) VOU PARA A HOLANDA, POIS COMO PARLAMENTAR NÃO POSSO FUMAR NO BRASIL. Como parlamentar pode, e eu não...vou procurar uma ruazinha estreita, escura, e perigora, para fumar um cigarrinho...porque a marquise de um restaurante ou bar da moda é LOCAL PROÍBIDO PARA "ATOS ILÍCITOS", COMO FUMAR UM CIGARRO E BATER UM PAPINHO COM ALGUM AMIGO FUMANTE.

Locais onde o fumante, segundo a lei, pode fumar: "EM CASA"...ahhhh mas que "óbvio mais ululante"...dá até vontade de por em riste meu dedo médio!!!!!!!!

UFA...por hoje chega!

 

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador