Stephen Hawking apoia o suicídio assistido em pacientes terminais

Sugerido por JB Costa

Do O Globo

 
Cientista que tem doença degenerativa questiona: ‘não deixamos os animais sofrerem, então por que deixamos os humanos?’
 
LONDRES – O físico e cosmólogo britânico Stephen Hawking, de 71 anos, defendeu publicamente que pessoas com doenças terminais devem ter o direito de decidir pelo fim das suas vidas e contar com ajuda para cometer suicídio assistido. Preso a uma cadeira de rodas desde 1963, quando foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa incurável que provoca uma progressiva perda do controle dos músculos e sua consequente atrofia, Hawking ouviu dos médicos que tinha no máximo mais três anos de vida, mas tornou-se um dos mais cultuados cientistas da sua geração.
 
— Nós não deixamos os animais sofrerem, então por que deixamos os humanos? — disse Hawking em entrevista à rede britânica de TV “BBC” para promover o documentário “Hawking”, em que conta sua história de vida e tem estreia prevista para sexta-feira nos cinemas do Reino Unido. — Acredito que aqueles que têm doenças terminais e estão em grande sofrimento devem ter o direito de escolher acabar com suas vidas, e aqueles que os ajudarem devem ficar livres de processos (legais).

A entrevista de Hawking marca uma mudança na sua posição sobre o tema. Em outra entrevista em 2006, ele já havia defendido o direito à eutanásia, mas acrescentou considerá-la um “grande erro”.
— Por pior que a vida pareça, sempre há algo que você pode fazer. Enquanto há vida, há esperança — disse então.
O próprio Hawking por pouco não foi vítima de uma escolha do tipo em 1985. Na época, uma grave pneumonia obrigou os médicos a colocá-lo em uma máquina de suporte à vida, cujo desligamento foi oferecido à sua primeira esposa, Jane Hawking, de quem se separou em 1991 após mais de 25 anos de casamento. Ela, no entanto, recusou a oferta. Hawking acabou se recuperando da crise e pôde terminar de escrever o livro “Uma breve história do tempo”, que vendeu mais de 10 milhões de cópias e o tornou um dos cientistas mais populares do mundo, com participações em programas de TV como “Os Simpsons”, “Jornada nas estrelas” e “Big Bang Theory”.
O físico, porém, também defendeu que a decisão de morrer deve caber só ao doente.
— Deve haver garantias de que a pessoa realmente quer acabar com a sua vida e que não está sendo pressionada, ou que isso aconteça sem seu conhecimento ou consentimento, como teria sido no meu caso — ressaltou.
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1 comentário

  1. Aproveitando o post do

    Aproveitando o post do suicídio (eu bem que tentei postar no fora de pauta, mas houve problemas).

    Esses dias tivemos a notícia da mãe que matou duas filhas e tentou o suicídio. Por obra do destino foi “salva” a tempo.  Imdediatamente eu pensei: qual o sentido deste salvamento? Permitir que viva com a lembrança do ato cometido? Mantê-la eternamente sob vigilância para que não o cometa? Não sendo psiquiatra(muito menos sou do ramo), fico pensando até que ponto as convenções sociais devem ser mantidas. 

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