“O que está em pé e muito vivo hoje é minha mente” diz Villas Bôas sobre quadro de saúde

Com doença degenerativa, comandante do Exército abre discussão sobre aproveitamento do potencial de pessoas com deficiência nas Forças Armadas
 
General Villas Bôas Fotógrafo: Moreira Mariz/ Agência Senado
 
Jornal GGN – “A reflexão que faço diariamente é até quando poderei seguir trabalhando. Enquanto estiver colaborando para que o Exército possa seguir cumprindo suas missões constitucionais, permaneço”, disse o general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas em entrevista à Folha, divulgada neste domingo.
 
Comanda o Exército Brasileiro desde 2015, Villas Bôas enfrenta as consequências de uma doença degenerativa que reduziu suas funções motoras e respiratória. Apesar disso, não pretende deixar o cargo afirmando que consegue “manter o padrão de profissionalismo e entusiasmo.”
 
O quadro do general abre discussão para o aproveitamento do potencial de pessoas com alguma deficiência. No ano passado, o Exército admitiu alunos com necessidades especiais em dois colégios – Brasília e Belo Horizonte -, e até 2023 o comandante espera que todas as unidades militares de ensino tenham reservas de vagas para jovens com esse perfil.
 
“O Exército tem procurado através de sua política de pessoal aproveitar todo nosso potencial humano. É fato que uma ou outra limitação não impede o indivíduo de ser aproveitado em outra área. Mas é preciso que a Força conduza mais estudos sobre o aproveitamento de pessoas com algum tipo de deficiência”, completou.
 
Quando perguntado sobre o desafio de comandar 215 mil homens (efetivo atual do Exército) nas condições físicas em que se encontra, de cadeira de rodas, Villas Bôas disse que está participando de todas as atividades que participava anteriormente, arrematando: “O que está em pé e muito vivo hoje é minha mente”.
 
 

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14 comentários

  1. O atual comandante do

    O atual comandante do Exército tem se mostrado a altura da imensa responsabilidade dada a conjuntura. Critiquei-o certa vez por suposta falta de pulso, mas hoje admito que estava errado. Conduziu com a serenidade própria de quem controle da situação aquele episódio envolvendo o general Mourão, falastrão e fanfarrão(a rima caiu bem). 

    A deficiência física, como bem mostra o militar, não é impecilho para que se leve uma vida ativa e produtiva. Talvez sirva até de estímulo para superar desafios. Foi de uma cadeira de rodas que o presidente Franklin Delano Roosevelt comandou os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. 

  2. No ambiente do Exercito há

    No ambiente do Exercito há ruidos sobre a sucessão do General Villas Boas especialmente por causa da situação politica

    complicada que atravessamos. A manifestação do General Mourão não foi atio apenas individual. Como sempre ocorreu na historia dessa grande instituição, central na Historia do Brasil, o Exercito nunca foi neutro politicamente, eles tem uma visão do Brasil e isso é necessariamente um pensamento politico por sua propria natureza.

    • Pensamento político enquanto

      Pensamento político enquanto só pensamento, André, nenhum problema. O problema é o ativismo que se manifesta no vezo de se acharem no direito de intervir na gestão civil com lastro em doutrinas anacrônicas. De certo modo, ainda se consideram uma ilha de civismo cercada de egoismos e antipatriotismo por todos os lados.

      Houve avanços, sim, nesses últimos anos. Mas ainda perdura essa distorção de cunho ideológico.

      Sobre a questão da visão: as forças armadas compõem a estrutura do Estado. Não são o Estado. Podem até possuir uma visão de Brasil, desde que se circunscreva ou se relacione às suas lides profissionais que é a defesa do país e a garantia(última) da ordem interna. 

  3. Sinceramente, tenho minhas
    Sinceramente, tenho minhas dúvidas se o desmonte do estão brasileiro como vem ocorrendo, fosse feito num governo de esquerda, por ex.PT, o gal teria a mesma postura e sapiência.
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    Às vezes precisamos sentir na pele alguns males e sofrimento, para entendermos a dor alheia. E quem sabe entender o diferente, dando-lhes oportunidades.

  4. Rezo por ele…

    Vai que o temer arma uma maracutaia e coloca um amigão dele, assim como fez com o PGR e PF!

    Ai não vai ser o Povo que se ferrou!

    É o Brasil que se ferrará como possibilidade de se tornar uma grande nação!

    O que virá depois disto, não será diferente das coisas que já vivemos!

    Nosso futuro poderá ser o passado…

  5. Faltam as cotas

    Faltam as cotas nas forças armadas e no judiciário. Isso é o principal.

    Não conheço nenhum general negro no Brasil. mas li uma notícia de que temos uma general mulher. Tivemos o ministro Juniti Saito, mas e negros?

     

     

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