Aparente calmaria em Rio das Pedras, após morte de Adriano, pode prever guerra de poder

Uma aparente tranquilidade domina o Rio das Pedras, desde que a Operação Intocáveis que prendeu alguns dos principais comandos da milícia explodiu e o capitão Adriano foi morto

Jornal GGN – Uma aparente tranquilidade domina o Rio das Pedras, desde que a Operação Intocáveis que prendeu alguns dos principais comandos da milícia explodiu e o capitão Adriano foi morto no último domingo (09). Apesar dos paramilitares passarem a atuar de maneira discreta, sem dar as caras, o receio da população é que tal ameaça inicie uma guerra de poder na comunidade.

A Operação que foi feita em março de 2019 prendeu o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, Maurício da Silva Costa, o Maurição, e Marcus Vinícius Reis dos Santos, o Fininho. A segunda fase da Operação Intocáveis, no início deste ano, levou à prisão outras cabeças da milícia: o PM Fábio Costa da Silva, o Fabinho, primo de Maurição, e, o chefe de investigações da 16ª DP (Barra da Tijuca), o policial civil Jorge Luiz Camillo Alves.

Os militares e policiais comandam o esquema de poder em Rio das Pedras, desde atividades da organização criminosa até a coleta de taxas dos moradores e dos comerciantes para garantir um espaço na feira livre aos domingos na comunidade.

No mesmo dia da morte do miliciano Adriano, os moradores narraram à reportagem de O Globo que a feira ocorreu normalmente, entretanto, os habituais chefes não apareceram mais exibindo suas armas na cintura pelas ruas.

Alguns hábitos diferentes foram notados pelos moradores. Um deles narra que já não vê mais “carros de luxo” e “as mesmas pessoas sentadas no bar todos os dias observando todos”. “Eles ainda têm força”, alertou, entretanto.

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No último dia 9, os paramilitares só apareceram na feira livre para recolher o dinheiro dos comerciantes. “Agora com essa tragédia para eles do Adriano… nosso medo é só que essa aparente calmaria estoure numa guerra pelo poder”, contou um deles.

As ações disfarçadas e discretas indicam apenas uma “aparente calmaria”. Porque os moradores mais atentos notam que os paramilitares continuam atuando com poder, somente de maneira menos visível.

“Você não vê mais o movimento que via antes, de gente de moto passeando, tirando onda armado, agora estão todos camuflados, porque sabem que podem levar um bote. Mas, por outro lado, hoje (sexta-feira) passei na Vila da Paz e na Tijuquinha e vi dois milicianos extorquindo moradores e comerciantes lá. Hoje é sexta, é o dia da cobrança”, disse um terceiro ao O Globo.

A quadrilha já teria escolhido outro chefe, após a morte de Adriano da Nóbrega. Sem ser policial, o novo comandante é ligado à milícia da Praça Seca.

 

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6 comentários

  1. Não entendo como uma Comunidade populosa pode ficar refém de meia dúzia de Milicianos.

    A Comunidade não sabe a força que tem.

    • lembrei de um caso, em Ramos, em que apenas um morador, um pai cuja filha menor tinha sido agarrada violentada, passou a peixeira na garganta de 4 aprendizes de milicianos que estavam dormindo na casa após noitada de cafungadas e porres mortais

      peixeira tão bem amolada que nem deu tempo dos ptus gemerem. Degolou um após outro até a nuca

      detalhe, a casa era dele e tinha sido tomada à força. Levou a família pra Pernambuco e voltou sozinho

      (Comunidade da Fábrica de Velas)

  2. Primeiro, briga de pontos de tráfico (bocas de fumo,etc.).
    Em seguida briga de facções *.
    Agora estamos chegando na briga de milícias (Witzel e Bozzo?).
    Onde este braZil chegará?

    (*) “Facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios” é o nome jornalístico “curto” (9 palavras) que se dá ao PCC, CV e outros, muito “longos” (2 ou 3 letras) para qualquer narrativa de reportagem, o que “evidentemente NÃO É” orientação do(s) governador(es) que orientam desde redações até registro de estatísticas criminais.

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