Arcebispo de Natal pede que policiais não sejam criminalizados por greve

Foto: da Tribuna do Norte

Jornal GGN – O gabinete do governador Robinson Faria (PSD), do Rio Grande do Norte, recebeu o arcebispo metropolitano Dom Jaime Vieira Rocha nesta segunda-feira, 8 de dezembro. Durante a reunião, privada e a portas fechadas, o representante da Igreja Católica solicitou a não criminalização de policiais civis, militares e bombeiros, que instauram greve no estado desde o dia 19 de dezembro.

Os servidores públicos da área de segurança estão a cerca de 20 dias sem prestar serviço. Desde então, o estado sofre com o caos entre violências, roubos e arrastões. Devido a situação, o governador decretou estado de calamidade pública, no último dia 6, e  considera o movimento grevista ilegal.

Antes da conversa, que não foi acompanhada pela imprensa, Dom Jaime afirmou que a Arquidiocese de Natal está ativa na discussão que envolve a segurança pública do estado. E também que a igreja está apenas “cumprindo o seu papel”.

“A Igreja sempre se colocou a ajudar, intermediar e estabelecer diálogos entre partes que precisam ser ouvidas, tudo para o bem de todos. Essa situação que estamos inseridos hoje é muito séria e nos colocamos à disposição para ajudar. Vamos ouvir o governador, mas também levamos o que ouvimos das pessoas (policiais e bombeiros). O que é fundamental e um pedido que certamente faremos ao governador é que não se criminalize o movimento dos policiais. É um problema muito amplo e essa não seria a medida mais adequada”, afirmou o arcebispo.

Situação de Natal

Devido a paralisação dos militares e policiais civis, que exigem melhores condições de trabalho, principalmente no que diz respeito às frotas militares, e pedem o pagamento de salários atrasados, o governador do Rio Grande do Norte solicitou a intervenção do Exército Nacional.

No dia 2 de dezembro, militares voltaram às ruas gradativamente, depois de uma ordem do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN), mas logo retornaram à greve. Hoje, 9 de dezembro, os policiais civis afirmaram que estão encerrando a mobilização e logo estarão de volta ao trabalho. Os militares continuam a greve. 

 

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