Brasilianas.org discute a violência disseminada no Brasil

Não perca nova edição do programa Brasilianas.org hoje (17), às 20h, na TV Brasil! Para encaminhar perguntas que poderão ser respondidas, ao vivo, durante o debate, clique aqui.
 
No Brasil, a cada 100 mil habitantes, 27,4 são vítimas de crimes, segundo relatórios da Organização Mundial da Saúde. Esse dado levou o Centro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) a considerar o Brasil o sétimo país mais violento do mundo.
 
A violência difusa, ou seja, disseminada, tornou-se habitual nos jogos de futebol, nas manifestações de rua, trazendo mais combustível na fogueira da violência já institucionalizada do crime organizado e da polícia. O programa Brasilianas.org desta semana quer discutir esse fenômeno e a possibilidade de se construir um pacto nacional contra a violência. Para isso o apresentador Luis Nassif receberá a major da reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e mestre em ciências políticas pela USP, Tânia Pinc, a doutora em sociologia e professora da UFABC, Camila Caldeira Nunes Dias e um dos mais experientes advogados criminalistas do Brasil, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira. Essa edição também contará com uma entrevista especial do professor Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa Mapa da Violência – Os Jovens do Brasil.
Onde sintonizar a TV Brasil:
 
UHF Analógico Canal 62 (SP)
UHF Digital Canal 63 (SP)
VHF Canal 2 (RJ), (DF) e (MA)
Net – Canais 4 (SP), 16 (DF), 18 (RJ e MA)
Sky-Direct TV – Canal 116
TVA digital – Canal 181
 
Ou assista pela internet: www.tvbrasil.ebc.com.br
 
Foto: stok.xchng

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14 comentários

  1. No Rio de Janeiro, que sempre

    No Rio de Janeiro, que sempre foi taxado de exemplo máximo de violência no Brasil, tem gente como Luiz Antonio Machado da Silva, Michel Misse (desde a década de setenta) falando – e pesquisando e coordenando pesquisas – sobre esse assunto, e o programa vai chamar advogados pra dizer que o artigo é tal, o inciso é qual, o parágrafo é tal outro e a alínea é aqueloutra….

  2. Esta violência sempre esteve

    Esta violência sempre esteve ai! Noticiam todos os dias, e em periodos eleitorais. Usam e abusam das repitições e transmissões.

    A meu ver este tipo de noticia não deveria passar de uma nota na imprensa. Pois se fossem querer falar sobre crimes, teria de ser 24 horas e não dariam conta. Usar para chocar e aterrorizar a população não resolve, cria um ambiente negativo sensacionalista que gera ódio na sociedade.

    As pessoas estão tão estressadas que atingiram o grau da indiferença. A indiferença e o ódio não resolve o problema.

    Veremos quais as propostas que eles tem.

  3. Violência
    Violência e mortes
      Os mortos pela violência no Brasil não são iguais. O destaque dado a cada um deles é proporcional ao interesse político ou ao clamor popular insuflado pela mídia. Para cada caso com repercussão na imprensa milhares são meros dados estatísticos. A cultura da morte está entranhada de tal modo em nossas vidas que dificilmente ficamos chocados ao tomar conhecimento de mais um brasileiro assassinado. Muitas vezes sentimos mais ao saber de maus-tratos aos animais do que às pessoas.

    Embora a violência contra a vida humana no Brasil atinja níveis insuportáveis não reconheço a legitimidade do Estado, em tempos de paz, para punir um crime com o extermínio de uma pessoa. Muito menos as execuções sumárias cometidas pelos agentes dos órgãos de segurança. Não se combate o crime por meios criminosos, isto apenas torna igual aos bandidos quem tem a legitimidade para impedir que ajam. Deixando ainda mais insegura a nossa sociedade.

    A média diária de homicídios em nosso país é próxima a 150. A maioria dos autores jamais será punida. Mesmo para os poucos que são identificados e condenados a prisão em geral ocorrerá apenas após o trânsito em julgado, muitas vezes com recursos ao STJ ou até mesmo ao STF. Da instauração do inquérito policial ao esgotamento do último recurso, incluindo as chicanas dos advogados de defesa, o recolhimento do culpado à uma instituição penal poderá demorar décadas. Impedindo que o efeito dissuasório da punição sirva como aviso claro que o assassinato será dura e eficazmente castigado. As pessoas devem ter em mente que antes da reeducação a prisão deve servir como penitência e exemplo.

    Na nossa sociedade existem duas correntes antagônicas e radicais sobre como o crime deve ser confrontado, colocam-se acima do sentimento médio da população.

    Uma delas considera que a sociedade, devido as suas distorções, é a verdadeira origem das práticas criminosas, cabendo ao indivíduo que as comete um papel quase passivo. A sua culpabilidade é pequena diante dos abusos que ela teria a ele infligido. Para esses o criminoso é uma vítima social. A solução para o problema só ocorrerá quando um novo homem surgir, a imagem é semelhança dos seus paradigmas ideológicos. Como em todos os lugares onde as doutrinas de esquerda substituíram o Estado as perversões do velho ser tornaram-se mais exacerbadas, transformando os agentes públicos em maníacos psicóticos, muda-se apenas a face da violência e provavelmente ela aumentará.

    A outra reúne desgarrados em geral e sem nenhuma base programática. Seja do cidadão movido pelo pânico até o que ainda segue Talião. O medo difuso e o sentimento de vingança são politicamente explorados, mas sem nenhuma organicidade. Muitas vezes atos bárbaros de vingança são considerados exemplos para a atuação comunitária, mesmo que em vários deles o atingido não fosse culpado ou a retaliação amplamente desproporcional em relação à ofensa. São reações que embrutecem-nos.

    Não concordo com essas visões. A primeira por exigir a destruição da nossa cultura estabelecida e aperfeiçoada durante milênios, a seguinte por nos fazer retroceder. O indivíduo necessita de segurança para viver e a existência humana deve ser preservada. Não sei como devemos proceder, primeiro para reverter a escalada mortífera que presenciamos nos últimos trinta anos e depois para avançarmos em direção a uma sociedade na qual a eliminação de uma pessoa por outra seja inimaginável. Isto não conseguiremos com nenhuma das opções radicais ou uma síntese delas. Não existe um caminho do meio, é preciso inventar outro. Porém é preciso manter a legalidade e expurgar o excessivo garantismo que domina o nosso sistema legal, mas sem que abramos o caminho para a discricionariedade. Difícil.

  4. Pouco falamos do real motivo dos homicídios

    Porque insistimos (população e mídia) em associar o número de homicídios ao crime? 

    Isto apesar do relatório “Homicídios e Juventude no Brasil” de 2013 apontar: 

    Foram incluídos nessa categoria brigas, ciúmes, conflitos entre vizinhos, desavenças, discussões, violências domésticas, desentendimentos no trânsito, dentre outros. Fazendo um balanço dos resultados, podemos afirmar que preponderam os crimes por motivos fúteis ou por impulso, que representaram em 100% do total de homicídios: no Acre, 83%; em São Paulo, 82%. Os estados com menores índices foram Rio Grande do Sul, 43%; e Rio de Janeiro, 27%.

  5. Que não seja…

    Nassif!

    Espero que o Brasilianas não se converta hoje em um tribunal de simples criminalização da polícia e beatificação do marginal, independente de quantos anos tenha.

    Aqui onde moro estaremos nos reunindo no final desta semana para criarmos nossos próprios meios de respeito do criminoso ao nosso espaço, bens e vidas, visto que não temos nenhuma proteção e defesa contra os mesmos por parte de quem deveria fazê-lo, principalmente da justiça que se tornou a maior incentivadora da criminalidade no país.

  6. O ódio

    O ódio existe e está presente tanto no inconsciente, como no subconsciente e no consciente da sociedade brasileira.

    É o resultado direto da exploração sem quartel do povo e da nação por uma elite inconsequênte e burra.

    Até a constituição Federal já tentou frear estes malefícios na matéria tributária, afinal, a carga de  impostos hoje inviabiliza praticamente todos os negócios honestos e legalizados.

    No assunto:

    “As limitacões ao poder de tributar abrangem as imunidades, as vedações de privilégios odiosos e os princípios constitucionais tributários.”

    “(…)o privilégio será odioso toda vez que importe em desigualdade ou quando as diferenças estiverem afastadas dos princípios da legalidade, justiça e da segurança jurídica.

    Diante dessa premissa, as isenções ou incentivos fiscais são equalizadores, porque visam aplicar o princípio da isonomia material, velha fórmula preconizada por Rui Barbosa, que exige tratamento desigual aos desiguais, na medida em que se desigualam. Esses privilégios não-odiosos dizem respeito à idéia de justiça e não de liberdade.

    Privilégio odioso é, portanto, na definição de Ricardo Lobo Torres, “autolimitação do poder fiscal, por meio da Constituição ou de lei formal, consistente na permissão, destituída de razoabilidade, para que alguém deixe de pagar os tributos que incidem genericamente sobre todos os contribuintes ou recebe benefícios inextensíveis aos demais”. Vem estampado no art. 150, II, da CF, que proíbe tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente…”

    • Não abordaram a alma e o espírito da sociedade brasileira

      O Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, brilhante como sempre, foi o que chegou mais perto, mas no genérico, não desceu aos pilares de sustentação do corpo social, que têm no Eros-Amor o seu lado de aglutinação e reprodução e no Ódio, seu antagônico, a destruição.

      Me parece óbvio que incentivando um e minimizando outro, forma-se outro tecido social no Brasil, um mais compassivo e menos violento.

      O debate não ocorreu e o Nassif nesta perdeu uma ótima chance.

  7. Engraçado como é amplamente

    Engraçado como é amplamente disseminada esta ideia de que a cordialidade do brasileiro está em seu DNA.

    O turista, gringo ou nativo, visita o Pelourinho, ou Copacabana, e sai encantado com os milhares de descamisados a procura de migalhas, que ou são gentis, simpáticos, felizes ou morrem de fome, e assim vamos perpetuando o estereótipo, rodando a engrenagem que até nas Olimpíadas chega (o gari sambista).

    Aí, maquiando a realidade a torto e a direito, construímos uma paralela, a do brasileiro povo mais feliz do mundo, que de dificuldade em dificuldade vai sambando, pula o carnaval, vibra com a seleção, e este porre de alegria substitui qualquer demanda referente a cidadania e a direitos sociais básicos. Um embuste isso, e dos grandes.

    Embuste porque nosso Brasil real está aí, para quem quiser ver. A violência está no discurso, nas ruas, no sinal do trânsito, numa discussão de internet. O gringo é esfaqueado em plena avênica Atlântica, pelo favelado que deveria ser cordial, mas ninguém vê isso como algo sintomático, seguindo-se o mesmo discurso de sempre, o da limpeza étnica, da exclusão e eliminação dos pobres e favelados, como se isto resolvesse magicamente o problema da criminalidade.

    Nesse ponto, não causa surpresa o porque da tal Sheherazade tentar justificar o justiçamento.

    Negro e favelado que faz algo diferente do que sambar feliz com roupa de gari é um horror. Uma violência contra nossa imagem de povo cordial e feliz. Se um descamisado que quer dar “rolê” no shopping, merece, para este pessoal, ser preso e apanhar da polícia, jovens infratores então…

    O primeiro passo seria reconhecermo-nos como um povo como qualquer outro. Cordial o raio que o parta. Qualquer livro de história, filme ou conto que retrate os tempos bicudos em que viveram certos países hoje desenvolvidos, trará o mesmo ambiente de selvageria que hoje se vê no Brasil.

  8. A violência tem aumentado

    A violência tem aumentado sim, e as pessoas com mais de 50 anos podem atestar este fato. São Paulo no início do século passado era uma cidade em que se podia andar tranquilamente 11 horas da noite pelo centro sem medo algum. As cidades do interior então eram muito mais tranquilas ainda, crimes mesmo, só se fosse roubo de frutas em pomares. Em casos mais graves saiam nos jornais quando se roubava um frango.

    Esta violência aumentou exponencialmente após 1970, época em que os militares incentivaram a explosão demográfica, resultando no inchaço das cidades, especialmente das periferias desordenadamente.

    Como naquela época não se contestava o governo, nada se podia fazer contra isto. Suas políticas de ocupação da Amazônia – a todo e qualquer custo – geraram um barril de pólvora que perdura até hoje, com grilagem de terras, pistoleiros de aluguel, jagunços, massacres no campo.

    Integrar para não entregar, era o lema na época,os militares queriam ocupar a Amazônia a qualquer custo.

    O erro está em continuarmos a dar prosseguimento nesta política militarista sendo que hoje temos liberdade para pensarmos e mudar os rumos. Todos os países que venceram a miséria e violência, – exemplo da China – criaram crescimento de PIB robusto aliado a política de controle de natalidade, e um planejamento rigoroso de cidades e sociedade.

  9. Fracasso social

    De uma maneira geral, a maioria das pessoas procura relacionar fatos como este (adolescente preso à poste) a causas ligadas a segurança pública ou à nossa realidade socioeconômica. De fato, tanto uma quanto outra apresentam falhas crônicas, como podemos perceber nas políticas de prevenção, punição ou assistência aos desfavorecidos. Mas, a meu ver, as causas originais desse nosso fracasso social reside no predomínio do egocentrismo absurdo que grassa em nossa sociedade, manifestado pelos ismos da pós-modernidade – narcisismo, individualismo, egoísmo, imediatismo e consumismo e que, via de regra, alimenta as ações bestiais de “justiceiros” e faz fracassar a implementação de políticas públicas.

  10. sem solução a curto prazo

    sem solução a curto e médio prazo, essa foi minha percepção ao fim do Brasiliana Org de hoje,,o Dr. Marins tocou em pontos curciais, pricipalmente no papel da mídia em ser propagador dessa cultura da violência, pelo que ouvi das Professoras me pareceu que em mais um assunto a Academia ainda patina em busca de uma análise mais detalhada da situação e consequentemente a sinalização de saídas para o problema da segurança..gostei do programa e mais uma vez parabéns ao Nassif..

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