Projeto de Eduardo Bolsonaro libera publicidade de armas de fogo

O deputado filho do presidente estimulou o uso das armas e a necessidade da propaganda: “Sem armas, o povo vira presa fácil para ditadores"

Reprodução Redes Sociais

Jornal GGN – Projeto de lei do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) propõe liberar publicidade sobre armas de fogo em jornais, revistas, TVs e redes sociais.

O texto está em tramitação na Câmara dos Deputados e, na próxima terça (30), a Comissão de Segurança Pública da Câmara fará uma audiência para discutir a viabilidade do projeto.

Trata-se do Projeto de Lei 5417/20, que permite todos os vendedores de armas de fogo, acessórios e munições (produtores, atacadistas, varejistas, exportadores e importadores) a disseminar peças publicitárias em veículos de comunicação e também na internet.

O texto permite a disseminação da propaganda a todo e qualquer interessado do setor: instrutores de tiro desportivo; instrutores de armamento e de tiro credenciados para aplicação de teste de capacidade técnica; clubes, escolas e estandes esportivos de atiradores; colecionadores; e caçadores.

De maneira explícita, o filho do presidente e autor do projeto estimulou o uso das armas e, por isso, a necessidade da propaganda. “Sem armas, o povo vira presa fácil para ditadores”, afirmou.

“Aliás, a história ensina que o desarmamento é política prioritária de facínoras autoritários”, completou Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), no projeto.

Atualmente, a proposta aguarda o parecer da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO).

Além de permitir a publicidade, o texto proíbe “toda e qualquer censura” ao que Eduardo Bolsonaro chama de “direito da população de garantir sua legitima defesa, seja por meio de manter ou portar armas”.

Como argumentação para “a aprovação deste importante projeto”, nas palavras do deputado, Eduardo usou dados contra a política do armamento:

“O Brasil é um dos países mais violentos do mundo, em que a utilização ilegal de armamentos contribui para uma taxa de homicídios 30 vezes maior do que a Europa, segundo o Atlas da Violência de 2018, do IPEA e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2016, por exemplo, o número de homicídios superou, pela primeira vez, sessenta mil ao ano (65.517 assassinatos).”

Sem explicar como, para ele, contudo, esse alto índice está relacionado à “utilização ilegal” e que tornando legal o porte e uso de armas no país, estes números diminuiriam.

“É preciso refutar esta absurda e falaciosa ideia de associar o aumento de armas legais nas ruas contribui para o aumento da violência”, continuou.

Leia a íntegra do texto:

jornalggn.com.br-projeto-de-eduardo-bolsonaro-libera-publicidade-de-armas-de-fogo-pl-5417-2020

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2 comentários

  1. ‘…uma concepção de educação ultrapassada. Ele nega a habilidade-mãe da democracia, o contraditório, instrumentos do pensamento científico. Para ele existe uma verdade única e acabada : a do ditador…” Neste mesma Veículo, neste mesmo dia, tentando contrapor a vitória do Povo Brasileiro sobre as Elites do Estado Esquerdopata-Fascista que impuseram MEC a partir da Ditadura Assassina de 1930, revela como a Democracia, objeto da luta do filho do Presidente, Nos liberta rumo ao Direito à Defesa, contra principalmente estas Elites Fascistas que tomam o Brasil de assalto a partir de 1930 e se perpetuam desde então. Canalhas que tentam impor e manter sua “verdade única e acabada”. Coincidência a volta de um Paulista ao comando da Nação depois de 91 anos que outro Paulista teve seu Governo usurpado e roubado por um Pária e Abjeto Ditador e o Nepotismo de seus Familiares e Lacaios? “Conheceis a Verdade. E a Verdade Vos Libertará”.

  2. A cabeça desse sujeito é tão feia por dentro quanto por fora. Os limites de seu raciocínio são comparáveis ao de um símio.
    Razão se dê, entretanto às suas justificativas quando cita o mulá Omar, lider da milícia talibã como exemplo das maravilhas de uma população armada.
    Um miliciano poderá abastecer-se com alegria e fartura sob as benesses dessa lei maravilhosa que o nobre parlamentar propõe.
    O triste é que nesses a covid não faz nem cosquinhas.

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