Mais de 300 intelectuais assinam manifesto contra intervenção no RJ

“As Forças Armadas, como demonstram experiências anteriores, não são resposta adequada aos problemas de violência interna”, reforça manifesto 
 
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Jornal GGN – Mais de 300 intelectuais entre artistas, juristas e acadêmicos aderiram a um abaixo assinado contra a intervenção federal, com o uso de tropas armadas, na segurança pública do Rio de Janeiro. Entre os nomes estão Celso Amorim, Chico Buarque, Marcia Tiburi, Luiz Pinguelli Rosa e Roberto Leher, além de movimentos sociais.
 
“No contexto da grave crise política, econômica e institucional que vive o país e ameaça a nossa soberania, as manifestações de autoridades civis e militares reivindicando amplos poderes e salvo-conduto para o exercício ilimitado da violência pelas forças de intervenção contra suspeitos provocam perplexidade e nosso absoluto repúdio”, pontua o manifestou observando, em outro trecho, que experiências anteriores com o uso de efetivos do exército não solucionou o problema da segurança pública no Rio de Janeiro ou em qualquer cidade do país. 
 
“Reafirmando o papel constitucional das Forças Armadas na defesa do Estado brasileiro”, explicam os manifestantes acrescentando a solidariedade e consciência às demandas estruturais da segurança pública destacando que todos que assinam a carta estão dispostos a colaborar com a elaboração de políticas para o enfrentamento da crise. Veja a seguir o manifesto completo. 
 
 
 
 
Defensores de Direitos Humanos e Comunidade Acadêmica pela Democracia fez este abaixo-assinado pressionando PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
 
Mais de 300 acadêmicos, artistas, intelectuais, políticos, juristas e movimentos sociais assinam documento, entre eles Roberto Leher, Celso Amorim, Nilo Batista, Chico Buarque, Marcia Tiburi, Rubens Casara, Luiz Pinguelli Rosa, Adalberto Vieyra, Carol Proner, Celso Bandeira de Mello, Tarso Genro, Jorge Furtado, Luiz Eduardo Soares, Pablo Gentili, Jandira Feghali, Oscar Rosa Mattos, Margarida Lacombe, Frente Brasil Popular, Levante Popular da Juventude, Marcha Mundial das Mulheres e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
 
Defensores de Direitos Humanos e comunidade acadêmica pelo direito de defender a Democracia
 
A Comunidade Acadêmica, entidades e personalidades dedicadas à defesa da democracia e dos direitos humanos vêm a público expressar séria preocupação com a decretação de intervenção federal no estado do Rio de Janeiro, medida que indica a opção pela lógica militar para enfrentar os importantes problemas de segurança pública, com consequências sumamente graves para a população que vive nos territórios com maior incidência de violência.
 
As Forças Armadas, como demonstram experiências anteriores, não são resposta adequada aos problemas de violência interna. Tanto pela forma apressada e espetaculosa, quanto pelo conteúdo impreciso e alheio aos estudos realizados por instituições conhecedoras dos problemas de segurança do estado, o decreto atual não se coaduna com as práticas do Estado Democrático de Direito e a necessária participação e opinião daqueles que serão diretamente afetados, abrindo um precedente inédito, desde a redemocratização, de intervenção militar sobre o poder de gestão civil e social.
 
No contexto da grave crise política, econômica e institucional que vive o país e ameaça a nossa soberania, as manifestações de autoridades civis e militares reivindicando amplos poderes e salvo-conduto para o exercício ilimitado da violência pelas forças de intervenção contra suspeitos provocam perplexidade e nosso absoluto repúdio.
 
Recordamos que, em democracia, mesmo quando um Estado atua para conter situações emergenciais de violência, há princípios que jamais podem ser revogados, como o são o direito à vida e à dignidade, a proibição da tortura e de toda forma de discriminação, o respeito à legalidade e à irretroatividade da lei penal e o direito do cidadão de ser julgado por um tribunal imparcial e independente. 
 
Reafirmando o papel constitucional das Forças Armadas na defesa do Estado brasileiro, somos conscientes e solidários às demandas por estrutura e recursos para que bem possam desempenhar sua missão e, como sociedade civil e acadêmica, estamos preparados para colaborar em iniciativas democráticas, observatórios e medidores, visando a um projeto estável de segurança pública, cidadania e inclusão para o futuro da sociedade fluminense. 
 
Em consórcio com as demais entidades democráticas, seguiremos monitorando as ações decorrentes da intervenção, objetivando garantir os direitos civis, políticos e sociais da população do estado do Rio de Janeiro, com pleno respeito aos direitos da pessoa humana, sempre com o objetivo de fortalecer os fundamentos da democracia no Brasil.
 
 

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20 comentários

  1. Precisa acionar o presidente pelo uso indevido do exercito.

    Ato publico e manifestação neles, mas acima de tudo precisa representar contra Temer por desvio de finalidade na utilização do exercito sem necessiddade para função diversa as suas prerrogativas constitucionais

    • Para os intelectuais contra a intervenção
      Esta intervenção é para segurança do povo que esta sofrendo com a bandidagem nacional e internacional, e estes intelectuais estão confundindo a intervenção de 1964 que foi para impedir a mudança de regime publicano para comunista.

      • “Esta intervenção é para

        “Esta intervenção é para segurança do povo que esta sofrendo com a bandidagem nacional e internacional”

        Não, essa intervenção é jogada política do Temer para “justificar” o fracasso da reforma da previdência, distrair a opinião pública da zona institucional e apaziguar a revolta da população mais pobre do RJ. Temer está usando essa intervenção como uma grande “super-cola” política, para tentar resolver vários problemas de uma só vez. E considerando sua manifestação, está colando!

        Se você acha que essa intervenção foi feita porque Temer e Pezão se preocupam com a violência do Rio, sinto muito, não é a verdade. Se Temer estivesse preocupado com a criminalidade do país, ele se entregaria pra Justiça e confessaria seus crimes.

        “e estes intelectuais estão confundindo a intervenção de 1964 que foi para impedir a mudança de regime publicano para comunista.”

        A intervenção de 64 foi uma manobra do Projeto Condor (é só pesquisar), criado pela CIA, para desestabilizar países possivelmente perigosos aos interesses ianques. O Brasil NUNCA teve chance de se tornar um país comunista em toda a sua história.

  2. Estes caras …

    Estes caras morram em bairros onde os Correios ainda entregam encomendas.

    Estes caras não tem de pedir permissão ao dono da boca para receber visitas.

    Estes caras não perdem seus filhos para o tráfico.

    Estes caras se querem tv a cabo não são obrigados a comprar da milícia.

    Estes caras não trabalham em locais onde ou você sai ainda com luz do dia ou tem de domir no emprego se quiser ficar vivo.

    Estes caras tem (tinham) o número de celular do Secretário de Segurança, não ligam para 190 pois sabem que não rola.

    Não sou inocente de achar que a Intervenção vai funcionar , mas já não funciova antes.

    • E quando descobrirmos que o

      E quando descobrirmos que o exército está se tornando a milícia 2.0 do RJ, com muito mais armamento e treinamento… o governo vai chamar quem para resolver o problema da violência no RJ? A cruz vermelha?

      Estamos passando por um momento de transição importante. Ou esse governo ridículo toma juízo e investe pesado em educação agora, ou o RJ está se condenando para sempre como sociedade.

      Infelizmente, o povo mesmo quer coturno na rua ao invés de livro na escola… Bem, quem elege Crivella deve ser masoquista.

  3. O que são 300 pessoas em
    O que são 300 pessoas em relação a mais de 16 milhões de habitantes do estado do Rio de Janeiro? É muito fácil ser intelectual com ar condicionado ligado… O que vocês têm na cabeça?

  4. Esquerda nunca fez nada para
    Esquerda nunca fez nada para acabar com bandidagem,pois sao seus aliados, agora ficam dificultando o trabalho de quem quer resolver. Conivencia ou pirraça de derrotado

    • Só falta o rabo
      Burrice completinha.

      A carta de 48, da Declaração Universal dos Direitos do Homem, representou a vitoria das sociedades liberais e democraticas contra o nazifascimo. Os estupidos é que acham que se trata coisa de “esquerdopata” “bonzinho com bandido”.

      Quem defende tortura e assassinato está cometendo crime tipificado no codigo penal. Esses, sim, são os verdadeiros “defensores de bandidos”.

  5. Intervenção no rio
    Vejo como necessário, tenho que usara a Av Brasil todos os dias para o trabalho. além de presenciar assalto fui também assaltado. Os pontos mais perigosos são próximo às comunidades onde a polícia militar fica ausente. devido o poder de fogo dos traficantes
    Eles assaltam e entram na comunidade com a certeza que não serão perseguidos.
    Apoio a intervenção quantos trabalhadores têm que morrer vítimas de assalto para se Tomar uma providencia.

  6. Intervenção no rio
    Apoio.
    Não tenho segurança particular.
    Saio de madrugada para o trabalho.
    Tenho que passar por várias comunidades até chegar ao meu trabalho.
    Já fui assaltado.
    Apoio 100 porcento.

  7. 300
    Esses supostos intelectuais, como se definir uma pessoa como intelectual, se ela não aceita conviver com o contraditório. Será que seu intelecto e tão superior que invalidam os demais?

  8. O povo apoia os militares
    Essa classe de intelectuais, não representam a vontade do povo! Mais de 70% da população, apoia a intervenção e os militares!

  9. Não tem que se meter
    Acho também que o Exército não tem nada que se meter nos problemas internos , primeiro que não foram eles que provocaram o caos que se instalou no RJ, segundo , se eu sou um General em final de carreira , com um salário de mais de R$ 30.000,00 eu ia ficar muito pu**to em ser obrigado a consertar as caga***das, do civil incompetente.
    Terceiro , tem muito defensor de bandido por aí que “sabe tudo” ,e tem a fórmula mágica para resolver estes problemas.
    Então deixa o povo se lascar, porque se futebol e samba o restante é só um detalhe.

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