Rio não responde carta da ONU sobre execuções de jovens pela PM

Estado não se manifesta sobre investigação ou punição envolvendo morte de crianças e adolescentes 
 
pm_abr.jpeg
(Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil)
 
Jornal GGN – O Estado do Rio de Janeiro ignorou uma carta encaminhada por relatores e peritos da Organização das Nações Unidas (ONU) questionando a execução de cinco jovens pela Polícia Militar. As informações são do Estado de São Paulo
 
No documento, a ONU acusa o governo brasileiro de fracassar na política de combate às drogas ao evitar mortes durante a atuação das forças de segurança no Estado, apontando a morte de cinco vítimas da PM, entre entre março e julho de 2017, incluindo de duas meninas, uma de 10 outra de 13 anos. Os nomes dos jovens estão sob sigilo. A Organização exige detalhes sobre o progresso das investigações sobre as mortes e punição dos envolvidos. 
 
Em um dos casos, depois de levar um tiro, um adolescente suplicou ajuda, mas em resposta foi morto pela polícia. Ainda, de acordo com a carta, a PM alegou que o jovem era traficante. Numa outra situação, uma garota de apenas 13 anos foi morta dentro de uma escola em Acari. “A Polícia Militar afirma que ela foi morta por uma bala perdida, apesar de ela ter sido atingida por pelo menos três tiros entre os oito disparos pela polícia”, avaliam os peritos.
 
Já no dia 4 de julho, uma menina de dez anos foi executada com uma bala na cabeça na favela Camarista Meier, e o disparo foi feito por um policial. Outras duas mortes ocorreram em abril, no Morro do Alemão.
 
“O uso repetido de força letal sugere o fracasso do governo brasileiro em tomar medidas de precaução para impedir perda de vidas”, diz a carta encaminhada para as autoridades brasileiras no dia 30 de agosto. Os peritos deram 60 dias para a resposta, mas foram solenemente ignorados. A reportagem do Estado procurou o governo do Rio, e também não obteve resposta. 
 
O relatório é assinado por Agnes Callamard, relatora especial sobre Execuções Sumárias, Sabelo Gumedze, chefe do Grupo de Trabalho sobre Povos de Descendência Africana, e Dainius Puras, responsável pela relatoria sobre Direito à Saúde. Leia aqui a matéria na íntegra. 
 
Leia também:  A hipócrita proibição da maconha em tempos de pandemia, por Luís Carlos Valois

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

3 comentários

  1. Lamentável

    Qual é o motivo de ilustrar um artigo sobre a PM com fotos de militares do exército?

    Me desculpe o Nassif, mas em termos jornalísticos isso se chama manipulação.

    Pensei que o GGN prezasse pela qualidade do jornalismo e não por agradar seus seguidores…

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome