Sob a suspeita de tortura, delegado do Caso Tayná é preso

Jornal GGN –  O ex-delegado titular da Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo (PR), Silvan Pereira, foi preso no final da tarde de sexta-feira (19) em Laranjeiras do Sul, região centro sul do Paraná. De acordo com a assessoria do Ministério Público do Paraná, ele foi preso em uma ação conjunta do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da Polícia Rodoviária Federal. As informações são do site da Rádio Banda B.

Silvan é acusado de torturar quatro suspeitos presos pela morte da adolescente Tayná, de 14 anos, e não se apresentou dentro do prazo pedido pela Justiça.

Segundo o coordenador do Gaeco, Leonir Battisti, assim que ele foi rastreado, foi determinada a prisão. “Assim que identificamos ele, solicitamos a nossa coordenadoria em Guarapuava, que pediu à PRF a prisão dele”.

O mandado de prisão contra o delegado e outras 13 pessoas foi expedido na última quarta-feira (17). Os outros envolvidos estão detidos, em sua maioria, na carceragem da DFRV (Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba). Nove policiais, um guarda municipal, um policial militar, um agente carcerário estão presos.

O caso

Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, foi encontrada morta no dia 28 de junho, três dias após a sua morte, em um matagal, próximo de um parque de diversões em Colombo (PR). A garota tinha ido ao local com as amigas e voltava para a casa sozinha, quando foi atacada, estuprada e morta. A Polícia Civil indiciou quatro homens pelo crime – destes, apenas um não confessou a participação. 

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Há indícios que os rapazes foram torturados para confessar o abuso sexual seguido de morte – escoriações pelo corpo e feridas causadas pelas algemas são uma delas. Ao se apresentarem ao Ministério Público, eles voltaram atrás e negaram o envolvimento no crime.

No último dia 9, após, a divulgação do exame de DNA, ficou comprovado que o sêmen encontrado na calcinha da adolescente não era de nenhum dos supostos envolvidos. Com falta de provas, os acusados foram soltos na última segunda-feira (15).

 

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