A Bolívia e a Petrobrás

Um dos fatores que insuflou o nacionalismo boliviano, foi a decisão da Petrobrás, em 2003, de não pagar o que devia à Bolívia pelo uso do gasoduto. Pelo contrato, a Petrobrás se obriga a pagar até se não utilizar o gás. O que paga serve de crédito para uso futuro. Mas o diretor de gás da Petrobrás, Ildo Sauer, recusou-se a pagar em 2003, contribuindo fortemente para a radicalização posterior na Bolívia.

A radicalização de Ildo Sauer que levou a um fortíssimo questionamento da política econômica boliviana pela oposição. E fez o país buscar alternativas ao Brasil, na venda de gás, encontrando o governo argentino disposto a fazer parcerias.

Esse desastre diplomático-empresarial ajuda a entender um pouco melhor a condescendência do Brasil no episódio da ofensiva nacionalista de Evo Morales.

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