A cachoeira de Dardanelos

Do leitor Antônio Carlos Monteiro de Castro, Cuibá

Luis Nassif

aconteceu o leilão – a cachoeira de Dardanelos vai pro pau – ele proclamam a aprovação ambiental; o ministério público tentou. Um amigo Geólogo diz que haveria outra maneira – menos potente – porém, que manteria intacta a grande cachoeira: fazer a jusante. Me lembro das opções na época de Itaipu: uma barragem menos potente, mas que manteria 7 quedas; não se importaram. Eles querem um mundo feio, feito de plástico – há mais de 30 anos Los Angeles optou por árvores de plástico em suas avenidas; será que continua? – sem vida – por dezenas de kms, não há lugar para passarinho pousar em Rondonópolis.

Aquilo que era considerado coisa – até a década de 70 – de romântico reacionário, artista sonhador e desligado da realidade, de maluco, maconheiro e viado fica cada vez mais claro: a paisagem feia e triste dos subúrbios industriais se espalha para todo o país. Weber dizia que capitalismo não é lucro de Pirata; aqui é.

Chorei e fiquei triste pra cacete; nascemos sob o jugo do estado absolutista predador, continuamos com ele como fiador de um empresariado tascador e sem a responsabilidade de governar.

O País tropical vira um deserto, as suas cidades partidas e apodrecidas, as suas praias e mar locais de sugar o máximo possível: detritos, pesca predatória, exploração desmesurada e sem cuidado.

O fascismo significou a negação da política; o apodrecimento e a desqualificação da economia significarão o quê? Coisa boa é que não será.

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