A crise da segurança

A disputa entre o Secretário de Segurança Saulo de Castro Abreu contra o ex-Secretário de Administração Penitenciária Nagashi Furukawa, e o ex-Secretário de Justiça Alexandre de Moraes – conforme relatada em coluna recente minha na “Folha” – é prova maior do que fortaleceu o PCC em São Paulo.

A segurança pública exige sinergia, troca de informações e montagem conjunta de estratégia entre os órgãos envolvidos. No caso de São Paulo, havia claramente um embate entre os Secretários, provocado pelo personalismo de Saulo.

Faltou quem fizesse a mediação. Pelos relatos, o ex-governador Geraldo Alckmin teve apenas uma reunião conjunta em sete anos de governo, reunião onde o pau comeu. Depois disso, mais nenhuma.

Na sua falta, esse papel deveria ter sido exercido pelo Secretário-Chefe da Casa Civil, Arnaldo Madeira. Mas este cumpria sua função burocraticamente. Jamais teve um papel ativo como o de Antonio Angarita, seu antecessor, respeitado por todos os secretários.

Essa falta de um comando centralizado por parte do governador, falta de um general abaixo dele, é que foi o início do problema

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