A imortal que dura dois dias

Pode ser implicância minha, mas poucas vezes vi na profissão sujeito mais sem noção do que é notícia e jornalismo do que o Eurípedes Alcântara, diretor de redação da Veja.

Recebe de mão beijada uma entrevista armada por FHC e José Serra com Jarbas Vasconcellos. A Carta ao Leitor da edição tenta antecipar os efeitos da entrevista, comparando àqueles da entrevista do Pedro Collor – que levou ao impeachment de seu irmão Fernando Collor. Só isso! A própria Veja elegendo a sua entrevista como capaz de produzir os mesmos efeitos da entrevista do Pedro Collor.

Não foram necessários dois dias para que a blogosfera desmoralizasse o neocatão Jarbas Vasconcellos, apesar de todo o apoio dado pelo Jornal Nacional do Ali Kamel e outros veículos. Dois dias!, não mais que isso, mostrando a hipocrisia de Jarbas, sua história política, para que os principais analistas alinhados com o pensamento neocon saíssem se explicando para seus leitores sobre o fato de terem caído no conto do homem justo.

Agora, Eurípedes volta à carga tecendo loas ao factóide. Diz que a entrevista entrará para a história É uma falta de discernimento que beira o ridículo. A entrevista não tem sequer a criatividade do boimate para aspirar a imortalidade.

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