A progressão continuada

A queda de qualidade no ensino em São Paulo não se deve à progressão continuada (o sistema que abole as repetências), mas à maneira como foi implementado.

A Secretaria da Educação não cuidou sequer de informar os professores sobre o Projeto de Lei que instituiu o sistema. Os professores foram informados apenas que a reprovação estava proibida. Sequer se cuidou de explicar as razões de tal política. Não havia acompanhamento pedagógico. As estatísticas melhoraram artificialmente, mas a qualidade desabou.

Essas conclusões são da doutoranda em Psicologia Escolar pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Lygia de Sousa Viégas, que acompanhou o projeto por dois anos. E constam da edição da próxima quinta-feira da Agenda Brasil – um projeto de discussão de políticas públicas que a Agência Dinheiro Vivo fornece para a Associação Paulista dos Jornais (que congrega os 16 jornais de maior tiragem do interior do estado).

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Recebo e-mail do jornalista Joaquim Maria Botelho — que, presumo, assessor da Secretaria da Educação (não tenho como confirmar pelo adiantado da hora) informando que os dois primeiros anos da educação continuada se deram na gestão de Rose Neubauer na Secretaria da Educação. De qualquer forma, a manutenção do programa passava por Chalita.

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