A reinvenção do PSDB

A declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de que o PSDB precisa saber atuar fora das eleições, apenas comprova várias análises já feitas, sobre a necessidade do partido se reinventar.

A primeira geração de notáveis já se foi. Pessoas como André Franco Montoro e sua capacidade e desprendimento de revelar quadros e lideranças; Mário Covas e sua responsabilidade fiscal; Sérgio Motta e seu espírito guerreiro, sonhando como Don Quixote, agindo como Sancho Pança.

De representante da classe média intelectualizada, a partir de certo momento o PSDB passou a refletir exclusivamente os interesses do grande capital, quando FHC não teve coragem para enfrentar a liberalização financeira aguda e delegou o desenho do país aos economistas do Banco Central e da Fazenda.

Hoje o partido está dividido entre o grupo dos partidários desses economistas, reunidos em torno da Casa das Garças – principalmente Tasso Jereissatti e Arthur Virgílio – e os defensores da visão não ortodoxa da economia – os paulistas que rodeiam José Serra.

FHC e Serra, com suas divergências e convergências, são o último elo entre a geração de criadores do partido e a nova geração que vem por aí. Se Lula, Serra e Aécio forem eleitos, como tudo indica, o PSDB terá quatro anos para se refundar e redefinir de modo claro que partido, afinal, ele pretende ser.

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