A saúde e a rede

O editorial do “Estadão” de hoje, além de apontar os grandes avanços da saúde pública no Brasil, graças à continuidade de políticas públicas, menciona o consultor Eugênio Villa Mendes, da Organização Panamericana de Saúde.

Em 1997, antes dessa fase de blogs e fóruns, dispondo apenas de um e-mail, fiz uma provocação pela coluna na “Folha”, a respeito de políticas de saúde. Recebi cerca de sessenta e-mails de especialistas brasileiros de várias partes do mundo. As informações me permitiram escrever uma série de cinco artigos contando sobre o modelo inglês, o canadense, o americanos, sobre os novos princípios de saúde, como os médicos de família etc.

O principal colaborador da série foi Eugênio, que na época nunca tinha sido ouvido pela imprensa. Tempos depois, o então senador José Serra me pediu a série. Ela serviu de base para o início da política de saúde que ele implantou.

Foi esse exemplo que me chamou a atenção, lá atrás, para o imenso poder do trabalho em rede e da Internet, na captação do chamado conhecimento difuso que existe na sociedade brasileira – e que, devido à marketinização da notícia, a grande imprensa não tem interesse em captar.

Um dentista desconhecido, de Belo Horizonte, ajudou a garantir o salto de qualidade nas políticas de saúde pública, graças ao mecanismo do e-mail.

A partir daí, criei o Projeto Brasil que, em breve, estará aqui ligado ao iG, se dispondo a captar e difundir o conhecimento de tantos novos Eugenios disponíveis no país.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora