A siderurgia nacional

A disputa entre a CSN e a indiana Tata pelo controle da Corus britânica traz lições importantes. A Tata acabou vencendo porque contou com a retaguarda do banco estatal da Índia. Além da Índia ser um risco menor que o Brasil, e a Tata ter uma melhor classificação que a CSN, ainda houve esse apoio público. Quem entrava na BBC à noite podia acompanhar o carnaval de rua da Índia com essa vitória.

A CSN conseguiu levantar no mercado internacional US$ 12 bi para participar do leilão. Não teve apoio público. A disputa não comoveu nem a opinião pública nem a mídia. A CSN tinha uma vantagem considerável, que era o minério da mina da qual é proprietária. Nem isso, nem os US$ 12 bi captados foram insuficientes para bater a Tata, devido ao seu custo menor de captação e ao apoio maciço do governo indiano.

Com essa aquisição, fica claro que se as siderúrgicas brasileiras não se unirem, se não montarem projetos conjuntos, se não houver apoio da parte do BNDES e do governo, dentro de algum tempo serão engolidas pelos concorrentes estrangeiros. Hoje em dia há muito personalismo entre os “barões do aço”. Mas chegou a hora de se juntarem, pensando na sobrevivência da siderurgia nacional frente os gigantes internacionais.

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