A viuvinha assassina

É provável que Adriana Almeida, viúva do milionário da Sena, assassinado, seja culpada. Mas recomendaria especial cuidado na cobertura da mídia.

Adriana é prato feito. Jovem, bonita, casando com um paraplégico depois que ele se torna milionário. É interesseira, tem amante. É a suspeita preferencial.

Mas não basta para torná-la criminosa. Tipos como ela, subitamente enriquecida (pelo casamento) e simplória, costumam ser alvo de todo tipo de jogada. Tanto ela pode ser a assassina quanto estar sendo envolvida nisso por pessoas interessadas em chantageá-la.

O rico instantâneo é prato preferencial da malandragem, simplesmente porque a cabeça não consegue acompanhar a reciclagem do bolso. São os patos preferenciais. É só analisar o que aconteceu com os integrantes da quadrilha que assaltou o Banco Central no nordeste.

De tudo o que li até agora, fala-se de escutas telefônicas, mas não se revela o teor; fala-se em quebra de sigilo bancário, mas não se informa o que a quebra revelou.

Se estivesse nos meus períodos iniciais de repórter, trataria de começar a investigar outras possibilidades nesse assassinato e nessa incriminação da Adriana, mesmo correndo o risco de não dar em nada.

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