As associações de classe

A respeito da coluna que escrevi sobre as associações de classe, recebo o seguinte e-mail de um leitor, ex-dirigente classista e empresário de visão nacional:

Esta matéria pode ser a ponta de um iceberg. E muito mais critica que a principio parece.

As associações de classe no Brasil, eventualmente na sua maioria, são ainda instrumentos medievais de poder. Muito mais do que representar legitimamente suas bases, são, via de regra, instituições manipuladas por oportunistas que, com tempo e disposição, as utilizam como ferramentas para seu auto-beneficio.

Eu posso categoricamente afirmar que conheci algumas intestinamente. Favorecem o exercício do corporativismo, e se sustentam por uma legislação que, de certa forma, as deixam dependentes do poder temporal.

Neste momento de dossiês e arapongagem explicita do poder, a observação histórica corrobora a influencia do interesse próprio no processo. (…) Inacreditável como pouco mais de uma centena de pessoas conseguem negociar valores, sem pouco se importar com suas reais responsabilidades de defender a industria paulista e suas necessidades específicas.

Eu sugiro a você Nassif, que vá um pouco mais fundo nesta questão. Pode ser uma contribuição inestimável ao País, num momento em que a assepsia moral e legitima das instituições representativas de classes, pode ser a quebra de um ciclo vicioso de dependência e promiscuidade política.

É provável que você seja o único jornalista que tenha a visão horizontalizada deste universo de relações.

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