As universidades paulistas e o SIAFEM

No estado de São Paulo tem o SIAFEM, que é o sistema contábil financeiro do Estado (adaptação do sistema do governo federal); e o SIGEO, onde se cadastram fornecedores, notas fiscais etc. O sistema foi implantado em 1997 na gestão Covas. É um sistema fantástico, que permite comparar preços de compras de cada órgão do estado.

As Universidades estaduais foram os únicos órgãos que se recusaram a colocar seus dados no sistema, alegando que feriria a autonomia universitária. Com isso, a Assembléia Legislativa tinha acesso às despesas de todos os órgãos, estaduais, menos das universidades paulistas.

Durante a gestão Alckmin, o SIGEO pouco avançou. E o governo do estado não quis enfrentar as universidades, o que era um absurdo. Ao receber 10% da arrecadação do Estado, as universidades têm, como contrapartida, que apresentar metas de desempenho, de melhoria de gestão. Nada disso foi feito. O único dado que o governo do estado – e o contribuinte – tinha sobre as universidades era o valor do repasse do ICMS.

Agora, no ato em que determinou o contingenciamento (passageiro, espera-se) foi estipulado que as Universidades deverão entrar definitivamente no SIAFEM. Retoma-se, assim, a linha evolutiva da gestão eletrônica iniciada no governo Covas.

Falta apenas o Secretário da área, definir as metas de desempenho a serem seguidas pelas Estaduais, para que voltem a buscar modelos de excelência e a contribuir para desenvolvimento do estado e do país.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora