Bologna e a TAM

Em entrevista à “Folha”, o presidente da TAM Marcos Bologna sustenta que os problemas da empresa foram resultado de coincidência trágica de acidentes no final do ano. E garante que a TAM vai continuar perseguindo a meta de deixar o avião menos tempo no chão, para se aproximar da Gol.

O buraco é mais embaixo. Sob sua gestão, a TAM liquidou a imagem de atendimento e eficiência da era Rolim. Hoje em dia, a TAM sequer sabe como proceder para transportar crianças. Nos aviões, comissárias, jovens inexperientes, não sabem como se comportar quando se deparam com um passageiro inconveniente. Não há mais o sistema de captar necessidades e desconfortos dos passageiros. Levaram um ano para interromper o suplício daquela TV a bordo operando a pleno volume. E só acordaram quando as críticas começaram a se tornar públicas. Nos guichês, não há mais estratégias para reduzir a fila. E a afirmação de Bologna, de que a TAM não serve “barrinhas de cereais” (marca da Gol) não ajuda. Há pelo menos um ano, só serve sanduíche frio.

O problema é que a cultura de qualidade implantada por Rolim foi perdida. Uma construção de décadas virou pó em pouco tempo. Provavelmente, as equipes que ajudavam nessa missão foram desarticuladas, devido a essa miopia de olhar o caixa sem atentar para a estratégia.

Se a família Rolim acordar, ainda assim levará muitos anos para consertar os estragos. Mesmo assim, se conseguirem acertar na escolha do sucessor.

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