Brossard, Rui e Dreiffus

O respeitado jurista Paulo Brossard escreve hoje no “Estadão” sobre o caso Dreiffus – o oficial perseguido pelo Exército francês, em um episódio grave de anti-semitismo. Brossard é apaixonado por Rui Barbosa, e repete a velha cantilenas de que Rui escreveu sobre Dreiffus antes mesmo de Emile Zola – que se consagrou com o célebre artigo “J’accuse”.

Antes que o mundo mais uma vez se curve perante o Brasil, é importante notar que estudos recentes indicam que a imprensa britânica tratou exaustivamente da questão quando Rui estava exilado por lá. A francesa demorou um pouco mais por conta do clima inquisitorial que cercou o episódio.

Dr. Brossard mistura as bolas. Zola não se distinguiu por ter sido o primeiro a ver racismo na campanha contra Dreiffus, mas por ter sido o primeiro intelectual francês com coragem para enfrentar a malta.

O que Rui Barbosa fez foi mandar um artigo para o Jornal do Commercio, em cima das informações que bebia diariamente na imprensa britânica. Não há nem o mérito do pioneirismo em identificar o racismo na campanha, nem na coragem de enfrentar a malta – embora não faltasse coragem em Rui para outros temas.

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