Contas públicas e isenção

Já cansei de alertar para o desastre do governo Lula, especialmente da dupla Palocci-Bernardes, na gestão de despesas, o controle na boca do caixa, a não programação das liberações orçamentárias, o contingenciamento irracional. E, principalmente, o afrouxamento do gasto público, permitido por Paulo Bernardes quando Palocci saiu. Os jornais foram pródigos em denunciar esse aumento de gastos do governo Lula, e fizeram bem.

Mas e São Paulo? Depois da entrevista da Cláudio Lembo à Mônica Bérgamo, alertei aqui que as contas paulistas iriam fechar, mas com a venda da CETEEP e das ações da Nossa Caixa. Anunciou-se, na época, que os recursos da venda da CETEEP iriam servir para sanear a CESP. Não íam. Estão sendo utilizados para tapar buracos orçamentários.

Lula mereceu as críticas quanto ao aumento de gastos. Mas há uma notável timidez em avaliar a gestão financeira de Alckmin.

O governo de Minas Gerais conseguiu recuperar a capacidade de investimento, a Prefeitura de São Paulo começa a andar, depois de uma operação de guerra para equilibrar as contas públicas. Mas o estado de São Paulo está supostamente saneado há doze anos. Alguma coisa faltou, em que pesem os avanços obtidos com pregão eletrônica e com os sistemas montados na gestão de Yoshiaki Nakano.

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