De pombos e falcões – 2

O respeitado colunista Gideon Levy. do jornal mais importante de Israel, o Haaretz, em longo artigo reproduzido na edição de ontem do The Guardian, o jornal de maior influência hoje na Grã-Bretanha, analisa os efeitos do massacre do Líbano sobre a segurança futura dos israelenses.

Ele demonstra com raciocínio impecável o enorme erro estratégico, político e diplomático do Gabinete Olmert nesse ataque insensato ao Líbano. Sempre houve alternativas. O problema são as forças que não tem interesse nas alternativas, os falcões, que perdem espaço em períodos de paz.

A opinião publica em Israel é altamente politizada, culta e diversificada, uma luz nas trevas dessa deformação ensandecida dos ideais dos primeiros sionistas. O artigo no The Guardian foi aberto para comentários. Recebeu milhares deles, a maioria de Israel, apoiando o ponto de vista de Levy.

A destruição do Líbano é injustificável, nada tem a ver com a defesa de Israel e vai fabricar milhares de terroristas, exatamente aqueles que perderam a família, a casa, o emprego e tudo o que tinham na vida, exatamente como o Hezbollah é o resultado cronológico dos massacres de 1983 em Sabra e Chatila.

O atual ataque ao Líbano formará uma nova fornada e como diz Levy, os novos líderes são mais talentosos, mais aguerridos e mais ousados do que os anteriores.

Portanto o confronto está longe da simplicidade articulada por alguns leitores do blog pró-massacre, a questão é bem mais controversa, mesmo dentro da sociedade israelense e a solução vai custar muito caro aos envolvidos de todos os lados.

É uma tragédia sem vencedores.

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