De urubus e gaiolas

Da coluna de hoje do Élio Gáspari:

“Fica registrado que, em 22 de janeiro de 2007, em entrevista ao repórter Gabriel Manzano Filho, o professor Leôncio Martins Rodrigues disse o seguinte: “Há “no âmago” da estratégia de Lula a busca de condições “para que, no devido tempo, [se] comece a trabalhar por um terceiro mandato. Não é fácil acreditar que, dispondo de uma aprovação, digamos, de 60% ou 65% no seu último ano (…) ele mande parar as campanhas em favor de sua permanência. E ainda o discurso de movimentos populares e sindicais, de que se ele sair o neoliberalismo volta e estraga todo o progresso obtido… Volto a dizer: não estou prevendo que isso acontecerá. Estou advertindo para que os analistas e os eleitores pensem nisso com seriedade”. O aviso foi dado.”.

A esse recurso se chama a “retórica das previsões peneiráveis”. No final do ano, peneira-se, as previsões realizadas consagram o astrólogo; as erradas, quem se importa com elas?

Com quatro anos de distância para comprovar, também quero fazer as minhas:

1. No dia 31/12/2010, Lula deixará o poder consagrado.

2. No dia 31/12/2010, Lula deixará o poder escorraçado.

3. Lula não terminará o mandato.

4. Lula apoiará um nome do PT.

5. Lula apoiará Aécio.

O aviso está dado.

Qual a semelhança com as do Leôncio? A todas elas se aplica a frase que um grande sociólogo-historiador colocou no comentário do post sobre o Leôncio: “Se urubu cantasse, viveria na gaiola”.

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